ESTRATÉGIA PARA A GREVE DIA 3

29 11 2008

Esta mensagem vai para aqueles que, como eu, por norma não fazem greve, por esta apenas se notar no nosso vencimento e a escola funciona na mesma, chegando ao ridículo dos professores de greve serem substituídos.

Pois bem; na minha escola (Agrup. Escolas Castro Daire) a estratégia foi a seguinte: colocou-se um documento na sala de professores, apelando à GREVE CONCERTADA! Assim, pediu-se a quem estaria a pensar fazer greve, ainda que condicionalmente, assinasse, de maneira a que concertadamente se chegasse a pelo menos 50, dos 71 professores, a fazer greve e assim estar completamente comprometido o funcionamento da escola!

E o resultado foi este:

Numa escola onde noutras greves há meia dúzia de aderentes que em nada beliscam o normal decorrer das actividades, desta vez somos… 60! SESSENTA! Portanto, os professores do Agrupamento de Escolas de Castro Daire mostram mais uma vez a sua união e o veemente repúdio a esta política educativa e a este modelo de avaliação, aderindo em massa à greve do dia 3!

Eis uma estratégia que poderão adoptar, caso haja renitência de alguns professores.

Este Ministério quis guerra com os professores? Pois bem… está a tê-la!

Paulo Carvalho





RESPOSTA AOS NOVOS PANINHOS QUENTES DO MINISTÉRIO

28 11 2008

Eis a nova técnica de Maria de Lurdes e companhia:

Enviar emails a todos os professores com paninhos quentes a tentarem convencer-nos de que esta é uma boa avaliação e que em nada nos prejudica… patati…patata… bla bla bla……

Ora, a melhor maneira que temos de refutar esta atitude é responder a esses mails ate à exaustão.

Eu respondi assim:

Então agora optaram por esta via, hein?
Mas que belo discurso!!!
Pois para mim perderam tempo!
 
Enquanto eu tiver de ser avaliado por alguém a quem vocês deram mais competência só porque é mais velho do que eu e nada mais; enquanto mantiverem essa aberração de professores de primeira e de segunda como se algum critério de mérito a isso tivesse presidido; enquanto tiverem os professores como vossos inimigos, utilizando-nos para descer o défice; em suma, enquanro se mantiver esta Lei absurda de fazer dos professores os únicos culpados do fracasso educativo português, não contem comigo! Eu não serei avaliado por esta Lei e estou disposto a arcar com a única consequência possível desta atitude, ou seja, a não progressão na carreira.
Agora podem contar comigo para continuar a ensinar os meus alunos como sempre fiz e tê-los em primeira linha de conta no meu trabalho; foi para isso que tirei um curso de ensino!
 
Paulo Carvalho
Se quiserem podem copiar este texto e itiliza-lo para o mesmo efeito, ou criem outro, rejeitando esta amaciadela de pêlo do ME, como se fôssemos uns cãezinhos amestrados!
Mantenhamo-nos unidos e irredutíveis até se provar que contra a razão de 150000 pessoas não há argumentos possíveis.
Paulo Carvalho




CECÍLIA HONÓRIO «na mouche!!!»

27 11 2008

Vejam este vídeo da intervenção da deputada do BE, Cecília Honório, no parlamento, perante a Ministra!

A melhor parte começa aos 7 minutos. Vale mesmo a pena ver!





MAIS EMÍDIO RANGEL… MAIS RESPOSTA!

21 11 2008

Sr. Emídio Rangel:

Tal como fiz aquando do seu execrável artigo de 8 de Março, aqui fica a minha resposta a mais um rude golpe da sua mentecapta opinião.   Diz o senhor:

 

rangel

Aqui exerço o meu direito ao contraditório:

Ó Sr. Emídio:

O senhor, para além de escolher muito bem o título das suas babosas crónicas, pois «Coisas de Circo» assenta muito bem no palhaço, hoje acertou também no título deste artigo; apenas errou o sentido!

Arre que é de mais! Mas porque raio hão-de os dignos professores deste país ter de o aturar? Já sei… Porque somos 150000 e sempre conseguimos aquilo que uma só pessoa não conseguiu!

Que pena não aceitar ser governante! Pois… percebo… é melhor aceitar dos governantes, não é?

