CARTA ABERTA AO SR. EMÍDIO RANGEL

9 03 2008

Exmo. Sr. Rangel:

Não sou uma figura pública como V. Exa., nem tenho um jornal que acolha as minhas opiniões. Felizmente existe hoje a blogosfera e os amigos para publicar o mais possível a nossa opinião; espero que esta carta chegue até si!

Sou apenas um dos 143 000 professores deste país e um dos 100 000 que estiveram na Marcha da Indignação no dia 8 de Março, dia em que fui brindado com o seu artigo de opinião a que batizou de «HOOLIGANS EM LISBOA». Ei-lo:

 

 

 rangel.jpg

 

Como deve estar à espera, depois daquilo que escreveu, ou coloca uma venda nos olhos e uns tampões nos ouvidos ou terá de ver e ouvir os argumentos dos visados. Como quem não se sente não é filho de boa gente, e fui um dos seus alvos, o seu artigo merece-me uma resposta, bem ao estilo político e jornalístico, em dez breves pontos. Está preparado? Cá vai: 

1) A sua legitimidade para me chamar «hooligan» é a mesma que eu tenho para lhe chamar palerma, idiota e atrasado mental! Repito: a legitimidade é exactamente a mesma! 

2) A sua legitimidade para me chamar comunista e que o Prof. Mário Nogueira (não é Sequeira, sr. Rangel) é um assalariado do PCP e que tal partido alugou 600 autocarros para a manifestação, é a mesma que eu tenho para lhe chamar fascista, assalariado do PS e alugado por este partido para emitir estas imundas alarvidades. Repito: a legitimidade é exactamente a mesma! 

3) Os professores e os empregados da Lisnave são cidadãos dignos, que trabalham toda a vida para sustentar as suas famílias com ordenados por vezes miseráveis, não são jornalistas de segunda que andam à crava de pequenos tachos de ocasião, depois de fracassarem pessoal e profissionalmente à frente de grandes cadeias de televisão, com ordenados de rei para gastar em opulentas noitadas algarvias! 

4) A maioria dos professores que V. Exa diz ainda terem dignidade, comparando-os aos seus, somos todos nós, Sr. Rangel, porque somos 143 000, estavam lá 100 000, sendo que dos 43 000 que não estavam certamente 40 000 não estiveram apenas de corpo e os restantes 3000, ou por aí, serão os inevitáveis fundamentalistas partidários, cuja religião PS lhes ofusca a lucidez! 

5) V. Exa nunca pertenceu à nossa classe! V. Exa foi professor, mas universitário e, não lhe retirando mérito pela formação que isso permitiu, fique sabendo que ser professor universitário nada tem a ver com o que se passa nas nossas salas de aula, onde todas as crianças e jovens têm lugar, os bons, os maus, os educados, os mal-educados, os civilizados, os selvagens, os ricos, os pobres, os inteligentes, os deficientes, os meus filhos, os seus filhos… Enfim, não se trata de um lugar onde uma clivagem por resultados escolares, permite que tenhamos uma sala com 20 ou 30 alunos com toda a socialização feita e a quem basta dar bibliografia e pouco mais! 

6) V. Exa ignora por completo o que o ME quer impor nas escolas e aos professores, pois isso sim, é que favorecerá a incultura, deseducação, a anarquia pedagógica, em que o obrigatório facilitismo formará uma geração de humanoides completamente ocos de valores, cultura e sabedoria; eu sou um produto do sistema que V. Exa acusa de iníquo e sei o que significa dignidade, respeito, admiração, ponderação, civismo, tolerância… enfim, tudo o que V. Exa não revela, na sua miserável crónica! 

7) Vergonha devem sentir os cidadãos portugueses de terem de levar com opiniões de jornalistas ( esses sim, é que são pseudo) completamente esventrados de sensatez, isenção e responsabilidade. Este artigo de V. Exa é o epíteto do desnorte e testemunho de um intoxicado intelecto! 

8 ) A Ministra é corajosa e determinada? Estamos de acordo. Acontece que V. Exa confunde estes conceitos com clareza, responsabilidades e, sobretudo, com justiça e sentido de visão estratégica para a Educação. Todos os grandes facínoras políticos da História eram corajosos e determinados! 

9) Todos os que V. Exa chama estúpidos e que, sendo do PSD, do PCP ou daquilo que o você quiser, apoiam e compreendem a causa dos professores, se o fazem por antipatia política ou oportunismo, e sei que os há, tal adjectivo assenta-lhes que nem uma luva; aos restantes, que são infinitamente mais, não os confunda com um espelho! 

10) V. Exa pertence, ou pelo menos pertenceu, a uma recente classe de portugueses, muito inferior à dos professores, quer em número quer em dignidade, cujo novo – riquismo aliado ao corrupto mercado da imagem, fazem de vós uma praga infestante para o cidadão comum, que luta todos os dias contra as dificuldades de um país minado por políticos fajutos e incompetentes e por um jornalismo bacoco e de algibeira, do qual V. Exa é um belo protagonista! 

Paulo Carvalho

Crónica de E. Rangel de Sábado 15 de Março 2008 

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398 responses

10 03 2008
Seabra Azevedo

Eis o comentário que enviei para o Correio da Manhã, o pasquim que alberga os vómitos do Emídio Rangel. Pena foi que só permita a escrita de 400 caracteres…

“Esta coisa da vergonha toca a todos: eu tenho vergonha de haver jornais que publicam artigos de opinião acerca de acontecimentos que ainda não ocorreram, escritos por gente que não sabe do que fala! Há jornalistas especializados em assuntos económicos, políticos, jurídicos… Em assuntos educacionais – nada! Não dá dinheiro e sobre educação todos sabem zurrar palpites! Vergonha?! Quem?! De quê?!”

10 03 2008
armando

Não posso deixar de subscrever o artigo assinado pelo colega Paulo de Carvalho..
Em resposta ao senhor “Dr” Emidio Ranger… só uma palavra o “senhor” deve estar louco.

11 03 2008
Luís Filipe Redes

Muito bem, Paulo de Carvalho, uma resposta digna a um artigo indigno, mesquinho e cobarde (é fácil estar do lado do poder!).

11 03 2008
Miguel

Não sou professor mas o meu irmão é, e esteve am Lisboa. Telefonei-lhe da Bélgica para lhe dar todo o meu apoio. Fiz todos os meus estudos em Portugal e mais uns cursitos aqui na Bélgica e o nível das aulas nem tem comparação. Neste aspecto, Portugal sempre!

Depois de tantas desgraças feitas por este governo que se diz socialista e que tem destruido a educação e a saúde, só me falta dizer que estou convicto que o povo português vai, de novo, dar a maioria ao PS e ao senhor Pinto de Sousa, também conhecido por José Sócrates.

Quanto à presença de 100.000 professores em Lisboa, só tenho a dizer “Porreiro Pá!”

11 03 2008
Florbela Santos

Caro Colega:

Parabéns!

11 03 2008
Ricardo Santos

Parabéns colega!

Muito bem escrito e fundamentado.

Senhores como o Rangel andam aí muitos, por exemplo, o Miguel Sousa Tavares é outro que anda aí a falar do que não sabe.

Raios Partam a estes tipos que nunca dão exemplo para nada e pensam que podem maltratar todos.

Como disse anteriormente…Subscrevo as suas palavras.

11 03 2008
Silva

“Coisas do Circo” (Palhaçadas)

Nunca vi tanto vómito junto.
Jovens analfabetos por culpa dos professores ?
Uma professora que agora é ministra ? Professora de quê?
Cem mil soldados do Partido Comunista?
Estúpidos do PSD?
O Sr. Rangel será “A voz do dono”? Obviamente…

11 03 2008
Paulo Gomes

Caríssimo colega!
Estou deveras orgulhoso pela tua resposta adequada e ao nível que esses senhores(as) merecem. É com enorme tristeza que vejo este país a espezinhar a nossa classe, fruto de uma poilítica de “deita abaixo” deste governo. Além de ser ser militante do partido deste governo, sou a favor das boas políticas e contra a má governação. Não posso ser condescendente que se faça uma política de “fascismo” à sombra de ima democracia que custou muito aos nossos antepassados e que agora querem fazer tudo… tudo como lhes der na cabeça sem qualquer consciência DO QUE ESTÃO A FAZER.

11 03 2008
João Matos

Parabéns e força colega Paulo.
Já agora para os outros colegas.
Lembram-se de uma célebre frase do ex-Ministro Jorge Coelho que continha mais ou menos a seguinte afirmação: “quem se meter com o PS leva”?
Pois, porque não usurpá-la e transformá-la (com pouca imaginação, é claro!) em qualquer coisa do tipo: quem se meter com os professores leva!
Proponho-vos o seguinte:
Vamos entupir a caixa de correio electrónico do CM com forwards das reacções dos nossos colegas ao artigo do Sr. Rangel
O email é o seguinte: cartas@correiomanha.pt
À minha conta já foram seis!

11 03 2008
Álvaro Silva

como “a legitimidade é exactamente a mesma!” só tenho uma coisa a dizer EXCELENTE. parabéns

11 03 2008
lucilia

Paulo,
parabéns pela coragem que tens em chamar as “coisas” pelo seu nome. Li e vi muita coisa, mas com esta frontalidade “jamais”.
Parabéns.
Lucília

11 03 2008
Elisabete Silva

Não sou professora, sou encarregada de educação e estou solidária com a classe.

Quanto á resposta do Sr. Paulo Carvalho só tenho a dizer “perfeito, perfeito, perfeito”.

Já agora, subscrevo as palavras do Sr. Ricardo Santos.

11 03 2008
Maria Anjos Seabra

Olá Paulo parabéns pela carta aberta ao pseudo-jornalista Rangel, sou funcionária da Escola Sec. de Tondela, onde em tempos esteve a leccionar.
Esse senhor é um abutre da sociedade, sempre comeu à custa do simples cidadão e por isso fala de barriga cheia. Antigamente quando eu estudei não haviam novas oportunidades; os incultos, analfabetos e impreparados como diz o pseudo-jornalista, estão agora a sair em massa.

11 03 2008
elsa moreira

parabéns pelo brilhante comentário. Quanto à manifestação, participei numa pela primeira vez pois nunca me perdoaria se não defendesse tudo aquilo em que acredito e que, para infelicidade minha, adoro fazer. é inacreditável que um jornal nacional publique artigos deste género.

11 03 2008
graça pereira

Obrigada pelas palavras, Paulo!

Não pudemos deixar que um qualquer cidadão com nítida falta de formação e de informação (paradoxal, não acha) venha maltratar e espezinhar os construtores do futuro deste país!

11 03 2008
fatima alves

Boa tarde,
Sou mais uma do grupo dos milhares de docentes que se encontram indignados com a Crónica do senhor referido em epígrafe, publicada no vosso jornal.

Acreditem que é a primeira vez que emito publicamente opinião pelo que sai na comunicação social.
Deveriam ser mais criteriosos na escolha das vossas crónicas e por favor metam a falar em educação quem sabe. Querem nomes? posso sugerir alguns!
Sei que há pessoas que julgam que “sabem tudo” e que por isso podem emitir opiniões sobre tudo e mais alguma coisa, mas caem no ridiculo de se prejudicar a eles próprios e ao jornal que aceita publicar as suas crónicas.

Da minha parte assim como nos juntamos em Lisboa para mostrar o nosso descontentamento pelas proporções e rumo que estas Políticas Educativas estão a levar o nosso País e os nossos jovens,pois não são só os professores que são prejudicados é a Sociedade em Geral, também nós “classe dos Docentes” nos deveríamos juntar para processar o vosso Jornal e esse Senhor que pode saber muito de Televisão mas de Educação terá que ir novamente para os bancos da Escola, quer como aluno ou mesmo professor para sentir na pele o que estamos a passar!
Nunca me senti tão caluniada ao longo de 25 anos de actividade docente!
Os tribunais servem para alguma coisa e acreditem que alguem vai ter que ser responsabilizado por nos chamar «HOOLIGANS EM LISBOA».Houve desacatos?
que tenha conhecimento não.
Lamentavelmente para alguns ainda estamos num País Democrático!
E também assumo publicamente que tenho votado PS . Por favor vão chamar comunistas à família desse senhor e não a mim que tenho sido infelizmente do Partido Socialista. È muito fácil tentar arranjar “bodes expiatórios”
aqui vai a minha “INDIGNAÇÂO”
E VIVA quem trabalha honestamente e com dignidade!
Uma professora indignada
Fátima Alves

11 03 2008
fm

Carissimo
Eu não poria melhor a questão. Apetece-me dizer que me roubou as palavras!
Ainda bem que o fez e divulga. Estou consigo, certamente damesma forma que estarão milhares de nós que se revêm neste texto.
Só uma achega:
Esta avantesma chamada E. Rangel saiu da RTP com a módica compensação de 130000 (leu bem, 130 000) contos.

Um abraço

11 03 2008
helena

Parabéns! Não sou professora mas compreendo a vossa indignação. Ninguém com responsabilidade e o mínimo de educação proferiria estas palavras! Os professores são uma classe que, apesar de culta, não tem dinheiro e por isso desprezível para estes senhores que de tudo sabem e que sobre tudo têm opinião…

11 03 2008
A.L.

Parabéns pela resposta brilhante que deu ao senhor Emídio. Temos que ser acertivos!
Este senhor devia ter aprendido o que nós também ensinamos aos nossos alunos: não se pode emitir opiniões sem primeiro estudar bem os assuntos e é imperdoável faltar ao respeito e caluniar os “colegas” (ele diz que foi professor?”

11 03 2008
Olinda

Parabéns colega.

11 03 2008
Respostas A Rangel, o Emídio « A Educação do meu Umbigo

[…] 11, 2008 Respostas A Rangel, o Emídio Posted by Paulo Guinote under Bílis Pura   Fica aqui uma e aqui outra (respostarangel.pdf). E ripa na rapaqueca, lá diria o saudoso Perestrelo. […]

11 03 2008
Céu Carvaho

Obrigada! Mesmo com computador doente quero deixar clara a minha gratidão por ter expresso tão bem o que eu, e tantos outros, sentimos.

11 03 2008
Tropa de choque do PCP? Essa é boa. « Educativ = Educação

[…] ainda não enlouqueci de vez. Cheguei a esta conclusão ao ler este artigo do Sr. Dr. Emídio Rangel – “Coisas […]

11 03 2008
PauloSR

Que maravilha de resposta…
É um prazer partilhar contigo o mesmo nome…
Continua e Força..
Paulo

11 03 2008
Fada dos Dentes

Excelente resposta!

11 03 2008
Professora

E, se nós, o processássemos?

O problema é que, está tão doente, que é inimputavel…

11 03 2008
Angela

Excelente resposta!!! Parabéns Paulo!

11 03 2008
setora

Boa resposta.
Que terá o homem ganho com aquele sujo “artigo”?
Não há almoços grátis e geradores de um tal “arroto” (desculpem a vulgaridade) muito menos.

11 03 2008
Almançor

Sou professor, estive em Lisboa no dia 8 e não posso deixar de expressar os meus agradecimentos ao colega pela suave forma como respondeu ao “sr” Rangel, sim que de “sr” não tem mnada.
FORÇA!!!

11 03 2008
Ana

Obrigada por teres dado voz à indignação de todos os professores perante o artigo desse “senhor”.

11 03 2008
Beatriz A.

Caro colega:
Falou com justiça e com verdade.
O ataque maldoso e destrutivo que está a ser feito, de há uns anos para cá, à classe docente, não é digno de um país civilizado, como civilizadas não são as pessoas que o lideram e apoiam.

11 03 2008
Michael Martins

Caro colega:
Não posso, à semelhança de todas as pessoas que já fizeram um comentário à sua resposta, deixar de lhe dar os meus PARABÉNS! Tal como diz, esse senhor deu a todos nós, professores e não só, a total legitimidade de lhe chamar muito mais do que já foi referenciado. Para além de atrasado mental, também burro, não dos de quatro patas, pois que eu saiba nesses não há lugar à frustração que seguramente domina esse Srº Demente. Por vezes, as frustrações pessoais/profissionais de cada um são falsamente apaziguadas a denegrir a imagem dos outros. E quando isso acontece, apesar de subscrever tudo aquilo que o colega salientou, gostaria de acrescentar que, para além do total desprezo por esse Srº DEMENTE E BURRO DE DUAS PATAS não posso deixar de sentir um profundo sentimento de PENA! Pois, em suma, o que se pode sentir para além de pena quando falamos de um DEMENTE!

11 03 2008
Manuel E. Ferreira

Caro colega
Subscrevo totalmente a sua opinião.
Este “Sr” Rangel é mais um dos que não percebendo nada de Educação e Ensino entende que deve dar opiniões. Há mais por aí mas o tempo se encarregará de os isolar…

11 03 2008
Manuela Sarmento

Obrigada pelas suas sábias palavras. Às vezes é na adversidade que surge a força de uma causa.

11 03 2008
Fernando Manuel Ramos

Não sou professor. Sou pai de alunos. Sou democrata e como tal respeito a opinião de todos, ainda que cuspida por quem não tem idoneidade para dar lições de democracia a ninguém.
No entanto há que definir até onde a emissão de uma opinião se confunde com o regurgitar rábico, adivinhando-se no azedume das palavras o eco de His Master Voice. Foi o caso.
Não gosto de gente alarve, abjecta, espongiforme e invertebrada como o Amêndoa, isto, é o Amygale ou Emygdius. E das azedas. O seu artigo chocou-me, não por ser a opinião de um pasquineiro, mas por lhe ter faltado a ética jornalística de ouvir as duas partes e então dar a sua opinião.
Quanto ao artigo e onde foi escrito, ainda que fosse em papel da Renova (passo a publicidade), haveria alguma utilidade a dar-lhe. Sem mais.

11 03 2008
lorelei

Parabéns pela sua resposta. Divulgá-la-ei. Este senhor merecia ser processado em sede própria. Não é admissível ficar impune depois do que publicamente assumiu.

11 03 2008
ATM

Protesto contra o Senhor Emídio Rangel!
Deve retratar-se.
Juntamente com Sousa Tavares Cavaleiros da triste figura!
Conheço-os a ambos!
Perdi a vontade de ler livros de Sousa Tavares
e a vontade de comprar o Correio da Manhã.
Comigo serão mais de 100.000 professores!
Ou se retratam ou vão ver os seus livros e jornais monos!
“E Escola Portuguesa?!?
Procura-se…

Será a Escola Ideal?
Que interessante modelo educativo o dos ingleses!

Em Bristol, Inglaterra há escolas EB23 do Unificado como as nossas.
Mas diferentes…..
Os alunos das escolas entre os 10 e 16 anos
– Usam uniforme
– Cumprem horário
– Não há campainha /( famosa cabra!)
– Há prémios para os melhores
– Há castigos para os mal comportados
– Cumprem as regras
– São educados para o reconhecimento da autoridade
– E para o respeito da hierarquia
– Não precisam de toque da campainha para ir para as aulas
– Não arrumam os materiais em algazarra
– E ao som estridente da cuja (campainha – cabra!)
– Desde pequenos aprendem a regularem-se pelo relógio!
E para eles é normalmente correcto que assim seja!
– Estes miúdos e professores têm aulas apenas de 60 minutos!
– Entram ás 8.30 h e saem às 14.40 h.
– Estes alunos e professores têm tempo para viver além da Escola:
para ler,brincar,estudar, conviver, fazer desporto, etc.
Estes alunos não têm mais insucesso do que os portugueses,
Pelo, contrário, de forma geral mostram muito maior domínio das competências básicas!!!
O sistema educativo português abusa do tempo passado na sala de aula e minimiza o rigor e está completamente errado!
Um professor inglês ficou surpreso face ao tempo que os nossos alunos passam na escola e face à duração das aulas.
Refere um artigo científico onde se provava que para além de 60 minutos a capacidade de concentração e trabalho de qualquer criança/ adolescente / jovem é nula !!!
Onde está a actualização dos estudos científico –filosófico – psicológico – sociais -educativos dos responsáveis pela Educação?
PORTUGAL É O ÚNICO PAÍS DA COMUNIDADE EUROPEIA COM AULAS DE 90 MINUTOS!
O único país em que os alunos passam tantas horas na escola!
O único país onde vigora a treta educativa de que somos todos iguais e temos todos os mesmo direitos!
Na Inglaterra os miúdos crescem aprendendo e compreendendo que o professor é o detentor da sabedoria, de poder conferido por um estatuto profissional, que deve ser respeitado e obedecido.
Os mais pequenos miúdos de onze anos com o seu uniforme de calças pretas e camisola azul-turquesa, respeitam até o seu delegado de turma que, para se distinguir usa … gravata!
Os caminhos seguidos pela Educação de 1974 para cá devem levar-nos a uma
reflexão !!!
__________________________________________________________________

E a nossa Escola !!! Procura-se…
E a nossa Escola !!! Procura-se…

Será a Escola Ideal?
Que interessante modelo educativo o dos ingleses!
Em Bristol, Inglaterra há escolas EB23 do Unificado
como as nossas.
Mas diferentes…..
Os alunos das escolas entre os 10 e 16 anos
– Usam uniforme –
Os alunos portugueses vestem-se como trolhas, chulos e prostitutas
– Cumprem horário –
Sempre atrasados, arrastados, aos arrotos e outras coisas!
– Não há campainha – ( famosa cabra!) –
Adoram barulho; campainhas , sub-hoofers, etc
– Há prémios para os melhores –
Os melhores e excelentes que se lixem!
– Há castigos para os mal comportados –
Os mal comportados são os heróis da escola, os heróis da festa! ocupação única dos Executivos, Pedagógicos, Conselhos de turmas e não se que mais e…. ainda sobra para a bófia como eles lhes chamam!!!
– Cumprem as regras – Regras não há: não há regulamento interno, nem regimento, não há nada…. é tudo uma balda! Onde é que estão os profs !!! onde é que eles estão!!! ???
– São educados para o reconhecimento da autoridade –
Qual autoridade qual carapuça!!! Eu em casa mando no meu cota e na velhota !!! Eu sou o REI! Onde é que estão eles ! Onde é que estão ?
– E para o respeito da hierarquia –
Qual hierarquia! Eu é que sou o maior!!!!
– Não precisam de toque da campainha para ir para as aulas –
As aulas que se lixem! Adoro campainhas, subhoofers e discotecas!
– Não arrumam os materiais em algazarra –
Sem algazarra não há festa!
Os profs. precisam de barulho porque o lá de casa não chega a nada!
– E ao som estridente da cuja (campainha – cabra!) –
VIVA O BARULHO!!!!
– Desde pequenos aprendem a regularem-se pelo relógio! –
Esses gajos são uns betinhos!!!
Eu cá tenho o NOKIA 3G gamado ao “ borradinho” ou ao meu cota… eh! Ih! Ih!! ele nem deu por isso!!!! Até aviso o profs que a aula está mesmo para estoirar!
E para eles é normalmente correcto que assim seja! –
Era o que eles queriam!!!
– Estes miúdos e professores têm aulas apenas de 60 minutos! –
Eu venho para escola para GOZAR …Ih! Ih!
– Entram ás 8.30 h e saem às 14.40 h.-
Era o que faltava levar este tempo a sério!!!!
– Estes alunos e professores têm tempo para viver além da Escola:
Para ler, brincar, estudar, conviver, fazer desporto, etc. –
Para quê ??? eu já faço isso e estou-me marimbando!!
Estes alunos não têm mais insucesso do que os portugueses,
Pelo, contrário, de forma geral mostram muito maior domínio das competências básicas!!! –
Eu não preciso nada disso; tenho o meu cota!.. a minha velhota e tudo o resto …para quê me preocupar!?
O sistema educativo português abusa do tempo passado na sala de aula e minimiza o rigor e está completamente errado! –
Esses gajos são mesmo marados… o que quero é gozar!!!
Um professor inglês ficou surpreso face ao tempo que os nossos alunos passam na escola e face à duração das aulas.
Refere um artigo científico onde se provava que para além de 60 minutos a capacidade de concentração e trabalho de qualquer criança/ adolescente / jovem é nula !!!
Onde está a actualização dos estudos científico –filosófico – psicológico – sociais -educativos dos responsáveis pela Educação?
PORTUGAL É O ÚNICO PAÍS DA COMUNIDADE EUROPEIA COM AULAS DE 90 MINUTOS! –
Não havia de haver aulas nenhumas! Deviam-nos pagar a 20.00 Euros por cada hora na Escola!!!! Ih!!! Ih!!! Ih!!!
O único país em que os alunos passam tantas horas na escola!
O único país onde vigora a treta educativa de que somos todos iguais e temos todos os mesmo direitos!
Na Inglaterra os miúdos crescem aprendendo e compreendendo que o professor é o detentor da sabedoria, de poder conferido por um estatuto profissional, que deve ser respeitado e obedecido. –
O s profs e os funcionários são meus escravos… estão abaixo do cota e da velhota!!!!
Os mais pequenos miúdos de onze anos com o seu uniforme de calças pretas e camisola azul-turquesa, respeitam até o seu delegado de turma que, para se distinguir usa … gravata!
Os caminhos seguidos pela Educação de 1974 para cá devem levar-nos a uma reflexão !!!
VIVA A LIBERTINAGEM !!!!”

