Questionários para Inquérito de Necessidades de Formação na Utilização das TIC na Educação de Alunos com Necessidades Educativas Especiais

21 07 2009

No âmbito do trabalho de investigação do Laboratório de Conteúdos Digitais, do Centro de Investigação em Didáctica e Tecnologia na Formação de Formadores (CIDTFF) da Universidade de Aveiro, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, foram lançados a nível nacional, na passada segunda-feira dia 20 de Julho de 2009, dois questionários para levantamento de necessidades de formação em TIC em NEE. Pretende-se aferir as necessidades de formação dos Docentes de Educação Especial (DEE), de Apoio Educativo (DAE) e dos Coordenadores TIC/PTE (Plano Tecnológico da Educação) na utilização das TIC na Educação de Alunos do Ensino Básico com NEE. Um primeiro questionário procura identificar as carências de formação em TIC para os DEE e DAE e, o segundo, a formação em NEE essencial para Coordenadores TIC/PTE que se podem deparar com a possibilidade de prestar apoio técnico e pedagógico a alunos que dependem da utilização das TIC para a sua educação.
Os referidos questionários estão disponíveis em formato electrónico nos endereços:
– Para DEE e DAE – http://wsl2.cemed.ua.pt/jaime/dae.asp
– Para Coord. TIC/PTE – http://wsl2.cemed.ua.pt/jaime/coo.asp
 
Será igualmente disponibilizado uma versão em papel do questionário para os DEE e DAE.
Para qualquer esclarecimento, por favor contactem jaimeribeiro@ua.pt Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar ou para os telefones:
– 234 372 425
– 914 406 196
– 965 216 568
 
Participe e divulgue esta informação. Vamos todos contribuir para um melhor atendimento aos alunos com NEE que necessitam das TIC para o acesso e participação na sua educação.
 
Agradecemos a disseminação desta informação para o público a que se destina.





Plenário de Professores do AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE CASTRO DAIRE

12 02 2009

Na terça-feira dia 10 de Fevereiro, e a pedido de muitos colegas que, mesmo tendo assinado a primeira moção de repúdio a este modelo de avaliação, se sentem algo desorientados ou indecisos, devido à confusão que se instalou, em que parece que muitos professores estão a claudicar, uns por vontade própria (?) outros por chantagens, pressões ou intimidações, os professores do Agrupamento de Escolas de Castro Daire reuniram, de novo em Plenário, para esclarecimentos e tomadas de posição.

Constatações iniciais:

Com toda esta campanha de intoxicação gerada pela inconsistência, incoerência e alguma cobardia à mistura, em que de uma quase unanimidade mostrada em duas gigantescas manifestações, se começa a assistir a um triste cenário de uma silenciosa, escondida, impávida e serena ministra a ver milhares de professores caírem-lhe derrotados aos pés, resta às Escolas e respectivos professores que se mantêm irredutíveis nas suas convicções, certos da razão que lhes assiste, continuar a sua luta contra esta ignomínia ministerial!

Estas «baixas» do lado dos Professores, que fazem babar de gozo alguns «boys (e girls) arraçados de Hitler» instalados nas cadeiras e, fácil e indecentemente, deixam que a ganância do poder lhes apague toda a dignidade e honestidade enquanto professores, apenas pode reforçar as «ganas» dos que resistem, mostram verticalidade, coerência e mantêm as suas escolas imunes a esse cancro que a ministra tanto quis que padecessem: confusão, discussão, luta hierárquica, enfim, uma verdadeira guerrilha intra-escola, com política à mistura (ou não fosse ela a maior das podridões deste país). O Valter Lemos (esse grandioso Estadista) quando comentava as recentes e enormes manifestações e greves com um lacónico «… é mais uma!» bem sabia que vive num país de brandos costumes e, pior que isso, branda gente que chegada a hora da sua manifestação individual, sem ter 199 999 colegas ao lado a abafar-lhe o protagonismo, se deixam cair que nem um castelo de cartas.