Já que trabalha 17 horas por dia, trabalhe só 16 e não estrague uma hora diária a urdir ofensas gratuitas! Se olhar para baixo encontrará uma pança calejada de tão coçada, pelas alvíssaras que lhe dão, para vomitar para cima de nós. Como há-de o senhor ter ingratidão aos políticos, como nós temos?

Neste país veêm-se jornalistas transformarem-se em muita coisa, mas confesso que em moço de recados, é inédito!

Não está hoje claro, sr. Emídio, que os professores transformam os seus alunos em gangs do ovo; o que está claro como água é a podridão cerebral que o assola! Tal como na miserável crónica de Março, o senhor faz afirmações tresloucadas que, não podendo provar, atestam o seu avançado estado de decomposição intelectual!

Fala de Alberto João Jardim? Pois nem de propósito! O senhor é o Jardim dos opinantes! Escreve o que lhe apetece, não lhe acontece nada, todos têm medo de si; mas há uma diferença, sr. Emídio: Os professores não têm medo de si e se o senhor continuar a insultar-nos do modo sujo e ordinário como faz, conte sempre que do outro lado está gente que tem os pés onde o senhor tem a cabeça!

Já agora, faça o favor de desinfectar a boca quando fala de Manuel Alegre, o único político livre e com coluna vertebral em Portugal; quando o senhor for alguém na vida, ou no PS, terá metade da dignidade de Manuel Alegre!

Por fim, sr. Emídio, que sorte a deste país ter ficado sem um jornalista traidor e ter ganho um troglodita opinante!

Paulo Carvalho





O YOUTUBE ESTEVE LÁ!

21 11 2008

Trecho do video do plenário de professores do Agrupamento de Escolas de Castro Daire de onde emanou uma moção de completo repúdio a este modelo de avaliação, tendo todos os signatários (99% do corpo docente) comprometendo-se em não entregar quaisquer objectivos individuais.





EM CASTRO DAIRE (também) É ASSIM!

20 11 2008

Como professor do Agrupamento de Escolas de Castro Daire, cumpre-me orgulhosamente informar de que o Plenário que realizámos no dia 18 de Novembro, teve como resultado uma moção de repúdio veemente a este modelo de avalição, pelo que os signatários (cerca de 99% do corpo docente) se comprometeram em não entregar quaisquer objectivos individuais, rejeitando, portanto, serem avaliados por este modelo!

A moção que se segue, baseada em outras elaboradas por muitas escolas, seguirá para todos os Órgãos de Soberania portugueses e para todas as Instituições ligadas ao processo em causa.

Os professores do Agrupamento de Escolas de Castro Daire, reafirmam assim a sua união por uma causa justa e jamais aceitarão a prepotência, o despotismo e a autocracia deste Ministério. A razão está do nosso lado!

Clicar abaixo para ver a Moção

mocao

Cumprimentos a todos e viva a escola pública, vivam os professores portugueses!





MAIS UM BRILHANTE DISCURSO DE PEDRO SANTOS

15 11 2008

“Todos os dias os professores salvam muitas vidas…Penso na minha colega a quem uma aluna, com graves problemas emocionais por ter perdido um familiar, agradeceu por, literalmente, a ter mantido agarrada à vida.

Todos os dias há pequenas histórias como estas que morrem, onde têm que morrer, no anonimato.

Afinal de contas, os professores não são super-heróis Há bons e maus profissionais como em todas as classes. Mas deixem-me desabafar que, apesar de todos os desânimos e frustrações, a maioria gosta do que faz e gosta mais de estar dentro de uma sala de aulas do que estar na sala de professores.

Resta então conhecer as causas da nossa revolta…

Com certeza que há coisas erradas neste modelo de avaliação dos professores que nos querem impor.