11 03 2008
Rosa Maria Silva

Também enviei uma resposta para o jornal.Não fui tão assertiva como tu Paulo,mas subscrevo tudo o que dizes.O homem devia ter vergonha na cara!Que fez ele pela cultura sendo um agiota da comunicação?Reality shows e afins?!kiss.
Rosa Maria

11 03 2008
Elisabete Manata

Muito bem, Paulo! Vergonha temos nós de portugueses boçais, ignorantes, desinformados, presunçosos e inconscientes que vomitam alarvidades sem pensar antes ou, pelo menos, sem se documentar convenientemente. Fazia-lhe bem voltar à escola… Ainda aprenderia bastante connosco… quem sabe de forma intensiva, nas aulas de Formação Cívica.
Elisabete Manata

11 03 2008
Carlos

Parabens, Paulo

Vou apenas transcrever de seguida o sitio em que o Rangel, quem é este gajo? escreveu e foi publicado no DN online em 30 12 05:

http://dn.sapo.pt/2005/12/30/media/emidio_rangel.html

Leiam, para ver quem é o patrão dele o amigo, e de seguida podem aceder a isto:

http://mocho.weblog.com.pt/arquivo/179191.html

Força

11 03 2008
Carlos

Já agora digam ao “Sr.” de Ramos que botou discurso que ele não é mais pai de alunos que os outros, e uma coisa é certa estou do v/lado prof’s, tendo uma filha que é estudante, não sou comunista e acho que devem continuar com a luta, não liguem a estes “senhores” correias de transmissão do Sr. Pinto de Sousa.

Eles que olhem para o que os pseudo-jornalistas de Rangel e Sousa Tavares dizem e vão ver a realidade sócio-cultural deste país, e confrontem-nos com essa situação.

Lutem

11 03 2008
Guilherme Martins

Caro colega Paulo.

O que escreveu traduz na totalidade o meu sentimento. Infelizmente faço parte dos 40.000 que por razões familiares não pude estar fisicamente presente na Marcha pela Indignação, mas estive em espírito sempre.

Também sou dos que não gostam de engolir em seco, e já tive a oportunidade de manifestar o meu repúdio pela alarvidade do pseudo-artigo de opinião produzido por mais uma eminência parda da nossa praça.

Estou completamente solidário com tudo o que escreveu.

Bem haja.

Abraço

Guilherme Martins

11 03 2008
António Venâncio

Sou mais um dos “HOOLIGANS”. O meu “autocarro”, por acaso um automóvel particular, levava cinco ao todo e foi mesmo pago por um de nós que pagou também a gasolina dos 400 Km que fizemos, e convidou os colegas para ir. Quanto à vanguarda do PCP, tenho a dizer-lhe senhor Rangel que, três destes cinco “HOOLIGANS” já estavam do outro lado da barricada quando, em 1975, aqui pelo Alentejo onde vivemos, o partido que o Senhor defende andava de braço dado com eles nos saneamentos de professores competentes que incomodavam e nas ocupações selvagens.
Parabéns colega, agora penso que não podemos parar, nem hesitar perante estes ataques desesperados, temos que responder à altura.

11 03 2008
Lígia Martins

Nem mais! Orgulho-me de ser professora e de ter colegas como tu, Paulo. Parabéns!

11 03 2008
Jaime Martins

A qualidade do teu artigo é tão grande como a manifestação de Sábado passado.
Parabéns

11 03 2008
helena

Os comentários do senhor Emídio Rangel não me admiraram.De quem consentiu e promoveu programas sem nível num canal televisivo ,espera-se tudo.De quem consentiu e promoveu programações acéfalas num canal televisivo (os portugueses não merecem melhor ) visando apenas as audiências ,não se espera mais.Professor universitário? Não sabia… terá algum doutoramento?Mestrados? É porque em Luanda era apenas um trabalhador da rádio…com uma voz muito bonita e quente…Quem o viu e quem o vê! E agora,arrogantemente,pretende denegrir uma classe que está na vanguarda do pensamento,que tenta fazer o melhor quando ensina os seus alunos,que se sacrifica,que está presente,numa profissão que o senhor não aguentaria nem sequer um mês,porque não tem estofo para isso.E fala de coisas que não conhece ,e diz coisas que não correspondem à verdade.Porquê? Será porque se quer mostrar diferente?Ou será porque quer “aparecer”,para que as pessoas não se esqueçam de que existe?Está assim tão zangado com a vida? Ou está muito saudoso dos tempos do antigamente? Quererá ser director de uma escola? Quando as pessoas proferem sentenças irresponsáveis melhor seria que estivessem caladas.Aprenda,senhor Rangel,Vá para a escola.

11 03 2008
FS

Aos Rangel, aos Sousa Tavares, aos Pinto de Sousa e a muitos outros Dantas deste país:
citando José de Almada-Negreiros “Portugal com todos estes senhores conseguiu a classificação do País mais atrasado da Europa e de todo o Mundo! … O entulho das desvantagens e dos sobejos! Portugal inteiro há-de abrir os olhos um dia – se é que a sua cegueira não é incurável e então gritará comigo, a meu lado, a necessidade que Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado!” Morram os Dantas! Morram …. Pim

11 03 2008
Isa

também enviei uma resposta ao jornal. Espero que entupa com mais esta indignação. Aquela criatura é o espelho da formação que teve. Com um bocadinho de sorte os seus pais já morreram e não precisam de se envergonhar da criatura que, sem querer, colocaram neste mundo.

11 03 2008
Tiago Carneiro

Parabéns colega.

Já coloquei um link para aqui.

Excelente!!!

Abraço
Tiago Soares Carneiro (o das pinturas nas escolas)
http://democraciaemportugal.blogspot.com

11 03 2008
Luís Filipe Moreira

Caríssimo colega,
Sou apenas mais um dos 100.000 presentes e que, por este meio, lhe quero agradecer por, educadamente (telvez até demais), ter respondido a preceito a este senhor (intencionalmente com minúscula). Terá todo o direito de discordar, não tem seguramente é que insultar.
Aceite os meus cumprimentos.

11 03 2008
Paranóico da Silva

O ataque sistemático aos professores insere-se num plano mais vasto e antigo de destruição do Estado e de toda a referência de autoridade, inluindo a autoridade moral.
Objectivo final: apenas um poder, o do capital.
Com todos os “comedores inúteis” (na significativa expressão de David Rockefeller), entretanto empobrecidos pela sucção voraz do sistema neoliberal, e, por essa via, escravizados.
Adivinhem de que lado está o Rangel. Chamem-lhe parvo.

11 03 2008
Maria Afonso

Parabéns pelo artigo. Amei.

11 03 2008
Maria Afonso

Parabéns pelo artigo. Amei.

11 03 2008
pjrcarvalho70

UUUUUUFFFFFFFFF!!! Vamos ver se consigo dizer qualquer coisa!
Eu estou absolutamente estupefacto com a vertiginosa afluência ao meu blogue! Quando escrevi esta carta pretendia que ela fosse o mais pública possível e, graças à solidariedade, à união e às novas tecnologias está a sê-lo e agradeço a todos.
Agradeço também aos que comentaram até agora e de um modo particular aos colegas FM, Fátima Alves e ATM. Aliás a pérola que a colega ATM enviou vou tomar a liberdade de a transcrever para um post novo aqui no meu espaço. É um texto tão aterrador quanto real e que encerra tudo o que se possa discutir sobre Educação em Portugal.
Muito obrigado, parabéns a todos e continuemos a luta contra a injustiça!

11 03 2008
sofia branco

Colega, eu também sou hooligan e de facto fui de arma branca para a manif… para cortar o bolo!
Eu também respondi ao idiota do Rangel, enviei um e-mail para a redacção do “correio da manhã”, espero que lhe chegue às mãos!
Eu também fiquei indignadíssima com os absurdos que escreveu, eu e toda a gente|! Mas um colega meu falou, e muito bem, não devemos dar importância a um idiota como este jornalisteco!

11 03 2008
Conceição Pereira

Parabéns colega Paulo de Carvalho! A sua carta aberta é linda!
Sou presidente de um Conselho Executivo e no domingo também mandei um email para o CM e que passo a transcrever
Sr. Rangel
Tenho 50 anos sou professora há 26 anos. Sem partido político e não sindicalizada, participei ontem na tal manifestação em que participaram 100 mil professores, 2/3 do nº total de docentes que o sr. ofendeu num artigo que escreveu mesmo antes de se realizar a Marcha da Indignação… Tenha vergonha e peça desculpas públicas pelo que escreveu…o sr. é só mais um mercenário do governo tão ignorante e muito mais “estúpido” que os do PSD. Não sabe do que fala!

Conceição Pereira

11 03 2008
Helena Seabra

Nem sei para quê perder tempo com gente desta, têm um certo ar de VIP e, por isso, tudo lhes é permitido!? Foi professor? Isso… é que nos envergonha deveras! Para ele, somos os pseudo. Coitado, nem sabe do que fala, mas influencia alguma da cambada que anda aí mortinha por ver os professores “amochar” às ordens dos alunos e dos pais de alguns alunos iguais. O que diríamos nós da televisão que ele governa? A sorte dele é que somos demasiado bem educados. Sempre achei… Ninguém partiu nada, ninguém se defrontou corporalmente, apenas houve palavras, na manifestação. Nem uns laser’s a apontar, nem rixas, nada… O sr Emídio Rangel deve ir chamar nomes para outro lado, porque daqui só leva palavreado. Os professores são, na maioria pessoas bem formadas que, felizmente ou infelizmente, gostam do que fazem. Vá resolver a sua vida! Se precisar de uma psicóloga de traumas, eu posso dar-lhe o contacto duma, em Lisboa. É pertinho e ajuda muito pessoas desesperadas…!

11 03 2008
Maria José

Parabéns!… uma resposta absolutamente fantástica!
Excelente! Está na hora de mostrar-mos a toda essa gente, quem são os Professorezecos…
Não estive em Lisboa no dia 8, porque a minha filha estava doente, mas sou mais um Hooligan!
Parabéns por esta resposta. Divulgá-la-ei, e já!
Força!

11 03 2008
Susana

Olá colega, sou Educadora de infância desde 1988, mãe desde 1997 e aparentemente HOOLIGAN desde Domingo.
Em primeiro lugar não posso deixar de condenar a posição do jornal que permite que alguém escreva uma barbaridade como esta sem o mínimo de respeito pelos professores (SIM, SOMOS PROFESSORES E NÃO HOOLIGANS) que no Domingo passado se manifestaram de forma ordeira e democrática.
Em segundo lugar e muito embora eu não tenha por hábito ofender ninguém, não posso deixar de dizer ao Sr. Rangel:
– Cale-se! Tenha vergonha na cara e pare de ser lambe botas!
Por ultimo quero dizer, que não só somos muitos como somos muito BONS.
Tenho muito orgulho em ser Educadora e não sinto nenhuma vergonha de ter descido a Avenida com os meus colegas, mas espero sinceramente que o sr. Rangel sinta vergonha quando olha o espelho e veja naquilo que se tornou.

Para o meu colega Paulo, os meus parabéns! Foi capaz de dizer aquilo que eu sinto e não consegui expressar.

12 03 2008
Leonel

Subscrevo na íntegra.
Era capaz de acrescentar um adjectivo…
A minha formação diz-me que não vale a pena.

Parabéns Paulo! Excelente serviço público o teu!

12 03 2008
Isabel mateus

CLAP !!!! CLAP!!!! CLAP!!!! CLAP!!!! E DE PÉ!!!!!
Parabéns!

12 03 2008
Isabel mateus

Esqueci-me de assinar….
uma Hooligan!

12 03 2008
Manuela Lima

Vejam alguns pormenores do seu historial que está divulgado na internet, só para contextualizar.
Este comentário foi encontrado na internet:

A ARROGÂNCIA DO SENHOR EMÍDIO RANGEL
Enviado: 1/out/2005 22:10

A arrogância do senhor Emídio Rangel

O senhor Emídio Rangel escreve artigos de opinião que são publicados, aparentemente terá espaço próprio e reservado para divulgar as suas ideias, é um “formador” da opinião pública. Não me aprofundando muito no seu curriculum, terá sido Funcionário público (RTP), terá feito rescisão amigável para deixar esse cargo, negociado com o Governo de então, terá sido indemnizado “amigavelmente” por qualquer coisa como 100 mil contos, dos 200 mil a que teria direito por TRÊS ANOS DE SERVIÇO ! (segundo os O.C.S. e na moeda da época), terá ainda recebido algo mais como 30 mil contos para que não desempenhasse funções na concorrência, também amigavelmente.
Este mesmo senhor, agora, num Governo PS, emite as suas opiniões políticas claramente partidárias considerando que se o PS desse lugar ao PSD, seria uma desgraça nacional. Assume a “defesa” incondicional e religiosamente fundamentalista do senhor primeiro-ministro Sócrates, que não mente aos portugueses, que sabe que é agora ou nunca (Sebastião regressou no nevoeiro?). Tem o direito e legitimidade de o fazer, são apenas artigos de opinião como o meu?

Não só se limita a ser defensor de uns, como ataca sem tréguas outros; a sua antiga estação SIC, que considera ter sido tomada pela comunidade gay e, não ter pivots à altura dos debates, etc. Também a Instituição Militar lhe merece especial atenção e acusa de indisciplinados, pessoas que desprezam valores basilares como exemplo e compostura, sofredores de ataques de histeria que entram no Carnaval das manifestações. Pessoas que têm de abandonar já a actividade que exercem, segundo as suas palavras.

Julga-se ministro da Desfesa senhor Rangel? o dinheiro indemnizatório pago por todos nós, não compra tudo!

Este mesmo senhor, Emídio Rangel, defende e elogia agora também a outra estação concorrente do Estado, a TVI e o seu último “reality show”, a megaprodução como diz, Um cenário muito bem executado com todas as marcas da idiossincrasia militar, conduzido de forma magistral e que não apresenta sinais que levantem questões de dignidade humana.

Esse programa que ” não apresenta sinais que levantem questões de dignidade humana”, foi motivo de interrogação ao ministro da Defesa pela Comissão Parlamentar de Defesa Nacional, que “segundo militares e políticos, afecta a credibilidade das Forças Armadas.”, até por parte de José Lello, deputado socialista da mesma comissão e antigo ministro. O Ministério da Defesa remeteu para o Exército e um porta-voz do Chefe do Estado-Maior limitou-se a dizer que, no dia 6, fora enviado um ofício à TVI dando conta de que a estação não estaria autorizada “a usar parcial ou integralmente fardas, equipamentos, emblemas, insígnias ou símbolos do Exército Português”.

Pois é, senhor Rangel , quando toca a enxovalhar “a Tropa”, vale tudo e tudo é permitido ou continuado apesar de não autorizado depois de discutido na Assembleia da República. Rebole-se, que o programa da concorrência ardeu e toda a gente como o senhor, pode continuar a achincalhar os militares.

12 03 2008
Carlos Rocha

JÁ AGORA GOSTARIA QUE O SR, RANGEL NOS INFORMASSE DAS SUAS TOMADAS DE POSIÇÃO ESCRITAS OU VERBAIS NO TEMPO EM QUE VIVIA EM ANGOLA QUANTO AO ACESSO DE TODOS AO ENSINO GRATUITO INDEPENDENTEMENTE DA RAÇA DE CADA UM.
FARTOS DE SI E DAS SUAS OPINIÕES QUE POR NORMA SÃO IMPREPARADAS E QUE REVELAM UM SER HUMANO SÓMENTE ÁVIDO POR QUALQUER LUGAR DE DESTAQUE QUE O SR.SÓCRATES LHE DESTINE NOS TEMPOS MAIS PRÓXIMOS.
fOI PENA QUE QUANDO ESTAVA AO SERVIÇO DE UM DOS FUNDADORES DO PSD
O SR. NÃO EMITISSE OPINIÕES TÃO LISONJEIRAS PARA QUALQUER GOVERNO DO PS.

12 03 2008
JOMAGUDU

Eu não diria tanto e tão bem.

Vou deixar aqui uma informação que pode ser inverstigada por quem quiser. Este senhor Rangel é um grande opurtunista que já foi COMUNISTA. Se este comentário lhe chegar ele que negue… Em 1973-75 conheci-o em Angola, mais propriamente na cidade de Sá da Bandeira (actual Lubango). Eu tinha 13-15 anos. Ele era “radialista” numa rádio local que fazia um programa chamado “Nocturno” emitido à noite pela Rádio Comercial e que era feito num apartamento do prédio ao lado onde eu morava. A seguir ao 25/4 ele filiou-se, ou pelo menos era simpatizante do MPLA. Ora qual é a sua moral de vir insultar toda a gente que esteve na Marcha apelidando-os de Comunas, eu incluído? O MPLA não era propriamente um partido democrático!!!! além disso a imagem que guardo deste tipo é de que tinha uma grande vida – Mulher ou namorada loiraça espampanante de parar o transito que se transportava num descapotável vermelho (acho que era vermelho, pois já passaram 30 e tal anos). Porque é que não ficou lá com o seu partido de esquerda?

Parece que o irmão dele ainda consegue ser pior nos comentários contra os professores…

12 03 2008
pjcportela

É só para dar mais um reforço à tua resposta sobre o artigo cretino daquele “imbecil” que ataca a nossa classe docente.

Como se pode desta forma atacar profissionais que diariamente lidam como aquilo que mais de precioso os pais tem: os seus filhos, ou será que não?

Da forma como somos atacados e enxovalhados, ponho em causa o amor que alguns pais tem pelos seus filhos… Falar assim dos professores. Professor e pai.

Continua! O pessoal cada vez está mais coeso!

12 03 2008
Nostradamus

Olá, Caro colega, antes de mais os meus sinceros parabéns pela Carta aberta ao sr Emidio Rangel.

e já agora dá uma vista de olhos num artigo sobre o mesmo sr. que consta no blog “escola de lavores”: rescaldo de lavar de roupa suja.
E por estas e por outras se vê a idoneidade deste senhor para denegrir 143000 pessoas que nem conhece.

12 03 2008
Nostradamus

“Clube de Jornalistas > Emídio Rangel está a preparar o lançamento de um canal de notícias, em parceria com o estado …
http://www.clubedejornalistas.pt” estas coisas dão que pensar, não é verdade?

12 03 2008
PaulaFQESCCB

Seria de esperar uma maior responsabilidade de quem escreve artigos em jornais. Parece pois ser grande a irresponsabilidade deste profissional, ou será que é um pseudo-profissional ?

Os manifestantes são uma parte dos professores, como diz esse pseudo-jornalista, parece é ser uma grande parte, a avaliar pelos 100.000 presentes na marcha da indignação. Não será assim?
Também eu tenho vergonha destes pseudo-jornalistas que escrevem sobre o que não sabem. Seria de esperar que estes profissionais tivessem maior informação, capacidade de reflexão e sentido crítico antes de emitirem opiniões.

Professora Titular de Ciências Físicas e Químicas

Paula Viana

12 03 2008
Ferreira Soares

Muito Obrigado, colega!
Só faltou referir que os mass media, com destaque inicial para a SIC ( a TVI seguiu-se-lhe e tomou a dianteira ) de que este palerma foi o primeiro director, são os principais responsáveis pelos valores altamente perniciosos com que têm desviado e assim mal educado, os nossos jovens ( não só, mas também). Os resultados estão à vista na nossa Escola, onde temos que os aturar e depois, ainda por cima, responsabilizados.
Como costumo dizer, o país real está, vê-se na escola e quem o quiser conhecer, salte dos sofás e dos gabinetes alcatifados e aquecidos, para um mês, o suficiente, de estiva e reciclagem numa escola. Uma ideia que estou a ponderar colocar como um dos meus objectivos de avaliação (quando e se fôr caso disso): convidar/desafiar o Emídio, ou o MSTavares e agora o catraio do Pedro Pinto (a propósito, já leu o artigo deste puto no jornal Metro de ontem, dia 1/03, a escrever de cor, de barriga farta e de escova/caixa de graxa na mão, na senda do seu correlegionário e mestre MStavares na tvi ?) a passar um mês na m/ escola: assistir e dar aulas, presenciar recreios, cantina, polivalente, sobretudo em dias de chuva, burocracias e tudo o mais que bem conhecemos.
Sendo os jovens os homens do amanhã, na escola vemos o passado, o presente e o futuro de um país.

12 03 2008
Ferreira Soares

Na sequência do meu comentário esqueci-me de dar o endereço do dito Pedro Pinto; então aqui vai, porque bem merece um “elogio”:
editorial@metroportugal.com

12 03 2008
Carlos Gonçalves

Bom dia,
Sobre a crónica de Emidio Rangel nada mais posso acrescentar ao que já foi dito, e haver qualquer coisa que eu pudesse escrever seria a insultar essa pessoa. Como tenho para mim que os insultos não são a forma mais correcta de demonstrar indignação, apenas sobra o desdem. Não sou professor, nem militante do PCP, nem tao pouco um dos estupidos do PSD que essa criatura refere. Sou um cidadão comum que no dia 08.03.2008 conseguiu finalmente ver que o povo deste país não está adormecido e que os profissionais que educam os nossos filhos são gente digna, esforçada e não vacila perante o autoritarismo, a insensatez e a propotência. Embora não tenha vivido esse tempo, senti no passado Sábado que o 25 de abril não está morto e que o povo ainda é quem mais ordena. Voltei a ter orgulho em ser Português e isso devo á classe dos professores deste país. Bem hajam a todos. Um recado só aqueles que pensam mandar neste povo unico e imcomparável, 2009 está próximo e as pessoas expressarão nas urnas de uma forma inequivoca a suas opiniões acerca de como deve ser governado este país.