Depois desta espécie de «estado da arte» nesta altura, os OUTROS professores, os que são castelos de betão, representados condignamente pelos seus Presidentes de Executivo que com eles partilham ideias e convicções, resolvem mostrar à tutela que o armistício que julgavam estar a alcançar facilmente a seu favor não, passa ainda de pura ilusão.

Foi, pois, perante estes factos, que 212 PCEs reuniram em Coimbra, no dia 7 de Fevereiro e desse encontro resultou um fumo que poucos julgariam tão branco! E branco porquê? Porque todos os Presidente (mesmo todos, até alguns que, é sabido, nas suas escolas têm, no mínimo, notificado professores para obedecerem ao monstro) assinaram decisões cujo nosso Presidente teve a gentileza de nos transmitir logo na abertura do Plenário, onde estavam cerca de 75% dos professores do Agrupamento e duas representantes sindicais convidadas.

De um plenário que se esperava «quente», ou não houvessem opiniões divergentes já previamente conhecidas, e depois do Presidente transmitir aos presentes as suas posições, quer nessa qualidade, quer na outra que orgulhosamente mantém, acreditem que após o seu discurso, e depois de pequenas dúvidas circunstanciais e da intervenção das sindicalistas que pouco disseram que com Agrupamentos assim seria fácil levar a nossa luta a bom porto, toda a gente saiu tranquila e sorridente do plenário, carregando consigo apenas a responsabilidade individual das suas acções futuras, principalmente quanto à entrega, ou não, dos objectivos individuais. Todos, mesmo os não presentes, depois de ouvirem o Presidente ou lerem os documentos anexos, sabem que absolutamente nada extrínseco a si próprio os obrigará à entrega dos malfadados objectivos individuais.

Se eu, enquanto professor deste Agrupamento sempre me senti confortável nesta batalha e, juntamente com a esmagadora maioria dos meus colegas ignoramos as monstruosidades ministeriais, certos de que a única coisa de que podemos ser «acusados» é da total disponibilidade para a nossa Escola os para os nossos alunos e neles centrarmos todo o nosso trabalho, deste plenário saímos como que aveludados e carregados de serenidade.

Lendo os documentos anexos que demonstram categoricamente a nossa tomada de posição, a Liberdade e a Democracia saíram reforçadas deste encontro, sendo que cada professor apenas terá de obedecer a uma Ministra chamada «Consciência»!

Nada mais do que isso!

Paulo Carvalho – Agrupamento de Escolas de Castro Daire

Documentos anexos de leitura fundamental

comunicado-final-da-reuniao-de-coimbra

intervencao

lei-sobre-os-oi





PARA TIRAR DÚVIDAS E (IMAGINE-SE) MEDOS!!!

25 01 2009

Aqui fica, colegas, um documento oficial emanado do Sindicato e que devem ler com muita atenção, sobretudo aqueles professores que, de uma renuncia completa à entrega de objectivos e palavras de ordem junto 120000 colegas, estão agora amedrontados com as novas directivas deste tresloucado ME e, receosos de represálias que lhes coloquem a vida profissional em risco, estão agora, qual carneirinhos, a entregar objectivos mínimos e, assim, deporem as armas, entregando a vitória a um Ministério que mais não tem feito do que gozar connosco, isto para ser leve na expressão.

LEIAM COM MUITA ATENÇÃO (BASTA CLICAR):

esclarecimentos-sobre-as-implicacoes-da-nao-entrega-de-objectivos1





RECADO AO SR. ALBINO ALMEIDA

25 01 2009

Colegas e amigos:

Depois do Sr. Albino Almeida, e a propósito das greves dos professores, ter tido esta brilhante ideia (ler aqui), eis que alguém que lhe dedicou uns minutos de escrita em seu louvor.