Como se pode querer rigor científico e pedagógico, quando pessoas de uma determinada área científica têm que avaliar pessoas de áreas científicas distintas (e, muitas vezes, com mais qualificações académicas)?
Como se pode acreditar num sistema que afecta a avaliação dos professores à taxa de abandono escolar, como se esta dependesse do “professor fazer o pino na sala de aula” e não de complexos factores económicos e sociais que escapam ao seu controlo?
Como se pode acreditar num sistema de avaliação que relaciona, de forma directa, a qualidade de um professor com os resultados dos alunos? Será um professor de Matemática duma escola de Lisboa, onde boa parte dos seus alunos tem explicações, melhor do que um colega do Interior rural do país, onde os alunos não dispõem das mesmas condições facilitadoras do sucesso?
Evidentemente que não estou a defender a “teoria dos professores coitadinhos”, teoria que não suporto, pois nem sempre os alunos que possuem melhores condições à partida, são aqueles que alcançam melhores resultados.
E porquê?! Precisamente porque, por melhor que o professor seja, há certos factores humanos imprevisíveis que ele não consegue controlar. Explico de outra forma: um médico pode prescrever a medicação correcta a um paciente mas, de seguida, não o irá acompanhar diariamente para verificar se ele toma os medicamentos de forma correcta.
Logo, se o doente não tomar os medicamentos e não melhorar, o médico não pode, obviamente, ser responsabilizado. Isto deveria ser fácil de entender, mas pelos vistos não é…
Logo, um professor deve ser avaliado, não pelo facto de um seu determinado aluno ter tido negativa, mas por todas as estratégias que utilizou para evitar esse desfecho.
E, sejamos brutalmente sinceros e honestos, não é assistindo a 3 aulas de 45 minutos, num ano lectivo, que se retiram conclusões sobre as qualidades e defeitos de um professor.
Dito isto, esta avaliação é apenas mais um instrumento de uma “política de cosmética”, uma encenação, uma farsa burlesca montada apenas para manobrar a opinião pública, tentando passar a ideia de que o “governo se preocupa com a qualidade do ensino”.
Por amor de Deus, poupem-me à hipocrisia! Se querem melhorar a qualidade dos meus métodos de ensino, mandem à minha escola alguém de reconhecida competência científica e pedagógica que me assista a várias aulas; e que depois me diga tudo aquilo em que eu posso melhorar para ser melhor professor e ajudar os meus alunos.
Não me enviem é mais das inspecções, como a que tivemos o ano passado na minha escola, em que a única coisa errada que detectaram é que “faltam muitos papéis”.
Ah, os papéis! Tudo no ensino em Portugal se parece resolver com mais um papel…Uma ficha, uma grelha, uma planificação, um plano, etc. Servem de alguma coisa?! Não importa! O que importa é que estejam nos dossiês. Para quê? Para nos protegermos…Para nos protegermos dos pais, dos recursos, da inspecção, …
Os professores estão cansados desta “política de medo” e querem recuperar um pouco da sua auto-estima e do amor pelo simples acto de ensinar.
E não toleram que se queira aplicar à avaliação de professores, a mesma política que o ministério tem aplicado para resolver os muitos problemas do ensino em Portugal: facilitismo!
O ministério insiste em mascarar as deficiências do nosso sistema de ensino baixando, de forma evidente e cientificamente inquestionável, o nível de exigência dos exames nacionais, de forma a conseguir resultados que impressionem a opinião pública. Tudo em nome da tal cosmética…
Evidentemente que o falhanço e o erro do ministério foi pensar que os professores iriam tolerar e engolir este mesmo princípio, aplicado à avaliação do seu desempenho; o pensamento deles foi o de sempre: “os professores preenchem a grelha, não resmungam pois estão habituados e porque vão vender a sua honra profissional a troco de um Bom…”
Pois bem, enganaram-se! Até porque a avaliação é apenas a gota que fez transbordar o copo.
Por isso, por mais que o ministério nos queira “corromper”, comprando a nossa rendição a troco da simplificação do sistema de avaliação, os professores não irão ceder. Porque o que está em causa são anos e anos de “políticas de facilitismo” e de “burocratizar para nada resolver”.
É essencial que a sociedade portuguesa compreenda que se está a viver um momento histórico único, o momento em que se decide sobre a credibilidade do ensino público português.
Não é apenas a ministra e a sua equipa que estão em causa, nem sequer a famigerada “avaliação docente”, mas sim anos e anos de políticas que estão a levar ao fundo o nosso ensino e, com ele, o próprio futuro da nação.
Se desistirmos, a história não terá contemplações para nós, pois teremos desperdiçado a oportunidade de mudar o rumo dos acontecimentos e permitir que o ensino público tenha futuro em Portugal.
O capitão Salgueiro Maia, a propósito da situação que se vivia em Portugal antes do 25 de Abril, terá dito um dia: “Há o estado da democracia, há o estado da ditadura e há o estado a que tudo isto chegou!”
Assim está o estado da educação neste momento. É do futuro dos nossos filhos e do nosso país que se trata e de não de uma simples embirração com a ministra do sector ou um prurido a qualquer forma de avaliação.