12 03 2008
Paranóico da Silva

Ó amigo Carlos Gonçalves:

Eu gostava de ser assim optimista.
Também andámos todos contentes nas Manif’s a favor de Timor (eu incluído) e afinal do que se tratava era de tirar Timor à Indonésia e entregá-lo à Austrália.
Quando chegar a hora de votar continuaremos a escolher entre os que nos escravizam: cara ou coroa.

Desta vez voto branco: o algodão não engana.

12 03 2008
Carlos Gonçalves

Com uma crónica intitulada “Coisas do Circo” estvam ás espera do quê ?
Só podia dar em palhaçada…
Enfim, como diria Lauro Dérmio (Herman José) ” Artaístes !”

12 03 2008
Carlos Gonçalves

Caro Paranoíco da Silva,

Eu sou sim um optimista, acredito que com a demonstração de Sábado passado a classe politíca vai reflectir.
Veja que sendo a manifestação de professores, muitos eram os Portugueses que ladeavam a marcha batendo palmas ao cortejo.
Acredito que muitos não estiveram na marcha por não serem professores (Eu inclusivé)
As evidencias são indisfarçaveis e a mensagem é clara.
” Quem mente ao eleitorado, mente apenas uma vez” Quanto á alternativa ? Deve saber interpretar os sinais. As reformas são inevitaveis e urgentes, mas devem juntar todos os intervenientes e não só alguns. Devem ser negociadas e não impostas e no fundamental devem visar sempre o bem comum, estamos a falar do futuro do País não de um qualquer aeroporto. Lembro me de, em tempos idos, um Político (com P grande) dizer alto e bom som ” Primeiro o País e depois o Partido”. A ideia dominante hoje é exactamente a contraria ou pelo menos era até Sábado passado. O dia 08.03.2008 vai ficar na Historia como o da viragem no pensamento politico deste País, e se assim não for então sim Deus nos acuda!
Um Abraço solidário

12 03 2008
Professora Indignada

O senhor Emidio Rangel ao invés de apelidar os professores de holigans que ocuparam Lisboa no dia oito de Março, deveria ter mais respeito por quem realmente trabalha, por quem é profissional, por quem ensina os seus filhos.
Mesmo dizendo mal dos professores, verifica-se que o país precisa deles. O mesmo já não se pode dizer de alguns jornalistas, de quem já ninguém se lembra e por isso não fazem falta!

12 03 2008
fabiocef

ok

12 03 2008
Sandra Charrua

Sr. Paulo Carvalho
Sem mim, em Lisboa seriam 99.999…
Como todos, fiquei indignada com as palavras “zaratrustianas” deste parasita do jet set. Já ninguém lhe liga e teve que usar a nossa classe para aparecer!
Boas palavras as suas…eu não o teria dito melhor!

12 03 2008
CC

Saudações P. Carvalho.

Um…excelente pra si.
Quanto ao “animal”…viu passar a caravana com 100.000. Assunto arrumado.

12 03 2008
Zulmiro Almeida

Senhor PROFESSOR com letra maiuscula, P.Carvalho:

Parabéns. Demonstrou não se intimidar com palermas e palermices. Esse senhor, tal como um tal Pedro Pinto e outros que tais, não passam de uns parasitas da sociedade; neste espaço já lhe foram chamados muitos nomes.
Apenas quero manifestar todo o meu RESPEITO pelos professores deste país.
Nesse sentido, apesar de não ser professor, (sou aposentado nem sequer sou F. Público) estive de corpo e alma nessa grande manifestação de revolta que ficará na história; ou seja sou um desses holigans que essa coisa apelidou! Pelo muito que nestes comentários já li neste espaço, apesar de já ter uma ideia do que é o rangelsito, mesmo assim fiquei surpreendido e pergunto: como é possível haver orgãos de comunicação social (neste caso pasquins) que admitem tal coisa!
Temos que saber esperar! O dia da vitória há-de chegar! Gentalha desta estirpe tem que ser varrida…

12 03 2008
Renato Rodrigues

Todo o meu apoio
Em relação ao srº que fala mas que esse srº não sabe do que fala, porque não andou na escola certamente, já o meu avô dizia “burro velho não toma andadura”
fui e serei um dos 100 000.
Parabéns colega Paulo Carvalho,

12 03 2008
Manuela Salgado

subscrevo na íntegra a opinião do colega Paulo Carvalho. Poderíamos simplesmente ignorar gentinha como esta mas, no momento actual é impossível!

12 03 2008
Carla Fernandes

Parabéns colega pela sua carta aberta, que refere claramente o repúdio que todos nós sentimos pela crónica do Sr Rangel.
Eu também fui uma das 100 000 manifestantes e pela primeira vez na minha vida, da indignação e desagrado que todos sentimos pela política educativa deste país . Não sou sindicalizada e muito menos comuna. Quanto ao Sr Rangel, conheci-a-o em Sá da Bandeira, minha terra natal, como locutorzeco da rádio comercial e muito me admirou a rapidez com que chegou a Dr, cá em Portugal. Este Sr sim, é que era um comuna, acérrimo defensor do MPLA, único partido comunista em Angola.
É ainda de lamentar que se escreva sobre educação e sobre os professores sem o verdadeiro conhecimento da realidade das escolas.
Como é que um, que se diz ter sido professor pode falar assim da classe? Está a ver-se ao espelho?
Carla Fernandes – Profª de Matemática, com 26 anos de serviço

12 03 2008
Natália Pereira

“As coisas do circo”??? Lindo nome para uma crónica onde o ÚNICO PALHAÇO de serviço é o senhor Emídio Rangel.
Natália

12 03 2008
Paulo Carvalho

Olá a Todos mais uma vez!
Continuo impressionado com a afluência ao meu espaço; já não o estou relativamente à solidariedade, pois procura-se um professor, que seja, que enfie este nojento barrete do Sr Rangel.
Até já se dialoga no meu blogue!!! Uau!!! Obrigado Carlos e Paranoico em especial!

Estou a preparar uns recados dirigidos ao António Ferreira, ao MSTavares, ao JMJúdice e ao Pedro Pinto; publicá-los-ei brevemente. Estejam atentos.
Um enorme abraço a todos e…. KEEP ON!!!!!

12 03 2008
Tb Professora

Os meus parabéns ao colega Paulo Carvalho. Subscrevo tudo o que disse. Tentei deixar o meu comentário no espaço correspondente aos comentários do jornal. Não sei o que aconteceu mas não foi divulgado.
Espero que o senhor Carlos Gonçalves se engane e, no momento de novas eleições, os portugueses não se esqueçam do que este governo (des)fez.
Também partiho a opinião de Ricardo Santos. Não serei eu a contribuir para as vendas dos livros daquele “iluminado”.

12 03 2008
ilda cruz

Muito bem! Não podemos deixar que nos envergonhem mais, que nos humilhem e que nos caluniem. Parabéns colega e obrigada pelas suas palavras.
Esperemos que o senhor visado leia, reflicta e se retrate.
Obrigada.
ilda cruz

12 03 2008
Rui Moura

Caro Sr. Paulo

Essa criatura devia ser internada, é um lunático caluniador!

Caro sr. Ranger
EU ESTIVE na MANFI, com muito orgulho, não sou hooligan (não tenho o hábito de andar com berbequins a arrombar a casa dos OUTROS!…lembra-lhe alguma coisa??), nem comunista, e mesmo que fosse, acho que (ainda) não estamos na Ditadura , de que pelos veisto v.”exa” tem saudades

Permita-me que lhe diga, com toda a franqueza, o senhor emidio ranger é uma BESTA!!!!!

12 03 2008
Jorge Magalhães

Grande Paulo! Os meus parabéns pela brilhante resposta ao outro jornalista que dever se mesmo palerma, atrasado mental, que pelos vistos sempre tratou mal a sua esposa e foi expulso das cadeias de TV, um autêntico ser acefálico. Muitos parabéns.

12 03 2008
cristina cibrão

Olá a todos,

Sou mais uma professora a juntar ao grupo de milhares de docentes que neste momento estão indignados com tudo aquilo que foi escrito pelo senhor Rangel. O artigo foi escrito de má-fé e com o objectivo de colocar a opinião pública contra os professores. ENGANOU-SE, fique sabendo que o seu artigo indignou os meus alunos, os pais dos meus alunos … que neste momento estão cada vez mais solidários com os professores. Com o seu artigo o senhor só conseguiu cair no ridículo e mostar ao País inteiro o pior que há dentro de si. Gostaria que o senhor Rangel tivesse um pingo de vergonha, se retractasse e pedisse desculpa a todos os professores deste País.

Para terminar… sou professora desde 1987, não sou do PCP, sou…aliás era..do PS, participei pela 1ª vez na minha vida numa MANIF e estou orgulhosa da minha classe… somos uma classe de elite e talvez isso faça sombra ao senhor Rangel.

Um abraço a todos

12 03 2008
Wilson Simões

Ainda que a razão o pudesse assistir, o artigo de Emídio Rangel é vergonhoso. Acredito que a forma o define … e que no fundo se reveja no conteúdo: hooligan, pseudo qualquer coisa. Ah, parece que também falou em estúpido, por uma questão de higiene mental, não li o fim.
O que eu gosto mais no circo são os palhaços. Este, só tinha um!

Wilson Simões

12 03 2008
Maria

Parabéns! Quero dizer-lhe que não fui à manifestação a Lisboa, por motivos familiares,mas estou solidária com todos. Sou professora, sei o que passamos dentro da sala de aula. Exijo sempre, e exigirei, que os alunos respeitem os professores e toda a comunidade educativa. Mas com tanta gente imbecil no governo, apoiados pela comunicação social que é o maior transmissor de notícias cruéis sobre professores,e agora com esta personagem ridicula que é o senhor Rangel, que ainda não vai há muito tempo que teve uma grave doença, veio para o jornal falar de quem passa tormentas para ensinar, educar, transmitir valores, ser pai, mãe, criança, psicólogo e, por vezes, funcionário (quantas vezes apanhei, apanho os papéis e lenços de papel sujos, que os alunos dizem não lhes pertencer, quando chamo à atenção, e vou pô-los no lixo, para que o funcionário não me chame à atenção).
Louvo a sua atitude corajosa e parabéns pela clareza do exposto.

12 03 2008
Carlos Santos

Concordo com o que este colega escreveu. Um artigo com rigor e a frontalidade que os professores (quase todos) têm. Estamos fartos de ser motivo de chacota pública por todos os pseudocomentadores ou afins… São os imbecis que nada sabem e nada percebem de educação que mais opinam. Parabéns pelo artigo.

12 03 2008
Vítor Ramalho

Parabéns pela coragem.

12 03 2008
Marco Amaral

Eu também fui um dos 100.00 que esteve e Lisboa e volto lá quantas vezes for necessário!
Parabéns pela resposta dada ao fulano que nem pelo nome merece ser chamado…
São os parasitas da sociedade como ele que se vão governando às nossas custas!
Tenho pena que uma grande parte da população portuguesa não tenha sentido crítico e não analise as palavras deste fulano e toda a propaganda governamental que apenas se destina a atirar areia para os nossos olhos e esconder os seus reais intentos, ou seja, dividir para governar!…

12 03 2008
ALGUÉM

Não é este RANGEL que foi despedido da SIC por má gestão???? Não foi ele que esteve envolvido num caso de agressões e suposta violação de uma tal Margarida ???? Humm vale pena pensar nisto… SEU VERME.

12 03 2008
INÊS TELES

Eu estive na MANIFESTAÇÃO de 8 de MARÇO!! Vou para a reforma em 2010, estou no 10º escalão e, portanto , o que me moveu foi a DEFESA da DIGNIDADE da nossa CLASSE PROFISSIONAL e sobretudo a defesa da EDUCAÇÃO deste triste país!
Eu enviei 14 mails de PROTESTO para o Dir. do Correio da Manhã! O Rangel é atrasado mental mas o Director daquele PASQUIM não lhe fica atrás!!! Quem permite a publicação de semelhante artigo só pode ser tonto, analfabeto e talvez oportunista!Seráque andam a dar graxa ao Sócrates? Como o anormal do 1º Ministro anda zangado com o Público talvez queiram cair em graça! O 1º forja diploma de Engenheiro, constroi casas do mais abjecto gosto arquitectónico – o Público conta as histórias ao” Zé Pagode” e o 1º fica furioso!!! Claro! Dizem que tem mau feitio! Vá ter mau feitio lá para junto dos seus, esses têm que o aturar, nõs NÃO!!! A melhor resposta ser-lhe-á dada em 2009 nas eleições!
Voltando ao Rangel: como o homem é conhecido por variar muito de companheira, só consigo perceber tamanha raiva, tamanha estupidez da seguinte maneira: tentou divertir-se com alguma PROFESSORA, ela era inteligente, deu-lhe um valente pontapé e mandou-o ir curtir com as da laia dele…RESULTADO: o homenzinho ficou com raiva aos professores para o resto da vida!!!!! Ele sabe lá o que diz! Como será que o PARTIDO PSEUDOSOCIALISTA lhe pagará? Em espécie? Em tachos? Poderemos acompanhar o desenvolvimento. Abraços cordiais a todos os colegas que lutam, resistem e assistem ao cair de uma MINISTRA que tem sangue de barata ou então toma uma caixa de XANAX de manhã e outra à noite! Nunca vi uma mulher assim na minha vida!É uma ANTA AUTÊNTICA! UM VERDADEIRO CALHAU com OLHOS!
A terminar um abraço muito especial a PAULO CARVALHO!!!!! Parabéns pelo seu desassombro! Parabéns pela sua tenacidade! Força! Eu vou-me embora em 2010 mas o futuro é vosso, dos mais novos! Continuem assim combativos!!!! Inês Teles

12 03 2008
Rosa Maria Silva

Aqui vai uma cópia da carta que enviei também para o Correio da Manhã.

Direito de resposta ao artigo de opinião de Emídio Rangel, publicado no dia 8 de Março de 2008 ‘Hooligans’ em Lisboa.

Sr Emídio Rangel, como professora não podería deixar passar em branco o artigo que o senhor escreveu no passado dia 8 sobre a nossa classe. Foi com um crescente espanto e revolta que li todos os disparates, mais que vilipendiosos, que se lembrou de descarregar nos professores. Hooligans !!! Nunca ninguém se lembraria de tal comparação, sobretudo porque não entendemos onde estão as semelhanças:- será porque os professores desfilaram ordeiramente na manifestação ?; – Será porque éramos em grande número?- Será porque gritámos palavras de ordem e exibimos bandeiras em vez de provocar desacatos?
Refere que os autocarros vieram de todo o país ( essa é verdade!) alugados pelo Partido Comunista ! Nós, do Alentejo e muitos outros , fomos em autocarros pagos pelo nosso sindicato para o qual descontamos. Já viu o senhor se o Partido Comunista tivesse tantos simpatizantes? Cem mil!!!
A seguir, em tom cínico e provocatório tenta humilhar os trabalhadores deste país, chama travestis aos professores! Quem é que o senhor pensa que é?
No seu tempo os professores eram todos licenciados! É melhor informar-se, pois havia muitos mestres que não o eram e, contudo, foram bons pedagogos! Hoje, a grande maioria é licenciada e apenas alguns docentes das áreas tecnológicas e oficinais o não são ainda. Não será preciso dizer-lhe que cada vez há mais docentes mestrados e doutorados – ainda que isso não tenha que ser sinónimo de maior competência para a docência.
É verdade que não podemos continuar ‘… a pôr cá para fora jovens analfabetos , incultos e impreparados …’. Que pensa o senhor se irá seguir com os alunos que frequentam os CEF em que os curricula devem ser adaptados às capacidades dos alunos; com os alunos de curricula escolares próprios; com os alunos com percursos alternativos, etc, etc ( ainda que eu concorde que os curricula têm que ser reformulados!) e com o facto de os resultados da avaliação dos alunos influenciarem a avaliação de desempenho dos professores?
Quanto às faltas, o senhor também está equivocado, mas não me vou dar ao trabalho de o esclarecer já que o senhor pensa ter dotes de adivinho.
Gostaria sim, de o esclarecer, ( até porque alguns persistem em enganar a opinião pública!) que queremos continuar a ser avaliados, mas por um sistema justo, exequível e sem cotas; que queremos um ensino de qualidade , mas têm que nos dar os recursos para melhorarmos a nossa prática e criar novas regras para co-responsabilizar os encarregados de educação pela assiduidade dos seus educandos , pelo cumprimento dos deveres destes enquanto alunos, e pelo respeito pela classe docente. Já para não referir o essencial em todo este processo que é o de garantir, por parte do Estado, os direitos de igual acesso à educação, à saúde ; ao bem estar físico e psicológico dos jovens e suas famílias. Enquanto não houver um conjunto de medidas que propiciem o normal desenvolvimento dos nossos jovens, não estarão criadas as condições para pôr cá fora jovens preparados para a vida activa ( que se afigura cada vez mais exigente!)
Infere-se das suas palavras que considera o Prof. Mário Sequeira (não será Nogueira?) um circence. Bem, a nós pareceu-nos que o senhor é que se achava uma personagem de circo. Principalmente porque se põe a fazer malabarismos e pseudo actos de prestidigitador com conclusões que não sabemos onde as foi buscar! Passamos a elencar – A senhora Ministra resolveu o problema das colocações?!?;-Chamou os pais a intervir?!?( para quando os mecanismos que realmente exijam o dever de cidadania aos que nunca se deslocam à escola para saber dos seus educandos?;- Introduziu medidas que já deram frutos! Que instrumentos / investigação lhe permitem saber já que as medidas implementadas por esta ministra já deram frutos, que os alunos estão mais preparados e que os graus de exigência aumentaram?
Todo o seu discurso é demagógico e abundam as ofensas e injúrias em várias direcções.
O senhor chama estúpidos aos militantes do PSD que , de acordo com as suas palavras , se aliaram ao PCP. A isto só nos apetece comentar -: o senhor é muito” bem intencionado”!
Ainda bem que não somos todos estúpidos neste país! Ainda bem que há pessoas lúcidas como o senhor se quer fazer passar!
Quem diria que uma pessoa como o senhor, que tem tido alguma influência nos meios de comunicação deste país, tem desperdiçado tanto a oportunidade de contribuir para mais e melhor cultura! Ponha a mão na consciência!

Rosa Maria Silva

12 03 2008
Mário Miguel

Sou militante do Partido Socialista, sou professor e sou um aprendiz de político. Em nome pessoal e em nome de uma grande maioria do partido, venho manifestar o meu total descontentamento com a política educativa que está a ser implementada como se vivessemos antes do 25 de Abril. Faço parte de um partido do povo e que deve zelar pelos interesses do povo português. Não pude estar presente na manifestação mas o meu coração acompanhou os 100 mil guerreiros que só desejam um ensino melhor, voltado para o aluno e não para as burocracias e sensibilizado com a realidade vivida nas escolas. Somos um país de estatísticas onde começamos a formar algo sem primar pelas competências mas pelo facilitismo hipocrata. A realidade vivida pelos professores universitários é diferente da realidade vivida pelos professores do primeiro ciclo ao ensino secundário. Sem dúvida, que graças a estas incertezas e pressões surge uma profissão cada vez mais forte na nossa sociedade: os psiquiatras devem estar contentes com tantos clientes (professores) que todos os dias chegam ao seu consultório. ESTE NÃO É O PARTIDO SOCIALISTA A QUE PEERTENÇO.

12 03 2008
saltapocinhas

de certa maneira venho discordar…
eu acho que estamos a dar importância a mais ao senhor macaco adriano.
deviamos não falar dele e reduzi-lo assim à sua insignificancia!

12 03 2008
José Dias Rodrigues

Olá Paulo

Este sujeito não merece o teu texto. Está bem escrito de mais para tamanho cretino. Vamos fazer, o que se deve fazer a este tipo de gente: IGNORÁ-LO.

José Dias

12 03 2008
Delfim Pinto

Falta gente com colhões e com cabeça.
Mas os que abundam mais, infelizmente, são os que apenas têm colhões.
Muito gostava ter a tua coragem, lucidez, saber e sentido de oportunidade.
Bem hajas.
Delfim Pinto.

12 03 2008
João Carlos Pereira

De: João Carlos Loureiro Pereira
Professor na EB1/JI Bracara Augusta – Agrupamento Escolas de Palmeira – Braga

Parabéns caro colega Paulo.
Parabéns pela forma como expressas a profunda indignação que senti, que sentimos, a propósito dos vergonhosos comentários feitos por Emídio Rangel.
Caro Paulo, gostaria de partilhar contigo, apesar de não te conhecer, que sou Professor há 24 anos. Tenho muito orgulho da minha profissão. Tenho um enorme respeito pela classe docente. Presto aqui uma homenagem aos milhares de Professores e Educadores que têm feito da sua profissão uma barca onde o amor aos seus alunos tem marcas de generosidade, de alegria, de preocupação, de entusiasmo, de ética, de conhecimento, de entusiasmo, de exigência, de compromisso, de inquietude… E por isso saí de casa, rumo a Lisboa. Não porque sou este ou aquele!… Tão escandalosamente referido por esse homenzinho! Participei de corpo e alma na Marcha da Indignação como forma de protesto. Porque vejo a escola em declínio, vejo falta de respeito. E pior que tudo, este ministério dá-me cada vez menos espaço para ser Professor na sala de aula!
Um aplauso para ti Paulo.

12 03 2008
João Rato

Muitos parabéns e Bem Hajas pela magnífica resposta dada a este cronista da treta, a qual pode servir para muitos outros do género que fazem comentários nos ditos “grandes” orgãos de informação e que sem terem conhecimento do que falam ( embora sejam apresentados como especialistas) a penas lançam baboseiras e veneno tóxico sobre a opinião pública.
Junto a minha à vossa voz porque todos não somos demais.
JDR

12 03 2008
Olho aberto

Olá Paulo:

Também sou um dos hooligans que lá esteve e com todo o prazer. Para ti vão os meus sinceros parabéns pela objectividade e acutilância do teu texto. Sobre a má educação, despropósito e monstruodidade da peça, nem me vou pronunciar, ainda que me pareça reflectir características do seu autor. Obviamente que o acho muito mais capacitado, se escrevesse sobre Magistratura!!!
Penso que este blog podia e devia aprofundar as motivações dos professores. Neste caso, é necessário ir aos documentos fundadores em que entronca esta orientação política, e desmontá-los, por duas razões:
1) para uma defesa sólida dos nossos argumentos;
2) para que a população perceba, efectivamente, que estas políticas são a destruição da escola pública.
Assim, seria pertinente, antes de mais, pegar no Relatório do Debate Nacional de Educação e no Relatório do CNE: “Avaliação das escolas: modelos e processos” (cito de memória). Estes documentos, particularmente o 1.º, contém as orientações estratégicas para a educação, de forma fundamentada e avisada (uma vez que são um contributo de figuras representativas da nossa sociedade), mostram o que, implicitamente move este Ministério e apontam o caminho correcto das medidas que devem ser tomadas, face aos problemas existentes, ao mesmo tempo que destapam toda a trapalhada que a tutela tem feito nos últimos tempos.
Muito ganharíamos todos, e a classe em particular, se os seus elementos se dessem ao trabalho de ler estes documentos.
Um abraço

12 03 2008
Jorge Moniz Ribeiro

Rangel:
Não sei se te lembras de mim (mas entrevistaste-me no Lubango em 1974…)
Nunca te julguei capaz de escrever um texto daquele calibre…
Continuo a ser professor, apesar da idade, e não sou contra a avaliação (nem os outros 100.000), mas contra “grelhas” com parâmetros subjectivos, a maioria sem hipótese de atribuição de um valor numérico como os que são pedidos; que permitem a subjectividade de qualquer avaliador que não tente ser totalmente isento (também há maus avaliadores; não sei se sabes que muitos acederam à categoria de titular não pela sua competência como docentes, mas mais por factores administrativos).
Enfim poderia dizer MUITO mais, mas isso só em conversa cara-a-cara e, pelo que escreveste, duvido que conseguisse convencer-te de que “a verdade” na realidade não existe…
Um abraço, apesar de me sentir ofendido!