Devo dizer que, apesar de me demarcar de algumas passagens linguísticas, o texto é arrebatador e ainda que o Sr. Almeida o tente ignorar,  ficar-lhe-ão a pesar na consciência as monstruosas verdades que enumera,  sendo que a sua posição perante os professores e a Escola não pode voltar a ser a mesma.

Amigos: Sei que são toneladas de informação e textos e artigos e o diabo a sete todos os dias e a maioria nem ligamos, mas não vos perdoo se não lerem este texto. Verão que à segunda linha, desejam ardentemente continuar e continuar… Absolutamente soberbo!

Basta clicar:   http://sinistraministra.blogspot.com/2009/01/albino-almeida-pe-me-uns-binculos-e.html

Paulo Carvalho





PONHAM AQUI OS OLHOS, SRs PROFESSORES!

21 01 2009

Ultimamente, e por falta de tempo, o meu repúdio a este Governo, sobretudo a este ME, tem sido mais praticado do que escrito. Pratico (faço todas as greves, ignoro por completo qualquer acto relacionado com esta fantochada de avaliação e prefiro dedicar-me à minha escola e aos meus alunos) porque não tenho MEDO. No dia que eu tiver medo de um Governo do meu País, suicido-me!

É exactamente pela tristeza que sinto de ver muitos colegas perderem o fôlego nesta luta, por manifesto medo ( até de serem exonerados, eu já ouvi!) que resolvi aqui publicar um texto sublime de uma colega de Barcelos!

Ponham-lhe os olhos! Meditem nele! Acreditem que não podemos deixar-nos vencer pelo medo! E como diz Barack Obama: «yes, we can!!!»

Onde estais vós, gente de pouca fé?! Hoje dói-me a alma, a desilusão apoderou-se de mim. Tenho vergonha de pertencer a uma classe de professores que tem medo; que não acredita que para se conseguir algo são necessários sacrifícios; que é agora ou nunca; que o tempo urge; que já não há que acreditar em falsas promessas. O hoje passou e o amanhã não será melhor, se nada fizermos. Onde pára essa gente de fortes convicções? Estou cansada de ouvir tantos disparates, tanta caricaturização, tanta justificação, tanta falta de informação !!! Onde estão os 120 mil ? Fizeram como a avestruz?
Hoje confirmei que portugueses há muitos, mas quero aqui tecer um elogio a todos aqueles que acreditam e têm vontade de mudar este país.
Tenho vergonha dos nossos representantes políticos. Politizaram uma questão tão séria como é o ensino público, pondo em risco a continuação de um ensino público credível, brincaram com a vida de 120 mil profissionais.
Não sou fundamentalista, mas temo pela democracia neste país e quero que os meus filhos vivam em democracia.
Nestes últimos anos senti-me ultrajada por um ministério que não me respeita.
Hoje dei mais um passo em frente… não entrego, nem entregarei os objectivos individuais, faço uma greve por período indeterminado, faço tudo o que ainda estiver ao meu alcance para derrubar esta política de ensino insana. Não aceito que um ano de luta acabe por “parir” um rato.Não me venham com a treta de que devo ter outros meios de me sustentar. Não, não tenho. Tenho quatro filhos a estudar, um na Universidade, um apartamento e um carro que pago às prestações e todas as despesas inerentes a uma família numerosa. Não tenho pais ricos, aliás a minha mãe é viúva e aposentada. Ah! e já não tenho marido.
Quando ouço alguns colegas que desabafam “Ai, eu tenho um filho a estudar na universidade e não posso perder parte do meu ordenado”… Pois eu também tenho um na universidade e mais três em idade escolar.
Esses três mais novos acompanharam-me a Lisboa, quis dar-lhes uma lição de democracia ao vivo e a cores e quero ser um exemplo para eles. Quero que eles no futuro sigam o meu exemplo, não aceitem nada com base no medo, que lutem pelos seus ideais, que sejam gente com valores, carácter, com fortes convicções e cidadãos bem formados.