No geral, não tenho razões para acreditar que haja mais corrupção, incompetência ou mediocridade entre os professores, do que na restante sociedade portuguesa. Bem pelo contrário!

Dêem-nos paz para trabalhar e um pouco de respeito, se faz favor.

Obrigado

Pedro Nuno Teixeira Santos

postado e absolutamente subscrito por Paulo Carvalho





TUDO PARA… ISTO!

15 11 2008

Eis a razão que preside a toda esta ofensiva do Governo PS contra os professores e não só. Podem andar com rodeios, novas carreiras, novas avaliações e afins, mas o único objectivo é este:economia





VEJAM ESTE DEBATE NA RTPN! ELUCIDATIVO!

14 11 2008

Sei que é difícil arranjar mais 50 minutos no meio desta avalanche informativa relacionada com este fenómeno sem precedentes entre um Governo autocrático e prepotente e uma classe inteira de 150000 pessoas com a generalidade da opinião pública do seu lado; mas vale a pena ver este debate na RTPN, onde estão representadas 4 das 5 entidades envolvidas: O governo, através da Directora da DREN, os sindicatos através de uma representante da FNE, os pais pelo inevitável Sr. Albino e a opinião pública através de um jornalista; pena é que se esqueceram, digo eu, da parte mais importante, ou seja, UM PROFESSOR! Um simples professor livre de qualquer política ou sindicato e que sente na pele e no terreno esta cobarde ofensiva!

Se virem o debate, constatarão 5 coisas:

1) O que uma doença chamada fundamentalismo político faz a uma ex-professora que, com voz de Amália Rodrigues e cheia de verniz, vomita umas «mariadelurdices»! Pudera! Falar contra quem lhe deu o «job» seria um suicídio e torná-la-ia novamente professora; uma pena capital dessas ela não quer por certo!

2) Um Sr. Albino que demonstra estar a ganhar algum juízo e começa aos poucos a dar a volta ao prego, pois já deu conta que quem educa os seus filhos somos nós e não os políticos e por isso anda aflito com este guerra declarada aos professores.

3) Os sindicatos que continuam a achar-se proprietários de 150 000 professores, quando nem de 15 000 são e, por muito que nos defendam, continuam a meter os pés pelas mãos e a perder crédito, fazendo com que eu e muitos mais, não precisemos deles para gritar a nossa indignação.

4) Um jornalista sensato que mais não faz, ainda que brilhantemente, do que constatar que este Ministério é anti democrático e não pode continuar a tanga de que tudo está a decorrer na normalidade, quando uma rebelião sem precedentes está a assolar a Educação, provocada por um Governo déspota que espezinha professores e propala a melhoria do Ensino.

5) A falta que ali fazia um de nós! Um daqueles que é professor a sério, que só sabe o que é uma sala de aula e não um gabinete, um daqueles que conhece o cheiro dos alunos, dedica o seu tempo à causa do Ensino e a tentar dia-a-dia transformar jovens ocos (sem generalizar, claro) em alguém decente e considera mal empregues os ovos que atiram aos políticos, por pena dos ovos!

Façam o favor de tirar um tempinho no fim-de-semana e vejam. O link é este:

http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=24387&formato=flv

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 





SOLIDARIEDADE NO DIA 15

14 11 2008

Pedem-me para divulgar o seguinte:

Caros colegas e amigos

Como é sabido, alguns movimentos convocaram uma manifestação em Lisboa no dia 15 (sábado). Apela-se à participação, por todas as razões que são conhecidas.
Para quem não puder ir à referida manifestação deverá comparecer no mesmo dia (15), pelas 15h. nos sítios do costume nas capitais de distrito.

Apelamos à mobilização como mais uma forma de luta e constestação ao AUTISMO, à DITADURA, à PREPOTÊNCIA, À FALTA DE RESPEITO E DE DIÁLOGO que tem sido tónica da ministra e do seu ministério.
SOLIDARIEDADE NA LUTA.

MOBILIZA-TE E REENCAMINHA PARA OS TEUS COLEGAS, via mail, sms.