12 03 2008
Isabel

Olá colega, muitos parabéns pela carta aberta, a mesma não poderia ser melhor argumentada, desferindo certeiro e usando a razão.
Quem este senhor, com a nominação de Emídio Rangel pensa que é para vir a público ofender milhares de pessoas?
Sinto-me indignada, furiosa com um mentecapto destes, que vem dizer que possui dois anos de pedagógicas e um curso. Curso esse que lhe possibilitou pôr em prática a metodologia dos seus professores.
E que metodologia foi essa?
Quem assim escreve contra uma classe inteira, só poderia ter usado uma metodologia de trampa, porque é da mesma que a sua cabeça está cheia.
Fala do psd, fala do pcp. Porque será que não fala do partido socialista. Talvez saiba a resposta:” é tudo uma questão de tacho”.
Não me vou alongar mais, apesar de muito mais haver para dizer a um “anormal” deste calibre.
A si colega, um enorme bem haja.

12 03 2008
Sou mais um dos “HOOLIGANS"

Parabéns Paulo Carvalho,

Protesto contra o Senhor emídio rangel e o outro que tal sousa tavares

Perdi a vontade de comprar o correio da manhã e ler sousa tavares.

12 03 2008
Catarina Rocha

Obrigada!!!
Subscrevo inteiramente!
Só acrescentaria uma coisita: esse Sr. “pseudoqualquercoisa” diz que os professores dele (os bons) tiveram dois anos do “curso de pedagógicas”. O que é isso? Este homem fala sem saber, minimamente, aquilo que diz! Cá para mim foi o mesmo curso que ele tirou: “demogógicas”!
Mais uma vez, obrigada por verbalizar a revolta de todos!

12 03 2008
António

Parabéns colega!
de um dos HOOLIGANS que por acaso até votou PS.

12 03 2008
joao de miranda m.

Pois é, Senhor Rangel, Vª Exª teve azar. Nem sempre a livre expressão do pensamento é suficientemente livre para passar impune. E esta expressão do seu pensamento não passou. Paciência!
O arrazoado de Vª Exª não passou impune, visto que alguém, provavelmente mais inteligente e mais atento que Vª Exª, o Paulo Carvalho, lhe deu umas bengaladas bem merecidas. E como foram bem dadas, servidas assim por um texto escorreito e veemente que deixa para trás, a alguns quilómetros de distância, o de Vª Exª.

12 03 2008
isabel portugal

Colega Paulo,

Antes de mais muitos parabéns pela resposta que deu e que de certo modo é subscrita a meu ver pelos 100.000 professores presentes no dia 8 e por todos aqueles que não estando por um motivo ou outro a subscrevem concerteza. Muito obrigada por a ter escrito!!
Há muito tempo (e eu já ando por estes lados vai para 34 anos) que não tinha o prazer de ler uma resposta tão acertiva e subscrita a 100% por cento. Realmente quem conheceu este senhor (com letra pequena) e o lê agora por certo o não reconhece, o que é pena.
A forma mesquinha e submissa como verborreou, só me traz à memória tristes tempos de escola do tempo da outra senhora… Que pena!

12 03 2008
Manuel Ferreira

Não sou professor, mas quero manifestar a minha solidariedade a todos os professores que lutam contra a humilhação a que foram sugeitos pelo governo.
Estão já identificados os escribas de serviço, que vieram a terreiro achincalhar os professores, mas gostaria de incluir ainda o nome de Fernando Madrinha que não se ficou atrás.

12 03 2008
Ana Ferreira

Sou professora e fiquei indignada com a carta do sr Rangel. Agradeço a sua resposta e tenho orgulho de pertencer à sua classe profissional. Obrigada

12 03 2008
Cristina Costa

Parabéns a quem se dá ao trabalho de responder ao desvario de alguém que tem (?)responsabilidades em órgãos de comunicação social. Sou professora há 17 anos e embora não me reveja em acções como a manifestação de sábado passado, só tenho que respeitar e admirar quem o faz. Fá-lo por si e pelos outros.
Nunca consegui ler o Correio da Manhã ou ver qualquer desses canais como a SIC ou a TVI. Não lhes concedo a menor credibilidade, pois já fui jornalista e creio saber do que falo.
Não gosto muito dos termos luta, guerra ou combate que se têm empregue em todo este processo, pois para mim o que está em causa são questões de razoabilidade e sensatez tão básicas que bastaria apenas um para demonstrar as sucessivas aberrações a que a educação tem sido sujeita. Mas afinal foram precisos 100 mil. É triste que se funcione assim neste país. A credibilidade de uma classe depende da quantidade e não da sua qualidade.
Agradeço a todos quantos têm sido firmes em fazer valer as suas razões no que diz respeito a toda a avalanche de alterações e exigências idiotas que terão certamente o efeito contrário ao que se diz pretender.

Parabéns Paulo Carvalho

12 03 2008
Delmira Claro

Parabéns caro colega de profissão e de princípios morais e éticos dos quais partilho inteiramente, assim como, acredito, toda a nossa classe profissional.
Sim, porque se o colega não fosse realmente uma pessoa educada e de princípios, a sua carta aberta não teria o teor que realmente teve!
Por isso, permita-me dizer-lhe, que cada vez mais me orgulho de ser professora (há 21 anos), não só pelo facto de defendermos a educação de forma tão significativa, como também por haver colegas que tomam iniciativas e expressam opiniões, em relação a atrocidades que se dizem e escrevem sobre a nossa classe, a política educativa e tudo o mais que se arrasta por inerência…
Já agora onde seria que esse dito “jornalista” (?) tirou o curso?
Qualquer cidadão sabe que o jornalista deve ser isento, imparcial e deve transmitir realidades tendo por base fontes fidedignas. Mas realmente dar-lhe-ia muito trabalho fazer uma investigação séria sobre o que esteve por detrás desta manifestação!
Chamar-nos “hooligans”????
Estive na manifestação com muito orgulho, defendendo valores nos quais acredito e sou apartidária!!!
Realmente este “senhor” revela uma ignorância atroz!
Ah… e subscrevo um processo contra o senhor!
Cumprimentos desta colega inteiramente solidária com o seu artigo!

12 03 2008
estela mendoza

Assim é que é colega !
O Sr.Rangel demonstrou o quanto é ignorante no uso de anglicismos na língua portuguesa. A manifestação dos profs foi o antónimo do “hooliganismo”.
Foi um acontecimento histórico, cívico e democrático. Os “hooligans” não se comportam assim. Eles agridem,destroem e insultam.
O Sr.Rangel é que escreveu como um “hooligan”, ao insultar os professores e usar palavras cheias de tanto ódio.
Não existem pseudo professores como ele refere, mas sim pseudo democrátas como ele.
O Sr.Rangel devia investir num dicionário de anglicismos para não repetir a estupidez que escreveu.
Sou professora na Escola Padre João Coelho Cabanita, em Loulé.
Estamos de luto. A minha escola está cheia de fitas pretas e cartazes de protesto.
Obrigada colega Paulo.

12 03 2008
eva neto

Parabéns, colega Paulo. Adorei a sua resposta àquele pseudo-jornalista. Depois do choque e da raiva ao ler as insultuosas palavras de Emídio Rangel, a sua resposta fez-me sentir orgulho em ser professora, para além de me ter divertido. Obrigada pela força. EvaNeto

12 03 2008
Conceição Dias

Colega Paulo

Gostei do que li e subscrevo tudo que o Paulo pensa acerca do Sr. Emídio Rangel. Como é que esse senhor se atreve a falar assim dos professores que dão o seu melhor, sacrificando muitas vezes a sua família ? Concerteza que quer agradar a este Governo, para ainda poder arranjar mais uns tachinhos, que se não forem para ele serão para filhos ou familiares.
Detesto pessoas que andam ao sabor do poder! Também fui das que escrevi para o “correio da manhã” a lamentar tal artigo.

12 03 2008
Maria José borges

Em primeiro lugar muitos parabéns pela resposta ao “Sr.” Rangel. Subscrevo na integra o que o Colega escreveu a esta nova espécie de ser humano desprovido de cerebro. Lamento que um jornal, seja ele qual for, dê espaço a “gente” de tão baixa categori.

12 03 2008
Natália

Obrigada por estares atento, responderes como deve ser e divulgares tudo isto. reenviei a todos os colegas. Estou com todos os colegas, como estive naquela impressionante manifestação. A indignação era então – e continua a ser – o motivo que movimentou toda uma classe e todo um país. Uma movimentação destas deixa muitos “senhores” preocupados e incomodados- Daí a usar um espaço público para dizer tais barbaridades vai um despudor que enoja.
obrigada.

12 03 2008
Paula Gomes

Parabéns colega !
Subscrevo inteiramente as suas palavras! Senti-me aliviada ao ler a carta/ resposta que escreveu a alguém que se denomida jornalista, mas que não passa de um solidário com a ignorância.

12 03 2008
Jonas

Adorei o seu artigo Prof.Paulo Carvalho

Quanto ao Emídio é necessário olhar para além do artigo raivoso que escreveu e perceber que não é mais que uma extensa, prolongada e salivosa lambidela aos sapatos do 1º ministro.
Esqueceu-se que o lustro anda sempre em dia, mas sempre pode acontecer que lhe toque alguma gorjeta.

Cumprimentos

12 03 2008
Ricardo Garrido

Por acaso enviei vários comentários para o Correio da Manhã, todos eles alvo de censura pois nenhum foi publicado.
Na verdade, quando este senhor se refere aos métodos que utilizou no ensino, provavelmente estava a referir-se à situação em que “esventrou” ou escavacou uma porta nas instalações da TSF munido de um berbequim, dado que lhe tinham bloqueado o acesso ao local. Muitos ainda devem recordar essa peripécia digna de um Rambo ou de uma produção barata de Hollywood. Portanto, quando fala em hooligans, é com perfeito conhecimento de causa.
Por outro lado, qualificar os professores como marionetas de qualquer partido, mais que uma ofensa ao PCP e aos professores, revela um delírio onírico estranho e digno de estudo aprofundado por parte de especialistas. Será que agora também vai chamar estúpido ao cardeal D. José Policarpo pelas afirmações que proferiu, em que, resumidamente, considerou os professores muito mais importantes para o país que os políticos?
Quanto à vergonha, poderia dizer que também tenho vergonha de haver pseudo-comentadores que proferem afirmações que não passam de uma espécie de ruído associado a uma ETAR em funcionamento. Mas se proferíssemos comentários sobre todo os casos ridículos que assomam por aí, certamente que a produtividade nacional iria por água abaixo.
Como já concluímos, todos percebem de educação; políticos, advogados, padeiros, chapeiros, electricistas, trauliteiros, deputados, comentadores, jogadores de futebol. Todos menos os professores. Aparentemente, esses são os menos qualificados para proferirem qualquer opinião.
Haja decência.

12 03 2008
Estêvão Lopes

Parabéns pela resposta.

É incrível o descaramento destes novos ricos incompetentes, que nunca fizeram nada na vida. Em todos os cargos públicos que lhes deram mostraram a sua incompetência!
No entanto, têm que continuar a fazer o frete ao poder. Se não correm o risco de lhes retirarem os “tachos”.
Compreende-se assim a estupidez do homem e a propensão para o insulto desenfreado.

12 03 2008
elisabeth

Muito bem!
Apetece ainda dizer que o Sr. Rangel tem uma triste história pessoal, em que se destaca um episódio em que arrombou uma porta à marretada… Por isso, quando fala de hooligans, sabe do que fala!
Estive na Marcha da Indignação e, apesar da tristeza que a originou, senti o maior orgulho em ser professora – e em ser portuguesa! Tal a dignidade e o civismo dos participantes. Foi um dia que me lavou a alma e me devolveu alguma esperança e fé no futuro deste país.

12 03 2008
Joel Ferreira

Não sejam mauzinhos….

É óbvio que a escola, para este “senhor”, é, como para a maioria dos pais, apenas um “depósito” para deixar as crianças ao cuidados das “amas”, que são os ditos professores.

E enquanto a escola for vista assim, as coisas não vão mudar.

Mas tenho uma contra-proposta:
Eu aceito ser avaliado pelos “papás” (que devem entender tanto de educação como eu de lagares de azeite), se os professores forem autorizados a avaliar os papás nos seus locais de trabalho.
Sempre quis dar opiniões sobre coisas para as quais não estudei. 😀

Será que há alguma consciência da realidade das escolas em Portugal? Desde a falta de condições às crianças que as frequentam (tão brilhantemente educadas pelos novos avaliadores)?

Um exemplo:
Neste momento estou a leccionar numa escola situada num bairro problemático. Como é interessante ouvir crianças a dizerem que os pais (esses mesmos que me vão avaliar) lhes dizem para provocar os professores. Com alguma sorte um deles “explode” e dá um tabefe no menino(a) e o papá pode então pedir uma indemnização.

Venha o papá deste menino avaliar-me por favor!!!

12 03 2008
Mário Martins Pão Alvo

Caro colega,
Obrigado pelo seu texto que expressa bem o repúdio de todos os que, por vocação e convicção, se dedicam à nobre causa de ensinar. Saberemos resistir à intempérie e à provocação de quem nos quer humilhar. Não é qualquer idiota que nos ofende. Do senhor Rangel guardo apenas vagas lembranças do lixo televisivo que patrocinou num canal de televisão.
Um abraço do colega
Mário Pão Alvo

12 03 2008
Ricardo Garrido

Por acaso, enviei vários comentários para o Correio da Manhã, todos eles alvo de censura pois nenhum foi publicado.
Na verdade, quando este senhor referiu os métodos que utilizou no ensino (?), devia querer referir-se ao caso que protagonizou no edifício da TSF, em que escavacou uma porta munido de um berbequim, por lhe terem vedado o acesso ao local. Muitos ainda devem recordar esse episódio digno de um autêntico Rambo ou de qualquer produção hollywoodesca de trazer por casa. Deste modo, quando se refere a hooligans, fala com conhecimento de causa.
Por outro lado, classificar os professores como marionetas do PCP, para além de uma ofensa ao PCP e aos professores, revela um grave delírio onírico, certamente alvo do interesse dos mais reputados investigadores. Agora, se houver coerência, também deverá chamar nomes feios ao cardeal patriarca D. José Policarpo por este ter considerado que os professores são muito mais importantes para o país que os políticos (provavelmente menos que os comentadores).
De qualquer modo, há comentários que se revelam por si. No caso deste, imita muito bem o ruído de uma ETAR em funcionamento.
Já concluímos que em Portugal todos percebem de Educação. Padeiros, picheleiros, electricistas, políticos, chapeiros, advogados, jogadores de futebol, músicos, ministra e respectivos secretários de estado, comentadores. Atenção, todos menos os professores. Já viram o ridículo de termos professores a atreverem-se a ter opinião sobre a Educação? Quanto mais a exprimi-la publicamente ou em manifestações.
Peço desculpa, mas tenho que vestir o fato de macaco pois vou entrar no turno da meia-noite na Lisnave (sem desprimor para estes trabalhadores que merecem o máximo respeito, até porque sempre estiveram na linha da frente nas lutas laborais; vejam onde pára agora a Lisnave)

Haja decência

12 03 2008
Ricardo Garrido

Peço desculpa pelo comentário repetido. Mas como me habituei à censura do Correio da Manhã, ao não ver o comentário publicado enviei logo outro, embora ligeiramente alterado.
Pelos vistos, no Correio da Manhã, consideraram vexatório ou difamatório o relato de um caso real protagonizado pelo indivíduo em causa.
Mas se todos os dias somos bombardeados com notícias que evidenciam o paraíso em que vivemos, corre tudo às mil maravilhas, se o governo de José Sócrates consegue negar a realidade em que nos encontramos actualmente, será menos grave que o Correio da Manhã negue um facto que ocorreu há mais de 10 anos.

12 03 2008
António Cunha

Muitos parabens e obrigado pelo seu texto, Paulo Carvalho.
Quanto ao Rangel: só fala de orelhas quem é orelhudo. De “Hooligans” percebe o energúmeno.
Fomos 100 000 professores dignos do nome e um exemplo de cidadania. Vim de Lisboa cansado, mas de alma lavada e com a sensação de que o “combate” pela educação está no primeiro assalto. Não percamos o Norte. Para desnorte caciquista basta o do pseudo jornalista.
Bem hajam.

12 03 2008
Carlos Almeida

Triste sina esta a de um país cuja História é, ciclicamente, marcada pelas alarves tomadas de posição de pseudo intelectuais como o articulista que assinou o texto do Correio da Manhã. Catilinárias contra classes, apenas movidas por inveja, t~em sido, afinal o pão nosso de cada dia. Este Rangel bem se podia chamar António Sardinha. Pois que fique este imbecil ciente de uma coisa: os professores hoje em dia talvez já não sejam como os professores de antigamente que ele quase enobrece. Pois não, mas também hoje já não há alunos como antigamente. Ele parece querer ignorar, ou então é mesmo néscio, que hoje também já não há famílias estruturadas como antigamente e que, podiam ser ignorantes mas eram educadas e incutiam educação e respeito nos filhos, base essencial para uma escola de sucesso. Hoje perde-se tempo a educar, em vez de ensinar, mas pretende-se avaliar os professores pelos resultadso inerentes aos conhecimentos que os alunos adquirem. Ele parece ignorar, ou então é néscio, que para esta desestruturação das famílias em muito contribuiu a estupidificação de meios de comunicação como a SIC, de que ele foi director, durante muitos anos, criando uma cultura de vacuidade e de dissolução de costumes e mentalidades. Como professor, não tenho medo nenhum de ser avaliado. Ele que fique a saber que para ser professor tirei uma licenciatura de 5 anos, fiz um estágio profissional de 2 anos, com cerca de meia centena de aulas observadas por orientadores pedagógicos, desenvolvi e continuo a desenvolver projectos para a comunidade escolar e educativa, voltei a fazer outro estágio profissional de mais um ano para aquisição de habilitação suplementar e leccionar saberes novos em mundos diferentes, levando a língua de Camões ao conhecimento de outros povos, conclui um mestrado e não tenciono parar por aqui. Se acha que isto é comodismo, falta de vontade de melhorar, de aprender coisas novas, então é porque é mesmo néscio. A marcha da indignação dos professores, em que me orgulho de ter participado, nâo deve ser confundida, maliciosamente, com a recusa dos professores de um qualquer novo sistema de avaliação diferente do que já lhes era aplicado até há 3 anos e suspenso por determinação do ME . O que 100 mil professores recusaram no dia 8 de Março – que entrará para a História da Educação em Portugal como data de referência – é a instrumentalização da avaliação como forma de cercear as legítimas aspirações profissionais dos professores, de repente estigmatizados por um governo fascista como o Alfae o Ómega de todas as maldições que se abatem sobre o país por culpa e responsabilidade directa do poder político e dos seus lacaios como Emído Rangel. O que os professores recusam é a transformação de um meio num fim em si mesmo. Rangel não percebeu isto e meteu-se por águas turvas ao escrever o que escreveu. Ou então percebeu e ainda andou pior, porque fez o papel de his master’s voice. Vozes de BURRO não chegam ao Céu.

12 03 2008
12 03 2008
Paulo Pereir

PARABÉNS pela frontalidade…
também sou um holligan e serei sempre enquanto me morderem nos calcanhares…
É triste que se dê cobertura a uns alguns pseudo-intelectuais que falam de tudo e não sabem de nada…
É pena que se chame geração rasca a esta rapaziada que nós ajudamos a crescer no dia-a-dia, quando quem nos governa é de uma rasquice incomparável e comprovadamente comprovada…será possível que esta geração que aí vem faça pior??…certamente que não. ah!… excepto para os pseudo-intelectuais.

12 03 2008
filipa silva

parabéns colega. subscrevo tudo o que disse.

12 03 2008
Mário Santos

A grandeza da sua lucidez é proporcional à mediocriodade extrema do bafiento ex-Marante, que, caído em desgraça, apenas pretende esticar a língua para lamber as botas ao Socrático 1.º Ministro, já demasiado polidas por escumalha da mesma estirpe.

12 03 2008
atever

Estas eram as palavras que eu gostaria de saber escrever.
Não sou professor mas sou pai. Ali ao lado está a minha “menina” que estudou 18 anos, saiu de casa pela madrugada, fez 70 quilómetros de carro e regressou às 21 horas. Depois de um dia de trabalho está (e são 23 horas) a preparar aulas para amanhã.
Ao senhor Ragel quero desejar uma boa noite de sono eterno.

12 03 2008
Luis Neto

Quem me dera a mim ter sido o autor de tão eloquente e magnífico texto.
Assim estendo-lhe a mão e cumprimento-o solenemente com votos bem expressos da minha mais profunda admiração por ter colocado por escrito o que me vai na alma.

12 03 2008
germano

Daqui fala um colega já reformado. Estou convosco, desde que se matenham na faixa da normalidade. Se que essa banda às vezes não é muito larga, mas não saiam dela. Em tempos dizia-se que o excesso prejudica tudo. Não era bem assim que se dizia, mas creio que dá para entender.´
Alguns dos colegas que escrevem devem conhecer-me, mas dirijo-me especialmente a Jorge Moniz Ribeiro. Ele sabe bem porquê e peço-lhe que me contacte por outros meios: tanto eu como a Odete gostaríamos de ter notícias.
Se tivesse este meio de contacto, certamente tê-lo-ia usado nos anos 60, 70 e seguintes, tamanhas foram as lutas em que me empenhei… nem sempre com o sucesso desejado. Os melhores êxtitos para todos.

12 03 2008
fátima

Caro colega os meus parabéns,era bom que este seu artigo chega-se a esse fantoche…

12 03 2008
Álvaro Reis

Apesar do texto desse tal Rangel se situar entre a “literatura de borrachão” e os “bitates de um atrasado mental” e por conseguinte valer o que vale gostei da tua excelente argumentação. Parabéns !