Maria da Glória Costa, uma mulher de uma só cara!

(Escola Secundária de Barcelos)

postado por Paulo Carvalho





ESTE É ESPECIAL PARA MIM!

19 01 2009

Convosco quero partilhar mais um desabafo de uma professora! Contudo, este tem para mim um significado especial, pois é da autoria de uma amiga e colega de escola!

O que é ser Professor?

É ensinar os alunos com o coração e corrigi-los com a cabeça…

Sabedoria + Firmeza de Carácter

Eis a fórmula do SUCESSO!

Porém, só é possível de levar à prática, com doses infinitas de paciência, disponibilidade total e nervos de aço.

Quem quiser experimentar esta realidade terá de ser capaz de se reinventar, na Escola, a cada momento. Ter presente que, em casa, também é indispensável trabalhar muito, muitíssimo, para a Escola. Todos os dias e mais intensamente aos Fins-de-Semana.

A Família, essa, fica com as migalhas da atenção que restam das 24 horas de um Professor.

Quando caio em mim só posso pensar:

“A mãe, a esposa, a mulher, onde está? “

Quisera a Sr.a Ministra da Educação entrar na aventura de acompanhar os meus “passos”, somente oito dias, que, com toda a certeza não chegaria ao fim, seria vencida pelo desalento. Sim, porque a ficção do Seu Gabinete nada tem a ver com a realidade; sou realmente professora e uma professora real!

É claro, Sr.a Ministra, neste desafio que lhe lanço de me acompanhar, me reservo o privilégio de não a ter por perto nos momentos mais íntimos!!! Mas, em abono da verdade, haverá tempo para isso?

Podem acreditar, os milagres existem!…

Quer avaliar-me? Pois bem, eu não quero brincar às aulas assistidas. Não quero 2 aulas assistidas, mas sim 222 ou 2222, todas! Todas são diferentes e de significativa importância. Não vamos lá com amostras de “fantochadas” para “Inglês ver”…

Tirar ao meu precioso tempo, mais do que necessário para ensinar, horas e horas para “encher” papéis, deixar de ouvir e acompanhar os meus alunos, porque estaria ” excessivamente ocupada” com a avaliação, não, isso não!

No meu dia-a-dia, estão os problemas, os desafios, para formar jovens, pessoas, cidadãos com sentido de justiça, sentido de dever, sentido de responsabilidade e muito SABER… Contudo, a cada um, cabe o direito de lhe ser dado o que de melhor pode ter uma Escola Pública e, esse é, acima de tudo, o meu dever.

Deixem-nos ser Professores, se nos permitirem continuaremos a poder ser Professores EXCELENTES!

Desabafos de uma Professora

do 2º Ciclo do Ensino Básico

em exercício há 21 anos





10 de Janeiro 2009 – LEMBRAM-SE???

10 01 2009

FAZ UM ANO QUE FOI PUBLICADO O  DECRETO REGULAMENTAR 2/2008.
FAZ UM ANO EM QUE TODA UMA CLASSE  SE INSURGIU, EM UNÍSSONO

FAZ UM ANO EM QUE COMEÇÁMOS A FAZER  HISTÓRIA

DESDE ENTÃO, DURANTE UM LONGO  ANO:

REVOLTÁMO-NOS,  UNIMO-NOS;
REDIGIMOS DECLARAÇÕES,  MOÇÕES;

PARTILHÁMOS PROTESTOS,  IDEIAS;
CRIÁMOS MOVIMENTOS,  ORGANIZÁMO-NOS;
FIZEMOS GREVE,  MANIFESTÁMO-NOS;
ERGUEMOS A CABEÇA,  ORGULHÁMO-NOS.
UM ANO DEPOIS, VAIS DEIXAR RUIR O  QUE CONSTRUÍMOS, TÃO DURAMENTE????????

FÁTIMA INÁCIO GOMES

postado por Paulo Carvalho