12 03 2008
Dina Barco

Quanto ao que escreveu, uma única palavra: BRAVO!
Depois do nojo que senti com as palavras do Rangel, precisava desta lavagem da alma que o Paulo me proporcionou.
Obrigada.

12 03 2008
AZULI

O sr. Emídio Rangel anda um tanto ou pouco desempregado!
A vida há uns tempos para cá, deixou de lhe ser facilitada.
O artigo escrito, para além de ser altamente insultuoso para nós, professores… tem um objectivo de âmbito muito pessoal: tenho que dar graxa, tenho que dar graxa, tenho que dar graxa… porque quero o meu “El Dourado” de volta!
PLEASEEEEEEEEEEEEE… EU TENHO IMENSO VALOR… !!!
Cínico e CRETINO!

12 03 2008
jose caldas

Desprezo é o que ele merece.

12 03 2008
luisa

Gostei do facto de assinar o texto, uma vez que tem sido comum, ultimamente, circularem na net textos de opinião, sobre o actual momento da política educativa, sem assinatura.
Permita-me, no entanto, dizer-lhe que o texto se inicia de forma elequente mas no final perdeu qualidade, porque se excedeu.
Saudações professorais 🙂

12 03 2008
Maria Fernandes

Parabéns colega!
Obrigado pela digna resposta dirigida a um ser que de Humano e Sábio nada tem.
Diz que se orgulha dos seus professores, com quem muito aprendeu. Se esta crónica foi uma demonstração dessa aprendizagem, demos graças pois a “escola” que frequentou era pior do que as nossas. Além disso duvido que, se os seus professores fossem vivos, retribuissem este sentimento de orgulho e de respeito. Coitado… a sua imagem pública já tinha nódoas qb, mas agora ….
Espero que a velhice lhe traga ainda um pingo de lucidez e lhe permita ractificar o seu infeliz e esclerosado deslise!

12 03 2008
sofia branco

Aqui vai a minha resposta ao palerma!

From: sofia branco
Date: 10/03/2008 23:19
Subject: Emídio Rangel
To: geral@correiomanha.pt

Gostaria de receber esclarecimento por parte da direcção do jornal sobre um assunto que me anda a intrigar há já alguns dias:

o Sr Jornalista Emídio Rangel anda a tomar alguma coisa (xanax, cogumelos mágicos ou extasy) que o faça escrever tantos disparates seguidos, ou está no jornal por terem pena dele?

De competência não se trata, qualquer jornalista que se preze, estuda primeiro os factos e só depois os publica, certo? Este senhor tem estatuto especial?

Sinceramente, é muito leviano comparar toda uma classe profissional a hooligans, mas mais preocupante do que isto, é usar um veículo de comunicação de massa para difundir as suas palermices!

Ganhe vergonha, vá para casa descansar, o seu cérebro já deu o que tinha a dar, deixe descansar a ervilhinha que anda para aí perdida!|

Tenho vergonha de viver num país onde meia dúzia de pseudo intelectuais têm opinião sobre tudo, mesmo não percebendo de nada!

Tenho vergonha de si e de pessoas como o senhor! Fanáticos e vendidos há muitos por aí, o sr encaixa nas duas categorias.

Quando não sabemos a verdade das coisas, calamo-nos, assim reza o bom senso, mas já que o sr é tão iluminado, convido-o a vir às escolas públicas de forma a aplicar as suas teorias pedagógicas.

Para terminar, apelo ao Sr. Director desse jornal: a minha irmã é jornalista, jovem, inteligente e extremamente competente ( editora numa televisão francesa), quer regressar à pátria, mas não tem emprego porque idiotas como o Sr Rangel não largam o lugar! Não estará na altura de o substituir? Acreditem que além de lúcida, é muito mais bonita do que ele!!

Com os melhores cumprimentos,

Sofia Branco

12 03 2008
Paulo Jorge Carvalho

MINHA NOSSA SENHORA ME ACUDA!
Eu queria poder agradecer, responder, sei lá, dialogar com todos vós! Acontece que esta minha carta está a varrer o país de uma forma que não esperava (mas desejava) e tantos são os comentários que me vão chegando que não consigo fazê-lo.
Leio com atenção todos eles e merecem-me igual reconhecimento e agradecimento. Menções honrosas, no entanto, para ROSA SILVA, MÁRIO MIGUEL, JOÃO CARLOS PEREIRA, CRISTINA COSTA, RICARDO GARRIDO e CARLOS ALMEIDA!

Como é possível Sr Germano? O meu blogue até estar a ter laivos de Ponto de Encontro? Se encontrar quem procura, que maior prazer eu posso ter?

Um abraço do tamanho do mundo a todos vós.

12 03 2008
margarida

Em primeiro lugar, parabéns pela frontalidade desta carta aberta!

Vê-se e ouve-se tanta coisa, que, de facto, já não se aguenta ouvir e ler barbaridades como esta.

Sou professora e estive na manifestação com muito gosto. Porque quem está “lá em cima” precisa saber o descontentamento que vai “cá em baixo”. Porque os portugueses AINDA têm direito a manifestar-se, tal como salientou o Presidente da República. E porque o tempo em que as pessoas tinham medo de dar a sua opinião já lá vai…

Esse tempo de censura, medo de falar (não fosse haver algum delator mesmo ali ao lado…), opressão e falta de liberdade de expressão “foi-se” com o 25 de Abril. Embora às vezes pareça que está a voltar…
Felizmente até o 25 de Abril foi lembrado nesta manifestação de “hooligans”, onde muitos ostentaram o símbolo da liberdade. E viram-se cravos vermelhos em bandeiras, cartazes, e como acessório ostentado por muitos e muitos professores.

Este sr. Emídio Rangel nem resposta merece, tal é a ignorância que revela sobre os assuntos da Educação. E como já dizia o outro, “vozes de burro não chegam ao céu”.

Por isso não respondo às suas ofensas, seria gastar o meu latim em vão… Porque quem pensa e escreve estas coisas só iria perceber o que nós professores sentimos, quando estivessem com uma turma à frente, mas daquelas com alunos que nem ao secundário chegam…

Uma turma de 24 alunos, com alunos brilhantes, bem comportados, que respeitam o professor, querem trabalhar, mas também com alunos NEE, alunos mal educados, alunos de quem até os pais se esquecem deles na escola, alunos que não fazem nada porque não lhes apetece, alunos que põem os colegas no hospital porque assim lhes apeteceu, alunos que gozam com o espaço escola porque têm tudo o que querem e acham que podem tudo, alunos mentirosos que subvertem a realidade e acusam os professores, etc, etc, etc.

Sim, porque estas mentes iluminadas que se insurgem contra os professores provavelmente até desconhecem que as escolas públicas têm alunos que as privadas e as universidades não têm.

Vejo muita gente a defender a srª Ministra e a dizer que também ela é professora. Cada um com a sua opinão, mas esquecem-se que a sr.ª Ministra pode ter dado aulas no ISCTE, mas de certeza que não teve certos alunos como os da escola básica. E de certeza que não teve que elaborar Planos de Recuperação para os alunos que indiciaram uma possível retenção à sua disciplina, e de certeza que não teve que elaborar Planos de Acompanhamento para os alunos que ficaram reprovados à sua disciplina.
E aposto que a srª Ministra não pagou com o dinheiro do seu bolso material para actividades com os alunos, não limpou o vomitado de alguns, não segurou na mão de meninos sem qualquer higiene para lhes ensinar a segurar o lápis, a fazer os primeiros traços, não recebeu pais que não mostram qualquer respeito pela escola e pelo professor, etc, etc, etc.

Cada nível de ensino tem as suas características e não se pode misturar o professor do ensino superior com o professor do ensino básico e secundário. Cada um tem, obviamente, as suas particularidades e dificuldades de trabalho. Mas não se pode medir tudo pela mesma bitola. Simplesmente não se pode.

“Ah e tal…, eu dei aulas na Universidade.”
“Ah e tal…, eu dou aulas numa escola a crianças que estão a aprender a ler e a escrever.”

Mas o problema da educação é que se está a parecer cada vez mais com o futebol. Sobre o futebol toda a gente opina, todos sabem quem é que há-de jogar, porque é que este deve ser convocado, porque é que o outro tem de treinar mais… – são os chamados “treinadores de bancada”!

Na Educação parece-me que há os “professores de sofá”, que são aqueles que nunca deram aulas mas que mesmo assim sabem tudo sobre a Educação (fantástico!). Aqueles que não sabem como funciona uma Escola mas que mesmo assim falam como se percebessem muito do assunto.

Enfim… 🙂

Cumprimentos

13 03 2008
Paulo Jorge Carvalho

Como não partilho da mesma forma de filtragem usada pela redacção do Correio da Manhã (por minha opção, aqui nenhum comentário passa por qualquer filtro e é publicado de imediato), quero dirigir-me pessoalmente à ilustre Sra, Luísa (3 ou 4 comentários acima) pois foi a única pessoa que até agora parece não subscrever inteiramente a minha carta, ao dizer que me excedi no seu final.
Caríssima:
Não duvido dos pergaminhos de educação que ostentará e muito menos que sejam superiores aos meus. No entanto gostaria que concretizasse em que é que lhe parece ter-me excedido, num legítimo direito ao contraditório a uma verdadeira diarreia verbal onde abunda a ofensa, a agressividade, a má educação e uma gratuita arruaça intelectual.
Tem a palavra…

Um cumprimento especial

13 03 2008
Paulo Jorge Carvalho

Margarida?

Brilhante!

13 03 2008
ana

Aqui nao é o Texas Sr. Ranger!A-qui é Por-tu-gal …começa com a letra P, Portugal… ou tambem precisa de uma liçao de Geografia? Coitado, o homem passou-se!

13 03 2008
ana

nunca mais compro livros do Miguel Sousa Tavares. Esse tambem deve pensar que esta no texas… mas esse sabe ler! 🙂

13 03 2008
Um dos “HOOLIGANS"

Para a Margarida, dois ou três comentários acima,

PARAAAAAAAAAAAAAAABENS!!!!!

13 03 2008
José Barros

Grande resposta!

13 03 2008
soniapessoa

Não sendo professora, apenas mãe, e sobre isso já deixei um comentário na “secção” Lugar à Opinião, parabéns Paulo. Imagino que se sinta assoberbadamente feliz com esta manifestação em peso. É destes incentivos que precisamos para continuar a caminhada que cada um de nós percorre. Os meus sinceros parabéns e força!

13 03 2008
António Andrade

Exmo Senhor

Tive o grato prazer de poder ler o seu comentário ao artigo arruaceiro, agressivo, mal educado, idiota e demonstrativo de um mau carácter e odioso, escrito por um pseudo intelectual de meia tigela chamado Emidio Rangel.
Caro Senhor, não o conheço e certamente nunca o virei a conhecer, para além do mais nem sou professor, mas senti-me ofendido pelo modo como toda uma classe profissional foi ostensivamente espezinhada, ao tentar demonstrar a sua indignação através da maior manisfestação jamais realizada em Portugal.
Se estar de acordo com a vossa legitima luta é ser holligan, se estar em desacordo com um Governo autista que infelizmente confunde maioria absoluta com poder absoluto, então em também sou Holligan, se estar em desacordo com a politica de confrontação directa e de cegueira que uma ministra escolheu, sabe-se lá por quê ( os designios divinos só ao fim de algum tempo é que são claros), para meter “na ordem” uma classe profissional, então eu sou Holligan.
Mas, uma coisa devo confessar, concordo que toda a gente deve ser avaliada.
Baixar os braços agora, seria desistir e abdicar da vossa dignidade

Façam o favor de serem minimamente felizes

13 03 2008
ruiespinho

Caro professor Paulo Carvalho:

Há coisas que não merecem a nossa preocupação ou comentário e quando são “coisas do circo”, está tudo dito.
De todas as injúrias que o autor escreveu e que, indiscriminadamente, colou a todos os profissionais da sua classe, só uma dúvida me assalta: que formação pedagógica tem o dito senhor para ter dado aulas [“no liceu e na universidade”]?
Os cidadãos não são parvos e, opiniões como as do artigo em questão, colam-se como lapas a quem as emite.
Cumprimentos

13 03 2008
pjrcarvalho70

PONTO DE ORDEM

Caros colegas e não só:
Muitas têm sido as alusões às crónicos e/ou artigos de comentadores como José Miguel Júdice, Miguel Sousa Tavares, Fernando Madrinha, António Monteiro, Pedro Pinto e outros, colocando-as no mesmo «saco» da ode mal-criada do Rangel. Não o façam por favor!
Digo-o porque sou democrata, acho que todos têm direito de opinião desde que ela seja exprimida sem ofensa pessoal, calúnia, insulto ou difamação. Após a sua leitura, parece-me, sinceramente, o caso de todas elas, às quais responderei em mais uma carta aberta que estou a redigir e espero publicar antes do final da semana.
Afinal de contas ninguém me pode tirar o direito de pensar o que eu quiser dos médicos ou dos advogados ou dos políticos ou dos pedreiros e, se quiser, dizê-lo com elevação, ainda que eventualmente errado.

Até já…

13 03 2008
Manuel Ferreira

EU HÁ MUITOS ANOS QUE ME INOJO. RANGEIS JÁ DÁ VONTADE DE RANGER. SE UM DIA ISTO ESPLODE, SE CALHAR RANGEM MESMO. APETECE NÃO PERTENCER AO MESMO PAÍS… É O QUE SINTO. UM NA TV E NÃO SEI QUE MAIS; OUTRO NA JUDICATURA E NÃO SEI QUE MAIS. E DEPOIS OS LATERAIS: COMO O PÚBLICO CASO DO SOLICITADOR NÃO SEI QUÊ …QUE TERÁ PAGO À ENTÃO MULHER DO RANGEL JUDICIO NÃO SEI QUÊ. E ESCUTAS E NÃO SE PROVA E NÃO SEI QUÊ… PROCESSOS E NÃO SEI QUÊ…SABEM DO QUE ESTOU A FALAR: NÃO HOUVE TV, RÁDIO OU JORNAL QUE NÃO FALASSE NISSO. MEMÓRIAS CURTAS, DESTE POVO!
ESPERAVAM O QUÊ, DUM IMBECIL, PSEUDOINTECTUAL?

13 03 2008
UMA MÃE

PARABÉNS PAULO CARVALHO

SOU MÃE, A AVALIAÇÃO DEVIA ATINGIR TAMBÉM POS PAIS, OS PAIS DEVIAM SER AVALIADOS E NÃO AVALIADORES. QUANTOS NÃO HÁ QUE ENCARAM A ESCOLA COMO UM DEPOSITO DE MENINOS, PASSEAR COM ELES… NUNCA… ESTAR COM ELES NUNCA… NEM SABEM QUE DISCIPLINAS TÊM OS FILHOS. SE OS PAIS FOSSEM AVALIADOS PELOS RESULTADOS QUE OS SEUS FILHOS OBTIVESSEM SERIA JUSTO. A EDUCAÇÃO COMEÇA EM CASA.

QUANTO AO SENHOR QUE ESCREVEU AQUELA BARBARIDADE… ESTÁ À ESPERA DE POLEIRO

13 03 2008
Nuno Machado

PARABÉNS pela sua carta.
Não sou professor, mas casado com uma docente.
Este senhor Rangel deveria ser avaliado e considerado insane pelo que diz. Como é possivel que diga coisas destas, este senhor, que durante anos colaborou no embrutecimento de um povo, com programas e programações como as que foi responsável.
Pela ordem de ideias do Sr. Rangel o Partido Comunista ganha as próximas eleições com maioria absoluta!!!!! 100 mil professores todos comunistas??? Sr. Rangel, Beba com moderação.

13 03 2008
Octávio Lima

Obrigado, Colega, pela atitude e oportunidade de unir as várias pontas da nossa indignação perante as palavras ofensivas de Emídio Rangel. Em devido tempo expressei o meu sentir em carta enviada ao director do CM, e que dizia: “Li o último texto de Emídio Rangel. No mínimo, lamento vê-lo perder as competências e as capacidades que julgava ainda tivesse. Nunca em 33 anos de professor me senti tão ofendido e humilhado como depois de o ter lido. Por isso, acho que o V. colaborador devia pedir públicas desculpas pelas ofensas e humilhações tão levianamente proferidas contra os professores. Aconchego-me, entretanto, à memória que conservo do meu avô que, no final dos anos 60 e tendo a 4ª classe como habilitações académicas, me dizia “A ignorância é atrevida”.
Octávio Lima, Espinho

13 03 2008
Nuno Machado

Sou pai, já fui presidente de uma associação de pais, as minhas filhas estão e estarão em escolas públicas porque acredito no ensino público e nos professores que dão o melhor que podem apesar das dificuldades que têm de ultrapassar diáriamente.
Estou do vosso lado e na proxima MANIF lá estarei com vocês.

13 03 2008
Maria José

Parabéns!
Mais uma “hooligan” com mais de 30 anos de ensino, licenciada e com estágio pedagógico de dois anos.
Na entrevista que é publicada no mesmo jornal, é dito que o indivíduo (rangel) andou em História e que é professor universitário.
Duas questões simples:
1- Andou em História ou esteve apenas matriculado, no ano de 1975?
2- Desde quando é que “andar” seja lá em que curso for, dá habilitações para se ser professor universitário ou outra coisa qualquer?

13 03 2008
Joaquim Moedas Duarte

DE ACORDO! TOTALMENTE!
Abraço solidário

13 03 2008
Jorge Almeida Bernardo

Bravo, Paulo Carvalho! É esta a coragem de que a classe precisa. Eu não sou professor (sou empresário, pai e cidadão) mas fui à manifestação e estarei, como muitos outros, a vosso lado. Sobretudo depois de ver a polícia nas escolas…

13 03 2008
Cristina Freire

Obrigada , Paulo, pela tua carta .
Consegues exprimir tudo o que nós , professores , achamos sobre o analfabeto Emídio Rangel (auscultação na minhA ESCOLA)
Ensino, educo e formo jovens cidadãos (como todos os professores deste país) há 27 anos e posso dizer que a nossa ministra conseguiu pôr-me a dizer palavrões aos 49 anos de idade. Apanhei uma enorme depressão , posso garantir e todos os meus colegas confirmam, que foi devida à enorme pressão com que me defrontei este ano lectivo, pois mal entrava na escola começava a chorar e não conseguia parar. Emagreci no espaço de 1 mês -5 kg pois não me apetecia comer nada.
Penso que não é preciso dizer qual a pressão , todos sabemos: sermos avaliados por meio de chantagem (ou dás boas notas ou então não tens Excelente), competição de forma negativa , e mais não escrevo…
Não posso deixar de desabafar e dizer que me está a custar imenso a ” ir ao sítio” , pois não consigo aceitar estas mudanças de valores que a nossa sociedade está a sofrer .
Paulo, vamos todos continuar a lutar pela nossa dignidade e pelos nossos verdadeiros valores
Prabéns Cristina

13 03 2008
Ruca Nunes

Colegas, para discutir estes e outros assuntos relacionados com a educação e com os professores, visitem a Sala dos Professores em http://www.saladosprofessores.com!
Já somos mais de 12.000 professores registados e a participar activamente no fórum! Juntem-se a nós e registem-se! Quantos mais formos mais alto se ouvirá a nossa voz da razão!

13 03 2008
Helena Carriço

Verborreia imunda do sr.Rangel

Este homenzito ignorante e déspota tece comentários asquerosos sobre professores a quem chama “hooligans alugados pelo partido Comunista”. É aconselhável consultar um neurologista, a doença Alzheimer é uma doença do cérebro (morte das células cerebrais e consequente atrofia do cérebro), progressiva e irreversível. Começa por atingir a memória e, progressivamente, as outras funções mentais. Quando engoliu a cassete socialista baralhou tudo e confundiu-se, metendo os pés pelas mãos. À medida que a doença evolui, a comunicação inviabiliza-se, está aí a explicação, esse senhor não pode continuar a escrever baboseiras desconexas, ele é inapto! Estes doentes necessitam de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as actividades elementares como fazer contas, porque cem mil, são dois terços dos professores! Alguém com a doença de Alzheimer pode esquecer completamente o que são os números e o que tem de ser feito com eles.

Este pretenso senhor deprecia os operários, quem é ele? Terá algum fetiche por travestismo? Não sente vergonha por tanta ignorância e pretenciosismo exacerbado? Informe-se devidamente antes de escrever artigos patéticos e insultuosos sobre uma classe.

Outros dos sintomas desta doença é tornar-se extremamente confuso, conturba soldados comunistas e o seu próprio fundamentalismo socialistazinho, revelando alterações da serenidade sem que haja qualquer razão para tal facto.

Escreve este artigo uma “pseudoprofessora” que ensinou centenas e centenas de meninos e meninas a ler, a escrever e a serem cidadãos bem formados, respeitadores e educados. Estou nesta notável profissão, sem mândria mas por genuína vocação.

Vozes de burro não chegam ao céu!

Helena Carriço

13 03 2008
Jorge Moniz Ribeiro

Colega Paulo Carvalho
Já que referiste que este até é “ponto de encontro”, peço-te o favor de enviares o meu endereço de “mail” para o colega que assinou «germano», pois não sei se ele voltará a esta página?
Obrigado.
jorgemonizribeiro@sapo.pt

13 03 2008
Jorge Moniz Ribeiro

Desculpa lá ponto de interrogação indevido…

13 03 2008
Outra Mãe

Para quando uma “revolução educativa” que confronte os pais deste País e os condene por se absterem das suas responsabilidades na educação dos seus filhos? São pais como o Sr. Rangel que enchem as escolas de “bardinas”, que nem eles querem aturar e acham que os professores, funcionários e alunos dignos desse nome os devem suportar. UM PROFESSOR É PREPARADO PARA ENSINAR, MINISTRAR AS LETRAS, AS ARTES E AS CIÊNCIAS, NÃO É UM MOÇO DE RECADOS PARA CUMPRIR TAREFAS QUE PERTENCEM AOS PAIS. É altura de rodar 180º e conduzir as avaliações e os ataques aos pais deste país que não cumprem com a sua digna e excelsa tarefa de dar educação,passar valores e responsabilizar os seus filhos perante a vida e os outros. A vida não é a televisão do Sr. Rangel. A vida não é telenovela. A vida é uma oportunidade única de se viver com dignidade e isso significa MERECER de acordo com o esforço, o trabalho, o empenhamento, o brio, o respeito, a dignidade e um relacionamento condigno com os outros e a própria vida.

Parabéns, Sr. Professor. Estes País que abra os olhos e entenda de uma vez por todas que um Professor é para respeitar, acarinhar e que esse respeito começa em casa quando se diz a um filho que na Escola a palavra do Professor é para ser cumprida. Sem professores,o que seria deste País?
Um abraço.

13 03 2008
LUIS OLÍMPIO

Não sou prof , mas gostei do que vi . Não escrevi para o CM , pq já sabia que não seria publicado o artigo . Gostei da resposta , mas como militante comunista , tb fiquei abismado com tanta gente , e os profs têm que ter uma linguagem diferente , a demarcarem-se que não eram do PCP , cada um é o que é , mas com o sentido tão depreciativo como o senhor rangel , que não eram COMUNAS.
Já agora aproveito para informar que os comunistas portugueses são comunistas , não são COMUNAS.

Um abraço amigo

PAULO

13 03 2008
lurdes sabino

Obrigada Paulo de Carvalho pelo seu excelente texto . São senhores como este Rangel e outros, que não percebendo nada de um assunto, resolvem destilar todo o veneno emitindo opiniões que não passam de absurdos disparartes. Por que motivo não estudam e se informam, antes de emitiram opiniões ? Não fazem os trabalhos de casa ? É que são fundamentais quando se quer dar uma opinião sobre o que quer que seja.
São senhores como este que são os principais responsáveis pelo estado em que se encontra o ensino, porque não estudam, porque não leem, porque acham que qualquer imbecil entende de educação, melhor que qualquer profissional ( professor ) . São senhores como este que são os responsáveis pela desvalorização do ensino, pelas mudanças sistemáticas e quase anuais dos programas curiculares, pelas alterações constantes e quase anuais dos exames nacionais, ( os que ainda existem ) pela emissão quase diária de decretos lei, circulares, etc, que obrigam as escolas a seguir o caminho do facilitismo, do laxismo, para que as estatísticas do sucesso escolar aumentem, enfim e mais não digo, porque pelo que já li dos anteriores comentários, nós, professores, não andamos a dormir. Ou acordámos agora e ainda bem. Bem hajam colegas, sinto um grande orgulho em pertencer a esta classe.

13 03 2008
João Soares

Eis a minha carta enviada ao Correio da Manhã
“Como professor, repudio, de forma veemente e triste, a opinião emitida
pelo Sr. Rangel, na coluna “Coisas do Circo” (CM, de 08-03-08). Espero num dos seus próximos editoriais, um pedido formal
de desculpa aos professores, pelas barbaridades
aí escritas e pelas ofensas nela contidas.
Com os melhores cumprimentos”
E parabéns Paulo carvalho

13 03 2008
maria malheiro

Caro colega Paulo, o meu muito obrigado pela sua carta enviada ao sr.(?) rangel,
tambem enviei a minha, tal foi o nojo que me meteu ler todas aquelas atrocidades. Sem sombra de dúvida que estamos a falar de um atrasado mental, mas quem o deixou públicar tais comentários será o quê?

13 03 2008
Alexandra Vale

Muitos parabéns pela corragem em chamar as coisas pelos nomes! Não sou professora, mas sou mãe, e acho que o nosso sistema educativo atingiu um ponto de ruptura tal, sob a esfinge do progresso, em que nos nossos jovens chegam à universidade completamente incapazes de pensar, são malcriados e não respeitam ninguém.
Não sei qual era o problema das escolas na década de 70 e 80 (tenho 35 anos)! Eu tive óptimos professores, pessoas que sempre respeitei e admirei, que me transmitiram valores e princípios (juntamente com a minha família) e que ensinaram a estudar e a pensar. Não era fácil “passar” de ano, tínhamos que aprender de facto! Quando fui para a universidade ia preparada. Sabia que tinha de me esforçar se queria tirar um curso.
Com a instauração da época do facilitismo e da anulação do poder do professor na sala de aula, tudo passou a ser permitido! Algum dia, eu, ou algum dos meus colegas de turma, pensaria em faltar ao respeito a um professor?!
É urgente mudar!! As nossas crianças não têm tempo de ser crianças! Passam demasiado tempo nas escolas e não sobra tempo para brincar! Depois admiram-se que cresçam demasiado cedo e que façam coisa impróprias para as suas idades!! É muito “morangos com Açucar”!!!

13 03 2008
alberto

E já ninguém se lembra da cena do Rangel entrar nas instalações da TSF de martelo e berbequim?! Isso sim, isso foi de hooligan!!!
O Partido Comunista deve estar muito forte… conta com 99% dos professores e o Mário Nogueira tem um poder que ninguém imaginava… ainda ganham as próximas eleições por maioria absoluta… O Rangel que não se esqueça de tomar os comprimidos aantes de sair de casa!!! Até hoje votei sempre (repito, sempre) PS mas nas próximas eles ñão contem com o meu voto.

13 03 2008
Margarida

Se é certo que quem não se sente não é filho de boa gente, mais certo é que
o insulto e o vilipêndio só mancham quem os profere e que nunca, em caso algum, há justificação para que a resposta a um comentário humilhante seja dada com argumentos equiparáveis. Pelo menos foi isto que alguns dos meus bons professores me ensinaram… enfim, outros tempos!

13 03 2008
Duarte Moreira

Paulo Carvalho e todos o restantes:
Não sou professor, mas tenho em casa quem o seja, por isso vivo de muito perto a v/ situação. Digo-vos que tive vergonha de ser português quando li aquela “coisa”. No entanto, voltei a ter orgulho com estes comentários, deixem-me dizer que quem escreve assim merece o apoio de todos, mesmo o que não pertencem á classe, no fundo defende não só o grupo dos professores mas a dignidade de ser português.
Também eu tinha algo escrito onde falava daquela criatura mas… nada que chegue aos calcanhares do que escreveu o Sr. Paulo Carvalho. Os meus sinceros parabéns.
Façam chegar a nossa indignação aos meus de comunicação social, eu tentarei…

13 03 2008
fátima

Obrigada colega…por resposta tão bem escrita.
Excelente para si!

13 03 2008
Fernanda

Onde chegamos!!!
Todos se sentem direito em dizer mal dos professores. Com artigos destes publicados como fica a autoridade dos docentes?
Como mãe e como docente quero agradecer a contestação ao documento escrito pelo Sr. Emídio Rangel que pelo que afirma não faz ideia do modo como está está a escola Pública, nem como ficará com o sistema que querem implementar.
Tenho os meus filhos em escolas públicas, pois neste momento ainda temos ensino de qualidade, professores excelentes, contudo com as mudanças previstas na educação não sei por quanto tempo irão continuar em escolas Públicas. Talvez mais tempo do que o que desejaria por não ganhar o suficiente para os colocar num privado.
Obrigado colega Paulo Carvalho

13 03 2008
Hugo

Já tentei ler metade, mas não consegui. Paulo, deste-lhe forte desta vez 😉

Vais ficar famoso com tanto comentário 🙂

13 03 2008
Nuno

Divinal.

Uma merecida resposta ao Sr. Rangel…

Quem diz o que quer, ou o que quer e o que não quer…..

13 03 2008
convidados

Não gosto do Emídio Rangel e não me identifico com este governo.

No entanto, eu acho que toda a polémica que tem envolvido o assunto da contestação dos professores serviu para algo importante:

demonstrar a falta de educação e de nível de muitos professores.
tenham vergonha naquilo que escrevem e no que dizem na televisão quando são entrevistados nestas manifestações.
Dou só um exemplo, em relação aos comentários que li aqui. Uma pessoa que escreve aquilo que “ATM” escreveu sobre os alunos, NÃO pode ser professor. E não vi nenhum dos senhores e senhoras que aqui comentou depois referir esse facto. Só estão preocupados com os ataques à classe?
Por favor, tenham dó…. E ganhem alguma educação.
Tenho visto cada coisa escrita por pessoas que se dizem professores, que temo cada vez mais pela educação.
Há 15 anos também fui aluno e sei que há muitas pessoas que não merecem o título de professor. Se estão preocupados com a Educação, denunciem estes casos e façam bem o vosso trabalho.
A questão em causa é complexa e não quero parecer redutor, nem sequer discutir tudo o que envolve a polémica. Só achei que devia de lançar este alerta.

Pedro Lourenço

13 03 2008
Isabel Antunes

Caro Colega:
Parabéns pela carta aberta. Sou professora, não estive na manifestação pois fui com alunos de Braga para o Corta Mato Nacional realizado em Loures (nos dias 7 e 8 de Março). Se pudesse teria estado lá, mas as minhas obrigações profissionais e morais impediram-me de estar presente. Gentinha como o Sr (sr? Dr não será de certeza devido à sua falta de profissionalismo) Emidio Rangel ainda há muitas mas essas certamente (ou não) serão mais desculpaveis devido à sua falta de conhecimentos.
PARABÉNS!

13 03 2008
Anne Victorino d'Almeida

Parabéns pela carta aberta, colega Paulo Carvalho.

13 03 2008
Tb Professora

Senhor Pedro Lourenço,
O senhor não deve conhecer nada do ensino nem do tipo de alunos que passam pelas várias escolas!
Por acaso não tinha lido o artigo que referiu, por ser demasiado grande. Com a sua observação, li e, se bem que não se aplique a todos os alunos (também há alunos que não têm aquelas características e a quem dá gosto dar aulas – pena que sejam em reduzido número ou apenas em determinadas zonas), o que foi referido por ATM é o que se passa com um enorme número de alunos e cada vez mais. Há alunos que, quando sáo chamados à atenção para náo sujarem, dizem que as auxiliares estão lá para limparem e se lhes perguntamos se em casa faziam daquela forma, alguns dizem que fazem pior.
Tudo o que foi referido é o que acontece por este país fora. E os blocos de 90 minutos pioraram as atitudes na sala de aula e até os resultados escolares. Não quero com isto dizer que são os alunos os culpados. Eles são vítimas do sistema e das medidas adoptadas pelos governos. A escola está a transformar-se num espaço que não lhes dá liberdade para correr, saltar, gritar, … sem ser nas aulas.

13 03 2008
(M)

O Rangel, ex-PCP, ex-MPLA, é um espertalhuço atrevido, com enormes lacunas culturais. É bom lembrar que deitou mão a todos os truques para alcandorar a SIC ao primeiro lugar de audiências, desde os filmes pornográficos do Play Boy à compra da audimetria. Como oportunista que é, dá tudo e mais alguma coisa para agradar ao chefe, esperando que ele lhe faça a esmola de um lugarzito qualquer. Mas parece que até o chefe acha demais o esforço…
Caros professores, eu não esqueço que muito do que sou o devo a quase todos os professores que tive. É consolador verificar que os professores do meu país continuam a não ser burros.

13 03 2008
convidados

“Os alunos portugueses vestem-se como trolhas, chulos e prostitutas”

só para citar a parte mais aberrante.

há mais professores com esta opinião?

Pedro Lourenço

13 03 2008
Maria Celeste

Parabéns, Paulo!

O senhor Rangel chamou-me comunista … a mim que nunca o fui e que fiz o meu baptismo em manifestações aos cinquenta anos de idade e vinte e dois anos de serviço. Também sou incompetente … no meu currículo como do Paulo, como no de cada um de nós consta toda a espécie de avaliação exigida e ainda formação em Supervisão dos Exames Nacionais de 9º ano, ministrada pelo GAVE.

BRAVO!
Deu rosto à nossa indignação!

13 03 2008
Alípio Pereira

Caro colega,
é com imensa tristeza que vejo o artigo deste senhor. Poderemos atribuir o nome de seu artigo como “quem escreveu isto é de Marte”… Enfim… Infelizmente não estive presente de corpo e alma na manifestação, pelo facto de estar a leccionar na Madeira, mas segui com as minhas forças todo o movimento… ah, e dei a cara pelo PS nas autárquicas anteriores como cabeça de lista a uma freguesia… Vamos lutar para demonstrar a estes CROMOS da BOLA que a dignidade é o nosso lema…Abraço

13 03 2008
Isabel Simões

Parabéns, Colega!!!!!

13 03 2008
Antónia

Parabéns colega!
Sou também mais uma dos HOOLIGANS que por acaso até votou PS. Infelizmente…mas no sábado estive presente na manifestação. tal como os elegi também tudo farei para os derrubar.

13 03 2008
Luís de Brito Camacho

Como eu gostaria de ter tido o Dr. Paulo Carvalho como meu Professor… Um exemplo de coragem, cidadania e frontalidade contra esta forma de jornalismo rasteiro, acintoso e profundamente cobarde. O Dr. Paulo Carvalho soube responder com elevação e assertividade. Parabéns!
Como cidadão e pai de dois jovens no Ensino Público tem a minha solidariedade…

13 03 2008
Carmo

Olá Paulo!

Confesso que fui uma das divulgadoras do teu blog. Justiça seja feita, não poderia ser de outra forma! Estás, de facto, de parabéns!
Quanto ao senhor em questão, deve ter sido um grande cábula, só assim se pode caluniar uma classe tão importante como a nossa.
Perante isto, digo com todo o orgulho que fui tua colega de curso e, se já te admirava…
Beijocas

13 03 2008
Benilde

Caro colega!
Adorei o que li! Ainda bem que existem professores que têm a coragem de enfrentar aqueles que nos tentam derrubar.Esse Rangel e muitos outros como ele ,não são nem nunca foram professores para terem a coragem e a audácia de fazerem os comentários que ele fez.É inconcebível para não dizer inacreditável que uma figura que se diz pública escrever da forma como ele o fez. Nem o cidadão mais inculto usa os argumentos que ele usou. Ultrapassou todas as barreiras possíveis, ofendeu milhares de professores que todos os dias lutam para conseguirem ensimar, motivar, educar, acarinhar, ajudar e muitos outros verbos … O meu muito obrigada pela sua coragem. Um abraço sentido

13 03 2008
antonio fagundes

é lixado ter que trabalhar e ser avaliado como os outros de outras areas…a mandriagem vai acabar!!!

força rangel contra estes preguiçosos

13 03 2008
Jorge Ruas

Caro Paulo
Não sou professor, mas considero-me um cidadão informado pelo que lhe quero dar os parabéns pela coragem e pela qualidade do texto que escreveu.
Infelizmente, não faltam neste país “vira casacas e vendidos ” que sem escrúpulos e a troco de muitos “tostões”, dos nossos impostos, diga-se, vão escrevendo o que bem lhes apetece porque tiveram sempre a cobertura do poder político .
Realmente, nem no grande universo dos “animais” o senhor Rangel teria lugar, o que é pena pois certamente daria uma belíssima “besta”.
Um abraço

13 03 2008
fernando barros

A parte boa é que este sr realmente qd foi sujeito a avaliação das audiências foi despedido pelos pessimos resultados que estava a ter perante a concorrencia e perante o desbarato financeiro dos €€€ do Sr Balsemão, a SIC demorou algum tempo a recuperar – péssima gestão a todos os níveis.
A parte má é que apesar de tudop levaram-no de mão dada para a televisão publica – a mesma classe politica a quem o sr Rangel lambe as botas com este artigo.
Finalmente algúem teve o bom senso de o avaliar e mais uma vez rua, só que desta vez com o dinheiro de todos os portugueses que pagam impostos nos seus bolsos.
Em termos de jornalismo se existisse uma avaliação ética este sr nunca teria progredido e o Correio da Manhã não existiria, curioso o titulo de 1ª página em que destaca a palavra Professor numa noticia de homicidio, será que se fosse um trolha ou um jornalista também daria destaque até o 24 horas teve mais recato, será tudo isto jornalismo, felizmente há liberdade de imprensa, mas devia haver uma avaliação ética para este tipo de pseudo colunistas e jornalistas.

13 03 2008
JP

Este… é melhor nem dizer… foi o mesmo que num programa sobre o 25 de Abril, quando o Cavaquismo chegou ao poder e se entoavam os Deus, Pátria e Família, veio elogiar o salazarismo e usou o “seu” canal para branquear o Estado Novo. Se ele tivesse passado umas horitas na frigideira… carago… talvez aquele cérebro de azeitona encarquilhada tivesse dado mais um bit! bosta!

13 03 2008
JP

PS: deixo aqui mais um tema de indignação. Por favor não deixem desmantelar o Museu Nacional da Ciência e da Técnica e perder o seu espólio. Vejam as razões no http://www.naturezanaturada.blogspot.com. E assinem a petição ao Presidente da Assembleia da República. A Bem da Cultura, A Bem de Portugal.

13 03 2008
Paula

Obrigado colega Paulo Carvalho por ter sido a voz de muitos “Hooligans”
Já me tinha chegado, via mail, este pseudo-artigo… que me indignou bastante.

Uma resposta à altura dos insultos do Rangel (que deve ter como comparsa um tal de fagundes… devem ter o mesmo estatuto).
É triste que tenhamos jornalistas que pensam deste modo… mas enfim…
Parabéns Paulo
Apoiado!

13 03 2008
A. Carreto

“A verdade é como o bom azeite vem sempre ao de cima”
Nem todos gostam, mas têm que ser ditas.
Pena é que nem todos a conheçam, as injustiças têm que acabar e os previlégios também. Fui professor por necessidade e depois por opção, sempre professor nos 3 cantos do país. Lisonjeava-me o facto de esta ser a única profissão onde se entrava por mérito e por concurso público, em lista que todos podiam consultar, espero que não acabe. Com quase 30 anos de carreira ininterrupta, sem poleiros nem tachos, tenho apanhado muitas reformas, cada uma pior que a outra. Para os meus alunos a minha disponibilidade tem sido total, até em termos económicos, porque nem todos são ricos.
Força colega, ergamos a nossa voz e façamo-nos entender. A.C.

13 03 2008
maria josé alves covita leitao santos

parabens desta vez fomos unidos porque só dá aulas quem ama o que faz.ando eu ha trinta anos a ser huligan ou lá o fudin que o dofa até fiquei dislexica descobri agora a custa desse senhor rannnnnngggeeeeee……estou a ficar prima do elástico estica como o ….é o que aprendo com alguns alunos…não faço…não me apetce …tira a mão ….e e e gostava que esse senhor soubesse o que é dar aulas mesmo enfim dos fracos não reza a his tória e só se atiram pedras as arvores que dão fruto . uma coisa o senhor rangel tem que saber cá se fazem cá se pagam as pedras que me atira a mim eu devol-vo-as de algodão mas Deus não dorme e podem cair de xisto, granito,volfamite só uma lasquita…..

13 03 2008
pjrcarvalho70

RESPOSTAS VÁRIAS

Mais uma vez saúdo toda a gente que por aqui tem passado e tem sido tanta, que eu estou quase incrédulo!

1) Sr António Fagundes, por favor não me suje o blogue, ok? Julgar que os professores não fazem nada, são preguiçosos e não são avaliados, é um problema que é seu e tem o direito de o achar como, aliás, muita gente desinformada; contudo ache-o com educação e respeito, pois com a expressão «força rangel» você acaba de escarrar na minha cara e lhe garanto que se se atreve a fazer mais alguma alusão em defesa da diarreia verbal daquele senhor, vedar-lhe-ei a publicação de imediato!

2) Sr Pedro Lourenço, o que foi dito por ATM, por muito que lhe custe aceitar, garanto-lhe que é uma realidade em escolas portuguesas; se há alunos vestidos como chulos e prostitutas, serão decerto uma minoria e concordarei consigo no exagero e impropriedade dos termos. Mas de resto tudo o que está referido acontece; felizmente, parece-me que não está generalizado, mas se alguém está a contribuir para o alastrar deste pantanal socio-educativo, os professores não são de certeza; fique bem seguro disso!

3) Sra Margarida, acha então que fui igual ao Rangel na resposta que lhe dei, hein? Pois acha mal! Deveria ter dito: «não se deve deixar que a raiva nos leve quase a responder da mesma forma» pois isso lhe garanto que foi o que a gana de qualquer professor lhe balbuciou. Mas não!!! Enganou-se! Se reler com mais atenção e acuidade a minha carta, sobretudo os detalhes, reparará que eu e o Sr Rangel somos extremamente parecidos; ambos temos duas pernas!!!

4) Obrigado querida amiga Carmo. Um beijinho!

5) Sr Luis Brito Camacho, para além de não ser Dr, digo-lhe apenas que se me tivesse tido como seu professor seria, se calhar, o mesmo cidadão que é; apenas teria no seu percurso de aluno, um professor para quem não há maior gozo do que ser lembrado pelos alunos como um fazedor de amigos para a vida. Como eu, Sr Luis Brito Camacho, há «resmas», «paletes»… diria, manifestações inteiras de professores!

6) Sr Jorge Moniz, já tratei do assunto! Deixe-me apenas referir o seguinte: ironia das ironias, o «Ponto de Encontro» foi dos poucos programas úteis do tempo de Sr Rangel na SIC, lembra-se?

7) Termino, para já, com menções honrosas para os comentários de A. Carreto, Cristina Freire, Helena Carriço, Outra mãe e Alexandra Vale.

8) Este espaço continua aberto a todos os cidadãos que queiram partilhar opiniões e contrinbuir para o bem da Educação.

Muitíssimo obrigado a todos!

13 03 2008
luis

Eu sou professor, tal como o colega, e o que eu acho chocante não é a opinião do dr. Emidio Rangel, é os colegas considerarem que ele não tem o direito de a ter. Este país é uma democracia! Vou correr outro risco que tenho notado. Qualquer professor que se ache no direito a erguer a voz defendendo a avaliação dos professores, como eu, está lixado! Todos os outros lhe caiem em cima! Mesmo sem argumentos (a maioria, no que diz respeito aos insultos que recebi, porque nem sabem o que está em causa, não leram) e com o insulto mais grotesco. Lembrem-se que este país, malgré lui, é uma democracia e todos temos o direito à opinião e só por isso é que puderam fazer aquela marcha. Outra coisa estranha na marcha/manifestação é ver pessoas que em 50 anos foi a 1ª vez que encontraram uma razão para se manifestarem, é razão para dizer “Onde estavam no 25 de Abril”.

14 03 2008
Nuno Godinho

Também não sou professora mas a minha mulher é-o e por isso sei, melhor do que muitos, o que é ser professor do ensino secundário nos dias que correm. Permita que lhe dê os parabéns. A sua resposta foi excelente. Parabéns.

14 03 2008
pjrcarvalho70

Caro Luís:
Já somos dois! Eu sou um acérrimo defensor da avaliação e quero ser avaliado; contudo não admito ser avaliado por critérios que me são alheios, dúbios, subjectivos e facciosos. Posso dar-lhe um exemplo de algibeira para me entender: eu até gostava de ser avaliado pelos pais dos alunos, acredite! Desde que ESTIVESSEM nas minhas aulas, junto com os filhos, e no final me avaliassem cara a cara, na presença de um inspector, entende?
Quanto ao Sr Rangel, lamento mas divergimos no conceito de Democracia. Se para si o direito à opinião passa por um vil e covarde rol de ofensas, injúrias e impropérios, eu, Sr Luis, estou noutro barco, o barco do respeito, da ponderação, da sensatez e do civismo, mesmo perante cenários do nosso descontentamento.

14 03 2008
Nuno Machado

Acham democratico mandar parar autocarros com professores que se dirigiam para a Manifestação, com o pretexto dos cintos de segurança??? E enviar policias ás escolas para saberem quem eram os professores que estariam num SÁBADO, (não faltaram ás aulas), a usufruirem de um direito democrático??
Tenhamos cuidado. Um novo Salazar chegou á Cidade.

14 03 2008
Nuno Machado

Sr Fagundes, não sabe o que diz. Deixe o seu socratismo e abra os olhos. Não diga disparates. Já entrou em alguma escola pública??? Estudou por acaso???

14 03 2008
luis

Relê (permite-me que te trate por tu, se não permitires desculpa, mas dá-me mais jeito) o que escreveste e vê se respeitaste, foste ponderado…
Como sabes os pais só te avaliam se quiseres.
Qual é o sistema alternativo de avaliação que apresentas?
Outra pergunta, imagina uma manifestação diária dos alunos a dizer que não querem ser avaliados? Ou que não querem aquela avaliação?
Mas eu respeito a tua opinião, mas permite-me que respeite também a do Emídio Rangel. Podes critcá-lo por muitas coisas por causa da SIC, mas também o podes elogiar. E com a TSF ele fez mais pela democracia neste país que provavelmente a totalidade dos marchantes. Devemos ser intelectualmente honestos. Eu por mim vou continuar a ler com prazer o que escreve o Emídio Rangel, mesmo que muitas vezes discorde. É essa a essencia da democracia!

14 03 2008
Outra Mãe II

Ó Mães deste País, erguei a vossa voz por uma juventude digna e empenhada em se mudar e em mudar Portugal!!! Não queiram que apelidem os vossos/nossos filhos de juventude rasca! Vereis que a recompensa por uma educação com princípios e valores é incomensurável. Plantai a semente da dedicação e criação nobre e pautada por valores morais e sociais e vereis o fruto que sairá das vossas mãos!!!
Invertam o sentido do laxismo, da ausência parental, do laissez faire-laissez passer, assumam o vosso verdadeiro papel na construção dos vossos filhos. Não deixeis essa tarefa nas mãosdo professor,ou da sociedade,de outros,da TV, dos pseudo-amigos, da rua,. Não é a eles que compete criar o que vós concebestes. Só a vós e unicamente a vós. Dai-vos ao respeito,e sereis respeitados, ó Pais e Mães deste nosso Portugal.
Obrigada, Prof. Paulo. Pode ser que esta sociedade tão distorcida da realidade e longe do bom caminho o encontre desta vez.
Pais, Filhos, Professores e Sociedade envolvente, é altura de entrarmos todos no mesmo barco e remarmos todos num único sentido: o da dignidade e do respeito entre todos…por um futuro melhor .

14 03 2008
Nuno Machado

Profs….a culpa é deles! Texto notável de Ricardo Araújo Pereira

Neste momento, é óbvio para todos que a culpa do estado a que chegou o ensino é (sem querer apontar dedos) dos professores.
Só pode ser deles, aliás. Os alunos estão lá a contragosto, por isso não contam.
O ministério muda quase todos os anos, por isso conta ainda menos.
Os únicos que se mantêm tempo suficiente no sistema são os professores.
Pelo menos os que vão conseguindo escapar com vida. É evidente que a culpa é deles.
E, ao contrário do que costuma acontecer nesta coluna, esta não é uma acusação gratuita.
Há razões objectivas para que os culpados sejam os professores.
Reparem: quando falamos de professores, estamos a falar de pessoas que escolheram uma profissão em que ganham mal, não sabem onde vão ser colocados no ano seguinte e todos os dias arriscam levar um banano de um aluno ou de qualquer um dos seus familiares.
O que é que esta gente pode ensinar às nossas crianças? Se eles possuíssem algum tipo de sabedoria, tê-ia-iam usado em proveito próprio.
É sensato entregar a educação dos nossos filhos a pessoas com esta capacidade de discernimento? Parece-me claro que não.
A menos que não se trate de falta de juízo mas sim de amor ao sofrimento.
O que não posso dizer que me deixe mais tranquilo.
Esta gente opta por passar a vida a andar de terra em terra, a fazer contas ao dinheiro e a ensinar o Teorema de Pitágoras a delinquentes que lhes querem bater.
Sem nenhum desprimor para com as depravações sexuais -até porque sofro de quase todas -, não sei se o Ministério da Educação devia incentivar este contacto entre crianças e adultos masoquistas.
Ser professor, hoje, não é uma vocação; é uma perversão. Antigamente,
havia as escolas C+S; hoje, caminhamos para o modelo de escola S/M.
Havia os professores sádicos, que espancavam alunos; agora o há os professores masoquistas, que são espancados por eles.
Tomando sempre novas qualidades, este mundo.
Eu digo-vos que grupo de pessoas produzia excelentes professores: o povo cigano.
Já estão habituados ao nomadismo e têm fama de se desenvencilhar bem das escaramuças. Queria ver quantos papás fanfarrões dos subúrbios iam pedir explicações a estes professores.
Um cigano em cada escola, é a minha proposta. Já em relação a estes professores que têm sido agredidos, tenho menos esperança.
Gente que ensina selvagens filhos de selvagens e, depois de ser agredida, não sabe guiar a polícia até à árvore em que os agressores vivem, claramente, não está preparada para o mundo.

> Profs – Ricardo Araújo Pereira

14 03 2008
pjrcarvalho70

Caríssimo Luís:
Sim podes tratar-me por tu!
Convergimos em como urge avaliar melhor os professores, pois era inóqua e cega a avaliação vigente; mas esta avaliação, caro Luís, é um atentado de lesa-justiça. Como posso ser avaliado por pessoas que mais do que eu apenas têm idade, Luís? Como posso ser avaliado por abandono escolar numa aldeia de Penedono ou Freixo de espada à Cinta onde a política impede que chegue parte da civilização? Como posso ser avaliado por algo ou alguém alheio às minhas aulas?
Defendo uma avaliação por uma equipa multidisciplinar, com pessoas de insuspeito currículo internas e externas à escola, dedicada exclusivamente ao efeito e submetam cada docente a uma observação exaustiva de toda a vida escolar, desde as aulas até à dedicação em prol da causa escolar, tendo como fundo objectivos claros e controlados.
Voltano ao Sr Rangel, já vi que é fã! Eu não o conheço pessoalmente, mas gostava de o conhecer e falar com ele. Não duvido que tenha feito algo pela democracia, mas meu caro, com esta crónica deu-lhe uma machadada. Isso é para mim inquestionável.
Um abraço

14 03 2008
pjrcarvalho70

Que maravilha, Outra Mãe II! Prezo-me de ter no meu blogue tão estimado apelo!
Muito obrigado!

14 03 2008
Asno

É assim mesmo!
Ele ha´cada palerma!
Faço questão de divulgar apesar de não pertencer á classe de professores

14 03 2008
Nuno Machado

Caro Paulo.
Só agora percebi que é baterista.
Eu ando a bater em pratos de choque, tarolas, bombos e demais objectos pertencentes áquilo que vulgarmente chamamos bateria, num grupo de trintões, que depois de velhos voltaram a fazer aquilo que gostam e para durante algumas horas não pensarmos muito na desgraça onde nos movimentamos.
Só podia ser bom tipo este Paulo!!!!
Abraço e força.
Dá-lhes com as baquetas portuguesasa que devem ser (ainda não experimentei) mais duras.

14 03 2008
pjrcarvalho70

Amigo Nuno Machado!
Este blogue tornou-se num santuário de visitas por causa desta carta; contudo como reparou ele reflete as várias vertentes da minha vida. Sim, considero-me um professor empenhado e cumpridor, mas tenho vida para além da escola; aliás, ai de mim se não tivesse!
A maior das paixões é exactamente a bateria! Está lá tudo sobre a minha amadora mas longa carreira!
Gosto da ideia dos «velhotes» se juntarem. A música é a arte mestra e nela resvalam todas estas questões sociais ou políticas.
Dê-lhe com força (na bateria, claro) e aqui estou para tertuliar sobre qualquer dos assuntos; mas se calhar sobre música é melhor fazê-lo lá e não aqui!
Um abraço

14 03 2008
luis

Paulo é um prazer estar aqui a discutir isto.
Discutir a problemática da educação é muito estimulante.
Eu prefiro a avaliação interna. Mas também tenho para mim que as pessoas não andam nas marchas todas juntas, para depois se lixarem umas às outras, estarei a ser ingénuo? Espero que não. Já falei com colegas doutros países (o meu mestrado foi feito na área da sipervisão), onde os professores são sujeitos a avaliações externas, e a experiência deles é muito má. Eu prefiro sempre avaliações internas. O alheamento dos externos é sempre maior. Repara que nesta avaliação até somos nós que defenimos os objectivos. Mas não penses que eu acho o modelo perfeito. É do meu ponto de vista um modelo razoável de partida. Que devia ser discutido e não apedrejado.
Mas era uma discussão muito grande, que não cabe neste fórum, já te ocupei muito tempo e espaço. E amanhã tenho aulas logo de manhã.
Muitos parabéns pelo blog.

14 03 2008
pjrcarvalho70

Companheiro Luís:
O prazer é todo meu!
Realmente nestas tertúlias o tempo é que nos castra. Eu também estou aqui à nora só para ler tudo o que aqui chega. E tenho outras coisas para fazer. Amanhã lá estarei na minha labuta às 8.30h.
Mas é com conversas destas que enriquecemos pessoal e profissionalmente.
Bem-hajas por isso.
Um abraço

14 03 2008
convidados

Realmente, sem dúvida que a forma como a maior parte dos professores tem reagido a quem quer discutir esta questão e tem uma opinião diferente é o exemplo do corporativismo que existe na classe.
O próprio autor do blog revela isso quando escreve sobre o comentário do “fagundes”: “com a expressão «força rangel» você acaba de escarrar na minha cara e lhe garanto que se se atreve a fazer mais alguma alusão em defesa da diarreia verbal daquele senhor, vedar-lhe-ei a publicação de imediato”.
Que rico exemplo para os seus alunos, tanta abertura à discussão.
Pelo menos para o seu colega “luis” foi um pouco mais cordato, mas falar em “ponderação, da sensatez e civismo” depois de algumas coisas que escreveu só poder ser uma piada.
Já soube o quanto é difícil será estar numa sala de professores e tentar defender alguma razoabilidade nestas mudanças. Aposto que há alguns que quase são “linchados” por ousarem irem contra a maioria e são apontados a dedo.
Os professores devem ser respeitados, mas também têm que se dar ao respeito. O meu comentário aqui só serviu para alertar a forma como acabam por perder alguma razão ao descerem tão baixo e alguns revelarem tão pouca educação e civismo.
Deviam começar por se auto-avaliarem. Por exemplo, será que os professores que andam há tantos anos a educar os portugueses (alguns com 20, 30, 40 anos de carreira), não têm mesmo nenhuma responsabilidade na má educação de jovens e adultos? A culpa é só do sistema, dos pais, dos alunos, da Internet ou da bola?
Podem ter muita queixa de certos alunos, mas com certeza que também já assistiram a muitas situações com vossos colegas que vos envergonharam. Mas sempre se protegeram uns aos outros. Talvez se envergonhem também de certas coisas que fizeram. Todos erramos, não custa nada admitir. Reforço. Que exemplo querem vocês dar aos vossos alunos?
Já agora, em relação ao jornalismo, não confundam as coisas. O texto de Emidio Rangel trata-se de um artigo de opinião, é a posição pessoal de alguém que não exerce as funções de jornalista.
Os professores até têm sido muito bem tratados pela imprensa, pelo respeito que merecem. Há muitos casos nas escolas que davam boas reportagens e em que os professores iriam ficar muito mal vistos.
E o facto do CM noticiar que “professor matou à facada” é perfeitamente normal para esse jornal, já vi outras profissões serem assim mencionadas.
Uma boa noite

14 03 2008
luis

Carissimo Paulo,
Quem sabe se não continuamos a conversa outro dia!
Muito obrigado e um abraço

14 03 2008
convidados

o texto anterior é meu, esqueci-me de assinar.

Pedro Lourenço

14 03 2008
A. Carreto

CONSTRÓI-SE A DEMOCRACIA
À CUSTA DE MUITO SACRIFICIO
CUSTA A COMBATER A DEMAGOGIA
PRINCIPALMENTE A QUEM TEM VICIO.
AHH AZEITONA QUE NÃO FUNDES!
PARA QUE SERVE A FILOSOFIA
A PESSOAS COMO A. FAGUNDES?

ST. ANTÓNIO PREGOU AOS PEIXES E ATÉ AS PEDRAS OUVIRAM.
“ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA TANTO DÁ ATÉ QUE FURA”.
OS CALHAUS TAMBÉM SÃO PEDRAS.

14 03 2008
Nuno Machado

Combinado amigo Paulo.
Continuarei a lutar pelos vossos direitos.
Não podem continuar a ser os Bombos da Festa.
Bater só na bateria.
Abraço

14 03 2008
Luis Botelho Ribeiro

Apoiado, apoiado, apoiado!
LBR

14 03 2008
pjrcarvalho70

Sr Pedro Lourenço (CONVIDADOS):

O senhor obriga-me a responder-lhe pessoalmente e não enquanto representante de uma classe que parece, no seu entender, cometer um crime por ser tão corporativista como qualquer outra classe do país.
O senhor está a cometer um erro de lana caprina que é julgar que os professores não são de carne e osso como você e, só por ostentarem uma profissão pela qual batalharam anos e anos e entraram licitamente por concurso de mérito, não podem refutar, ainda que com brandas palavras, ataques absurdos e venenosos, aquilo a que você chama artigo de opinião.
Quem o senhor julga que é? Algum profeta com dotes de conselheiro educacional?
Peço desculpa, mas não lhe reconheço autoridade moral para me censurar, pois nada fiz que o mereça.
Começo a achar que, ou o senhor não leu o artigo do Emídio Rangel, ou julgando que tal crónica é um mero exercício de discussão educativa de quem tem uma opinião diferente, você é cúmplice daquela torpe linhagem discursiva; se assim é, lamento dizer-lhe que o vou decepcionar ainda mais, pois coloco-o no mesmo saco do sr fagundes e reitero que isso é escarrar-me na cara e escarrar-me na cara, sr Pedro, é neste caso, uma metáfora usada para lhe dizer que jamais admitirei que alguém me ataque com esta forma suez de linguagem.
O senhor quer ensinar-me o que é respeito? o que é civismo? mesmo o que é bom jornalismo? Não se atreva!
Entregue-me os seus filhos por umas aulas, Sr Pedro, e verá que não pertenço a esse número de maus professores, que o senhor extravaza alegremente, mas que pertenço a uma classe de pessoas que lutam todos os dias para que os filhos dos outros sintam que vivem num país livre e democrático mas que têm de contribuir para ele e, em muitos casos, ensinar-lhes o b-a-ba da educação que deveriam trazer de casa.
Portanto, Sr Pedro, modere o seu anti-professorismo e não me venha dar lições de educação, civismo e sensatez, está bem?

Boa noite!

14 03 2008
Nuno Machado

Sr. Pedro Lourenço
Concordo consigo numa coisa: Não se deve generalizar.
Mas o artigo do Sr Rangel foi nesse sentido ao descrever os professores como uma classe que não faz nada.
Sou pai, fui presidente de uma associação de pais e houve uma situação com uma professora que de tão grave acabou por ser suspensa e julgada no DIAP.
Os pais das crianças visadas só aceitavam duas hipóteses: ou confrontar a professora fisicamente ou ir para os Jornais.
Foi deveras dificel gerir uma situação que se preparava para ser incontrolável e leva-la para os orgãos competentes, ou seja a delegação regional de educação e para os tribunais.
Foi feita justiça, as crianças não foram tratadas como animais de circo e expostas para os nossos abutres, leia-se leitores de Correios da Manhã e afins, nem se perdeu a razão.
Vencemos e hoje orgulho me de ter vencido esta dupla batalha.
Sim. Também há profesores sem vocação, tal como em todas as outras profissões.
Neste país se um médico erra, lá vem nos jornais e a nossa culta população lá diz que são todos uns assassinos. Se há um professor que erra são todos maus.
Se um jogador de futebol falha um golo de baliza aberta falham todos????
Tenhamos juízo para crescermos como nação e não continuarmos a ser cada vez mais o rabo (leia-se cú) da Europa.

14 03 2008
Nuno Machado

Peço desculpa pelos vário erros de português.
Não, não foi culpa da minha professora primária. As horas tardias é que já não ajudam.
Boa noite.
A luta continua amanhã.

14 03 2008
cc

Bom dia Paulo.
Bom dia a todos.
Pois é verdade, aqui venho todos os dias e …senhores e senhoras..que agradável surpresa ver tanta indignação. Tudo temos aguentado e há tantos anos. Não acredito nos sindicatos que temos e muito menos nos partidos (políticos). Já vai muito longe o tempo em que colocava a “cruzinha”. Fartei-me (enfim é a minha opinião). Estou nesta profissão porque gosto muito, sinto-me realizado, mas…para quando um organismo que defenda os 140.000 ?
um abraço.

14 03 2008
António José Fialho

Exmo. Senhor Professor

Não sou professor mas sim casado com uma professora que esteve no passado sábado em Lisboa a exercer um direito constitucional por tudo aquilo que considera importante para o futuro da educação e, felizmente, acompanhada por cerca de mais 100.000 colegas.
A minha mulher é professora há 21 anos e orgulha-se de o ser e, com toda a certeza, fez mais pelo futuro de muitos jovens (a exemplo de outros professores) do que a “verborreia bacoca” daquele pseudo-jornalista que até tem muito a esconder (basta uma simples pesquisa pela net).
Fiquei realmente enojado com as palavras do Dr. Emídio Rangel mas penso que a sua resposta foi bem à altura.
Parabéns pelas suas palavras e que nunca receie usar a melhor arma de que dispõe para o efeito (a sua própria mente).
Bom trabalho

14 03 2008
Cristina

Já fui educadora de infância, agora aínda sou mãe, mas serei sempre pedagoga.
Choca-me, tal como a muitos “colegas” de formação e de vida, que todos possam opinar sobre a educação, mesmo os que nada percebem do assunto, tendo apenas como desculpa o seu fácil acesso aos Media. Em primeiro lugar todos devemos querer um ensino de e comqualidade, em segundo lugar a qualidade manifesta-se a vários níveis, sendo o primeiro o “exemplo que vem de cima”; penso que devemos fazer um esforça no sentido de uma Escola de qualidade de e para todos, a escola não é um depósito de crianças e jovens, não substitui a família, não é uma instituição de acolhimento de “inadaptados” (é um termo forte, mas na escola só pode estar quem quer lá estar e quem tem comportamentos adequados), em suma a escola é a ESCOLA e quem lá trabalha merece ser tratado com respeito, pois tem um dos trabalhos mais importantes do mundo (o mais importante é ser pai ou mãe).
Caro Paulo, e restantes “comentadores”, continuem que o país precisa de vós, já chega de “carneirada” neste nosso Portugal, quanto às (tristes) “figuras públicas” que comentam tudo o que apareça a geito só tenho uma frase para elas: Vão TRABALHAR malandros!

14 03 2008
pjrcarvalho70

QUE FIQUE BEM CLARO!

Ando a semear por onde posso (SITES, BLOGUES e PESSOALMENTE) a minha mensagem de que todos os professores, para além de aceitarem opiniões de toda a gente, concordam que há maus docentes e até ( a curtíssimos espaços) que o Sr Rangel diga algum traço de verdade. Mas ATENÇÃO: por amor de Deus compreendam, de uma vez por todas, que o que me indigna e a todos os docentes é a ofensiva, cruel e injuriosa linguagem usada pelo Sr Rangel. É contra ela que me insurjo e não contra a distorcida opinião anti-docente do senhor.
Leiam as opiniões de Sousa Tavares, Pedro Pinto, Fernando Madrinha, António Monteiro e verão como é possível pensar mal dos professores, sem se ser grosseiro, rude, mesquinho, vil e mal-criado!

Paulo carvalho

14 03 2008
JPG

«Portugal não pode continuar a pôr cá fora jovens analfabetos, incultos e impreparados, como acontecia até aqui.»
Emídio Rangel

Neste ponto, a opinião do Sr. Emídio Rangel coincide integralmente com o motivo fundamental que levou 100.000 professores a manifestar-se nas ruas. Por conseguinte, havendo acordo quanto ao motivo, que é a consequência do problema, as opiniões divergem “apenas” quanto à causa desse mesmo problema. Sabendo que não existe Ensino sem professores e que estes obedecem a linhas de acção e a directivas superiormente determinadas, tentar reverter o ónus do falhanço de um sistema para as costas de quem obedece e não de quem manda é, no mínimo, intelectualmente desonesto. Ou estúpido, para abreviar e simplificar, já que a manobra de reversão (e perversão) da realidade é por demais evidente.
Trata-se de uma questão não apenas de docência como, ou principalmente, de decência e, portanto, merecedora de ao menos um módico de… educação.

Pelos vistos, a julgar por este panfleto do senhor, não é de hoje que Portugal continua a “pôr cá fora” pessoas incultas e impreparadas. Como se vê, há mais de 30 anos já o sistema de Ensino português punha “cá fora” toda a sorte de malcriadões.

14 03 2008
Rui Moura

O CM ainda não se retratou?

Boicotar o CM , passem a mensagem!

Quando lhes doer mais (na carteira do pasquim) , amansam…

Mais o dinheiro que essa criatura ignobil lhes está a extorquir…

14 03 2008
Vítor Rocha

Este foi o meu desabafo para “Cartas”!
“Senhores, li o artigo do Sr. Emídio Rangel e, ao contrário da opinião formada pelos meus colegas professores, não acho que o jornal nem ninguém tenha que fazer um reparo ou retratar-se. Vivemos, ainda, espero, em democracia, onde todo e qualquer cidadão tem direito a uma opinião e a expressá-la livremente, mesmo por mais absurda que seja. O que devemos todos, professores, licenciados ou não (parece que escapou à “arguta” observação do Sr. Rangel que bacharéis também têm habilitação para leccionar), é demonstrar que o senhor Rangel e a camada da população que partilha da sua pouco informada opinião não têm razão e que os professores sabem muito bem o que estão a fazer e as razões porque o fazem.
Em abono da verdade, acho que o Sr. Emídio Rangel, talvez falho de imaginação, não arranjou foi nada melhor que usar os professores, que são neste momento o assunto do dia na comunicação social e, portanto, uma bandeira bem visível, para atacar sectariamente o Partido Comunista Português, de que não nem nunca fui filiado ou simpatizante, e, em simultâneo, dar voz à intenção de uma ala reaccionária do Partido Social Democrata, de que também não sou filiado nem simpatizante, para tirar credibilidade ao seu líder e, quem sabe, servir outros interesses, mais ou menos obscuros.
Sr. Emídio Rangel, se toda a gente tem direito a uma opinião e a expressá-la, um jornalista tem a obrigação de a expressar com verdade e rigor, mesmo que esta seja tendenciosa. Da próxima vez que quiser falar dos professores, do ensino em Portugal e da avaliação dos professores, passe um semaninha antes a fazer trabalho de campo, nas escolas públicas portuguesas, a assistir a aulas e a ver os meios, os alunos, os professores e a ausência da maioria dos pais, que está demasiado ocupada a tentar sobreviver num país difícil e que não tem tempo para acompanhar a educação dos filhos.
Se quer ser sectário e tendencioso, Sr. Emídio Rangel, seja-o com conhecimento de causa, porque o senhor tem mais responsabilidades que a maioria porque, para o bem e para o mal, é FIGURA PÚBLICA, e não lhe é lícito dizer “n’importe quoi”!
Vítor M. Rocha, professor do Ensino Secundário”

14 03 2008
Paulo Gandra

Olá Paulo. É de gente como tu que o país precisa.
Estamos rodeados de acéfalos que, quão pavões, exibem todo o esplendor da sua ignorância. Valha-nos o comando da TV para mudar de canal quando eles falam e o virar de página quando eles escrevem! Abraço e podes contar comigo para qualquer acção a favor da Educação que queiras tomar.

14 03 2008
João Pedro Costa

Caro colega Paulo

O meu aplauso pelo excelente texto e o não menos excelente tratamento dado a um dos principais responsáveis pela proliferação do “telelixo” neste país.
Em 1976, na cadeira de “História da África Negra” ( na Faculdade de Letras de Lisboa) tive como colega o dito Rangel. Vi-o, durante todo o ano, duas vezes! Não sei se, mesmo assim, terá conseguido fazer a cadeira (embora tenha a certeza que na FLUCL não certificavam ao domingo).
O clima de intimidação, os apelos à resignação e ao conformismo, a linguagem de um Poder que parece (ou é?) de «outros tempos», a monstruosidade jurídica sem precedentes na História da Educação deste país … exigem, pelo menos de quem não tem medo, manifestações claras de repúdio contra “as vozes do dono”, de que o escrevente Rangel é o melhor exemplo.
Considero contudo mais grave, porque tem outra audiência, que Miguel Sousa Tavares pense (?!) aquilo que escreveu sobre as pretensas reformas em curso, tanto mais que MST até é licenciado em Direito. Se é intelectualmente honesto, Sousa Tavares que leia apenas a legislação que regulava a carreira docente até 2007 … e que leia de seguida o novo ECD e o Regulamento do Concurso para Professores titulares. Aí, certamente que percebe logo que estas coisas são um pouco mais complicadas que o seu Porto e o Apito Dourado, que está em causa o respeito pela dignidade profissional, que LEGALMENTE (desgraçado país este) se espezinharam carreiras de muitos anos, se promoveram as licenciaturas de “faz de conta”, que o Estado, para muitos de nós, deixou de ser passoa de bem. Pela minha parte, não esqueço nem perdoo.
Conta comigo, caro colega Paulo.

14 03 2008
convidados

Passo a citá-lo caro professor: “O senhor quer ensinar-me o que é respeito? o que é civismo? mesmo o que é bom jornalismo? Não se atreva!”

Perante tal afirmação, dou como encerrada esta minha participação no seu espaço.
Um bom fim-de-semana e espero que seja mais tolerante no cumprimento da sua função como educador.

Pedro Lourenço

14 03 2008
alves60@gmail.com

na verdade não o percebo. Afinal quem lhe encomendou esta gigantesca onda de afirmações que o enterram para todo o sempre neste jardim à beira mar plantado?
Recomendo-lhe vivamente que se sente no parque das nações a descodificar a sua triste insignificância! Remeta-se ao seu estatuto específico non sense opinion maker! Talvez um dia crie um espaço especial para o sr. na “xique Internacional” para compensar o seu fim de vida!

14 03 2008
Nuno Soares

Contesto a contestação ao Emídio Rangel por isto:
1-Liberdade de expressão é o direito de manifestar opiniões livremente. É um conceito basilar nas democracias modernas nas quais a censura não tem respaldo moral. (in wikipedia);
2-Professores que lêem o Correio da Manhã diariamente deveriam ser avaliados à partida com 15 pontos de demérito;
3-Qual é a parte em que os senhores professores se comportam como empregados (bem ou mal) do estado, e respeitam a vontade da entidade patronal, e aceitam a avaliação como método de separar os bons dos maus profissionais? Não têm interesse nisso? Acontecerão coisas deste género no privado e noutras profissões?
Não concordam com o método? Discordem do método! Proponham outro! (perguntem ao senhor de bigode, ele está em todas…)
4-Qual é a parte em que os senhores professores demonstram interesse pelo desenvolvimento dos alunos, e pela sua formação, já que como já foi dito (e bem) os miúdos se transformaram em putos ranhosos, dreads do bronx, fruto da libertinagem (não confundir com liberdade) que trouxe o 25 de Abril?
Já que infelizmente alguns pais não o fazem, as pessoas que escolhem (?) trilhar o caminho do ensino, podiam dar uma ajuda para marcar a diferença, não?
E para quando uma manif de 140.000 professores com este tema?
5-Que os senhores que questionam a avaliação dos professores estão em colagem com as políticas do PCP, ninguém deverá ter duvidas. O senhor de bigode é mesmo do PCP e por acaso também é professor e um Carvalho da Silva ainda pequenino.
Os senhores por acaso já repararam que estão a ser manipulados pela oposição ao governo?
6-Já ouvi alguns professores a justificar a sua indignação por serem os únicos avaliados, faltando a avaliação aos pais dos alunos e aos alunos…
Nem mereceria comentário, mas devo salientar que neste rol, os professores são os únicos que são pagos pelo estado para exercerem. Talvez seja por isso…
7-Eu já fui aluno, sou pai de um aluno com dez anos, que educo da melhor maneira possível e não acho justa a noção que os professores têm, de que os pais são todos uns paquidermes que deixam os seus Babares à solta nesta selva, preparando-os para o “toumeacagarismo” vigente em Portugal.

Muitos da brilhante casta, é que só lá estão pela oportunidade de trabalho, pelo dinheiro e pelo mais curto horário. Isto para não falar também das baixas e das faltas fáceis, e ainda do estatuto.
É que naquelas horas que todos dizem levar em casa (quando ninguém vê) a preparar as aulas e que depois não se nota nada nos resultados práticos, já ninguém acredita.
Eu já tive professores fantásticos, mas também já fui vitima deste ensino de professores que se preocupam tanto com o intervalo como os alunos, e que guardam a sua cadeira de eleição (dos outros professores) na sala dos professores como se fosse um pequenino feudo, que fazem mexericos e os comentários desagradáveis aos professores em inicio de carreira, e que se estão a marimbando para os alunos, porque os acham muito selvagens e maltrapilhos.
“Hey teacher leave our kids alone”, pois mais vale só do que mal acompanhados, é o que apetece dizer.
Quero um ensino em condições em Portugal para os meus.
Este também é um direito meu.
Não me impressionam as manifes e não acho que os professores lá por terem ido 100.000 à manifestação tenham mais razão. Vejo-o assim como uma espécie de piquenicão de professores.
Acho que se deve separar o trigo do joio. Há muito joio.

Nós devemos ser a mudança que queremos ver no mundo – Ghandi

Nuno Soares

14 03 2008
DUARTE ROCHA

Sr. Professor Paulo de Carvalho, envio-lhe o meu sincero desabafo, em relação a tão triste e lamentavel artigo, do tristemente triste Emidio Rangel, que enviei a todos os meus COLEGAS e não só…

BOA PÁSCOA!!!

Esta notícia é a expressão de um qualquer recalcamento ou de um
problema grave do seu autor, e do foro “PSICOLÓGICO”?
Alguém o encaminhe para uma consulta da especialidade!

Também é óbvio que até os malucos e os tolos e já agora também os
bêbados, dizem algumas coisas com sentido, mas a generalização e as
contradições deste senhor, tiram-lhe toda a razão mesmo que até tenha
alguma, como por exemplo ao admitir mesmo entre parêntesis, que a maioria dos professores até são bons. A contradição está no entender desse senhor, que essa maioria não esteve lá e muito menos de acordo com os que lá estiveram, mas esperem ai, se há em Portugal uma média de 150 mil Professores e lá em Lisboa, estiveram quase 100 mil, raios e coriscos, eu sei que a Matemática não sou muito bom, mas pelos vistos os meus Professores de tão cara disciplina para os Mesmos, foram melhores que os supostamente excelentes Professores deste senhor, visto os “Meus” terem conseguido ensinar que a maioria de 150 mil são 75 mil + 1, ou então este senhor, anda muito mal informado com os reais números da CLASSE DOCENTE.

Pior anda a ver vermelho em todo lado, que me leva a crer, que além de problemas psicológicos ainda sofre de daltonismo e logo o grau mais grave, o daltonismo que supostamente sofrem os touros, é por isso que o homem marra de uma forma tão raivosamente convincente, será que não há ninguém que lhe espete uma bandarilha no sitio que o homenzinho está a precisar…

Deixem-me contar uma pequena história. Eu em tempos fui encarregado de uma pequena fábrica de fabricação de jóias (Luar jóias Ltd.), e pelas minhas “mãos” passaram mais de 20 futuros Ourives, acreditem dos que se aproveitaram pelas suas competências, dedicação e honestidade, contam-se pelos dedos de uma mão. No meu percurso académico (”+” 12 anos e 6 escolas), percurso formacional (quase 1000 horas, em vários centros de formação e escolas) e percurso profissional na educação (+17 anos e 5 escolas), interagi e agi com centenas de Professores, Formadores e Educadores. Digo-lhes com toda a sinceridade, no campo da minha percepção, os Professores que não dignificavam a sua Classe, os dedos dos membros superiores e inferiores são mais que suficientes para os contar.

Por isso deixemo-nos de tretas não é à toa, que os PROFESSORES são a
classe mais reconhecida pela SOCIEDADE.

Bem haja, a todos os DOCENTES, sejam eles bons ou menos bons, o que
importa aqui salientar é o direito que assiste a um qualquer trabalhador, de ser devidamente recompensado quando a sua entidade patronal reconhece, como reconhece a excelentíssima ministra, que está a exigir mais responsabilidades, mais trabalho, mais competências e principalmente admite, que está a “fornecer” matéria prima cada vez mais difícil de se trabalhar, como a um Oleiro, que se lhe pede para fabricar uma peça em barro, de igual qualidade de uma peça de porcelana, e lhe dão barro pedregoso para tão difícil empreitada.
E como recompensa a esses “Oleiros”, das futuras louças que embelezarão os “castelos” do futuro das quinas, dá-se-lhes o quê, nada vezes nada, e como se não chegasse, ainda lhes querem tirar o que tanto custou a ganhar com muito melhor “BARRO!!!”.

O meu muito Obrigada!!! Pela atenção dispensada, para tão sentido
desabafo, a uma CLASSE, que merece por todos ser ACARINHADA.

Boavista Porto, 12 de Março de 2008 (STAAE / ZN)

Duarte Rocha (Auxiliar de Acção Educativa), com muito ORGULHO!!!

14 / 03 / 2008

14 03 2008
sara rosa

que nojo que este rangel me mete,tem o descaramento de falar dos professores do tempo dele,só não diz que era um tempo que havia respeito ,tanto faz pelos professores como pelos mais velhos,que até agora são violados.Não quero falar de ditaduras mas sim da educação que os nossos pais nos davam,ensinavam a respeitar toda a gente(,tenho amigos PROFESSORES e não engenheiros que nem se sabe se o são) que estão fartos de levar pancada dos ditos alunos, quem se atrvesse a fazer isso antigamente ,ainda era os pais que lhes davam uma sova,e olhe que era o que o senhor precisava,a liberdade não é faltar ao respeito a quem quer que seja,nunca ouve tantos analfabetos como agora,porque hoje (os meninos) já não admitem uma chamada de atenção,e lá veem os pais a correr falar com os professores e as maes também e algumas sabe Deus como são tratadas pelos(queridos maridos),sabe o senhor tem que aprender muito sobre a vida,parece que ainda não aprendeu nada.Eu é que digo ,TENHA VERGONHA desceu abaixo de cão com estas afimações,quem é que lhe teria pago?sim agora só se funciona a dinheiro,e pelos vistos este governo deve-lhe pagar bem,conheço a sua ex-cunhada e sei o que ela passa no colégio onde está,mas sabe ela não pertence à sua classe de dar manteiga.Sinto vergonha de alguns ditos portugueses falarem assim,achava melhor que fosse para o seu país de origem,está lá a fazer falta,e era menos um que não ouviamos nem liamos.

14 03 2008
Francisco Xavier

O dito “Dr. Qualquer Coisa”, mostrou o quanto frustração possui ao querer transformar uma realidade histórica dos professores numa qualquer manifestação. Lamento que um senhor frustrado na vida jornalística e não só, descarregue na dignidade de Professores que se sentem perseguidos por estarem a lutar por uma educação verdadeira e não por uma política que de pedagógica nada tem. Estive em Lisboa, não sou Hooligan, não sou comunista: SOU PROFESSOR que luto por um país diferente para melhor, onde não existam iluminados a ditarem o que querem sem querer ouvir as partes e outros a lamberem as botas para ver se ainda conseguem algum lugar. O sr. Rangel por quem ainda tinha algumas simpatias dos tempos passados, deixou-se comer, não sei por quem e agora anda armado em “chico esperto”. Tenha tento na língua e emigre durante muito tempo, pois os passos falsos que tem dado, já o tornaram seníl e malcriado.
Os Professores exigem respeito por si e por uma escola pública séria.
Caro colega Paulo, muito obrigado por ter transmitido tudo o que sinto e sentimos. Cada vez mais tenho de relembrar o velho ditado “Os cães ladram e a caravana passa”, ou então diria “Se a estupidez pagasse imposto, esse senhor já não tinha espaço para ser carimbado”.
Força colegas! Na defesa da nossa profissão e num futuro diferente para os nossos alunos, contem sempre comigo.

14 03 2008
Guilherme

Parabéns!

Pela excelente reacção ao artigo do Pseudo Jornalista ou melhor jornalista de ocasião….

Não sou Professor, mas sou Pai e marido de Professora e sei bem das dificuldades criadas pelas loucuras da “Fada Má” quer a nivel familiar, quer a nivel profissional aos Professores em especial à minha cara metade.
Só espero que em breve o povo português acorde para a realidade do País e consiga unir-se, pegando no exemplo dos Professores e faça uma Mega manifestação contra os corruptos e hipócritas dos Politicos que temos, por sinal muitos esqueçeram-se onde estavam no 25 de Abril/74 e daquilo que disseram nessa altura, mas já sabemos o que faz o poder ao ser humano, mais do que palavras precisamos de actos, os blogs são óptimos para desafar o que vai na alma mas, não chega para correr com os oportunistas do poder é preciso acção…este País está a ficar podre de tanto comodismo e tanto oportunismo…

Boa Páscoa

14 03 2008
Marco Ferreira

nao sou prof… mas sou aluno… há professores bons, há professores maus… mas este novo modo de os avaliar nao será o mais correcto…
e contra estes animais que falam e falam… respostas como a sua… é de publicar e divulgar… força…

14 03 2008
Nuno Machado

Concordo plenamente com avaliações aos professores, mas de forma justa e bem feita.
Aliás todos nós deveriamos ser avaliados, em qualquer profissão, ou cargo.
Mas o mais importante é que todos os portugueses deveriam se auto avaliar para percebermos como é que um país com as condições como as que tem Portugal esteja na cauda da Europa em termos de desenvolvimento económico, social e cultural.
A culpa disto estar como está não é dos professores.
Se calhar é das parteiras porque foram elas que nos puseram cá fora.
Temos uma classe politica que beneficia um classe alta que continua a encher os bolsos, uma classe média cada vez mais baixa e que continua a apertar o cinto e uma classe baixa em risco de pobreza que sobrevive á conta do apoio que acaba por vir da classe média.
Este é o país dos construtores civis.
O país onde se continua a construir prédios de apartamentos quase em número de dobro relativamente á população.
O país dos corruptos.
Da cunha.
Dos favores aos primos.
Dos politicos sem formação moral e cultural.
Um país de brutos.
Da justiça lenta e branda.
O país onde a gasolina é muito mais cara do que no resto da europa.
O país onde os ordenados são dos mais baixos.
O país onde as escolas não têm condições.
Etc, etc, etc,….
Mas a culpa não é do PS, nem do PSD.
É dos dois.
Quem tem governado este país alternadamente.
Quem ocupa sempre os melhores lugares???
É uma espécie de tratado de Tordesilhas.
“tu ficas com aquilo e nós com isto…”.
“O último a sair que feche a porta.”
E nós continuamos a votar.
Não promovo a abstenção.
Mas eles não ganham dinheiro por cada voto nosso???
Estou farto.
Gosto muito de Portugal, só não gosto é dos portugueses.
Mudanças??? óh pá, há muita coisa para mudar. A começar por nós.

14 03 2008
sara rosa

gostava de lhe fazer uma pergunta,caso já se tenha esquecido,lembra-se o que sofreu para poder trabalhar ,devido a ser comunista?como se areve a falar deles neste seu artigo,sabe as pessoas teem memoria fraca,é o queijo portugues que faz isso,e admiro-me como sendo comunista ia de helicoptero para o algarve,eu não sabia mas foi um amigo meu que me contou,bem diz um comentador,tem que ir para um psicilogo,talvez melhor.,e quando diz que os jornalistas se prostituem,o senhor lá sabe.

14 03 2008
pjrcarvalho70

Sr Pedro Lourenço (CONVIDADOS)

Que atitude sensata a sua, pois caso contrário nunca nos iríamos entender, já que, definitivamente, não falamos a mesma língua. Eu falo português e o senhor insiste em entender chinês.
Tenha igualmente um bom fim de semana e acredite que foi um prazer tê-lo por aqui e será sempre bem vindo!

14 03 2008
pjrcarvalho70

Sr NUNO SOARES:

Citando-o:

« 1-Liberdade de expressão é o direito de manifestar opiniões livremente. É um conceito basilar nas democracias modernas nas quais a censura não tem respaldo moral. (in wikipedia);
2-Professores que lêem o Correio da Manhã diariamente deveriam ser avaliados à partida com 15 pontos de demérito;

Digo-lhe:

1 – Não insista em confundir liberdade de expressão (quer prezo muitíssimo) com o chorrilho de ofensas e difamações vomitadas pelo Sr Rangel.
2 – Absolutamente de acordo consigo.

Citando-o:

« 7-Eu já fui aluno, sou pai de um aluno com dez anos, que educo da melhor maneira possível e não acho justa a noção que os professores têm, de que os pais são todos uns paquidermes que deixam os seus Babares à solta nesta selva, preparando-os para o “toumeacagarismo” vigente em Portugal. »

Digo-lhe:

Dê meia volta a esta sua brilhante frase e adapte-a aos professores, isto é, sendo eu um professor normalíssimo, cumpridor, lutador pela formação e educação dos meus alunos, acho igualmente injusta a noção que o senhor e outros têm da nossa classe em geral. Já o disse 500 vezes: a normalidade de haver bons e maus profissionais ou pais não pode nem deve ser discutida; impera a consciência e, essa, tenho-a como os lençóis de um padre!

Conclusão: opiniões como a sua são muito benvindas no meu espaço, porquanto é um exemplo do seu ponto 1. Com esta opinião o senhor ofendeu-me? maltratou-me? espezinhou-me? injuriou-me? caluniou-me? Claro que não senhor Nuno e tenho a noção que muitos concordam consigo e vivo muito bem com isso.
Agora não me peça que me cale ao exercício contrário a tudo isto feito pelo Sr Rangel e tenho a certeza que não me censurará por isso!

Muito obrigado

14 03 2008
Amalva

Simplesmente: Parabéns!

14 03 2008
manuel andrade

pois o que é que se espera de um blogue em que quase só á profs! respeito mt a opiniao de pessoas como rangel e miguel sousa tavares que nao tao a ver a coisa dum ponto de vista corporativo. a verdade é que os profs foram nas cantigas dos cumunas e tao todos a faser o jogo do pc! podem berrar qt quiserem mas quem é que tira a razao a lurdes rodrigues que diz que todos tem que ser avaliados? pois queriam ficar com a beneces todas e continuarem a pensar que tao em cima de todos mas socrates nao vai nessas tretas ele, poe todos na ordem porque somos todos iguais. quantas ferias tem? tem metade do ano de ferias! quanto ganham para trabalharem poucas horas? ganham balurdios por causa do descalábro da funçao publica! ate ganham mais do que noutros paises da europa! e a educaçao é boa?? nao, á muitos estudos que disem que temos a pior educaçao! isso é porque trabalham? tenham juizo srs professores e nao queiram sem mais do que os outros! na minha empresa tb sou avaliado e se for mal avaliado paciencia! é a vida! o que é preciso é justiça e nao é assim que vamos lá! se querem ser reconhecidos trabalhem, que é pra isso que servem os nossos impostos que pagam os vossos salarios! e nao vao pra rua como os cumunas que vivemos numa democracia e o governo foi eleito pelos portugueses pra governar e tem feito um escelente trabalho e as sondágens ate disem que vai ganhar outra vez! bem haja!

14 03 2008
José Nunes

E no entanto ela move-se………
E no entanto não posso deixar de dar razão ao Emídio Rangel……..

14 03 2008
BP

Este Rangel merecia era levar na cara!! Chega de boa educação com quem faz por não a merecer! Este tipo devia ser colocado em tribunal pelo seu artigo! E já disse muitas vezes, isto já não vai com manifs! Há que invadir parlamento e provocar insurreição! E n me venham dizer que aí perdíamos a razão, pq não podemos jogar com cartas que n valem nada para este governo! Eu, pessoalmente, estarei na linha da frente se houverem manifs como houve em frança, isso sim! Mas era p queimar os carros destes energúmenos! REVOLUÇÃO JÁ!!

14 03 2008
lurdesvdinis

Não estive no protesto mas estive de coração e segui-o atentamente pela televisão.
Apoio e sublinho cada palavra e cada virgula da excelente resposta ao Emídio Rangel. Directo e incisivo.
Sou Titular, vou avaliar …vou acampar na Escola… Sou viúva, tenho que olhar pelos meus três filhos. Com a nava avaliação, a Ministra quer que os meus filhos se danem…È o caos e a alienação total…e ainda me chamam Hoolligan?
Estou farta de Hoolligans políticos e de Hoolligans “jornaleiros”.
Ao Rangel nem o cancro lhe deu sabedoria e lucidez…
Hooligan velho, tarde ou nunca se endireita.

14 03 2008
lurdesvdinis

É bom lembrar que este protesto de Lisboa é uma vitória dos professores e não de sindicatos, partidos ou outra organização qualquer.
CASO CONTRÁRIO NÃO TERIAM IDO TANTOS.
OS SINDICATOS FORAM CILINDRADOS E, POR ISSO, DEVEM REPENSAR A SUA ACÇÃO…

14 03 2008
raul teixeira pinto

Já falei com professores que me disseram que na avaliação antiga era só fazer uma acção e já estava. E contaram-me que só tinham que ir a primeira vez e que depois iam no fim e tinham logo positiva. Assim tambem eu quero ser avaliado!!!!! Respeito por quem trabalha meus senhores, agora o governo quer vos fazer trabalhar e vocês querem conitunar a fazer nenhum mas está na hora de se renderem ás evidências! Eu acho que Rangel tem razão em denunciar a colágem que os professores fazem aos comunistas e que se portam como “hooligans” aos berros! Força Sócrates porque a maioria dos portugueses estão contigo!

14 03 2008
Maria

Senhor Manuel Andrade

Mais valia que, ao invés de destratar os professores, se preocupasse mais com as mensagens que publica, pois está repleta de erros ortográficos, a pontuação não é o seu forte e saiba o senhor, que quando começar uma frase, deverá fazê-lo com letra maisúscula. Mas o senhor está mais preocupado em falar do que não sabe e pouco compreende.

14 03 2008
Maria

Digo, maiúscula

14 03 2008
Outra Mãe III

Por favor, Sr. Manuel Andrade……….como é que o Sr. podia estar de acordo com os professores? Diga-me a sua idade e eu dir-lhe-ei quem é! E não estou a brincar, nem sou professora como o Sr. também não o é.

14 03 2008
Citação blogosférica « perspectivas

[…] Citação blogosférica Arquivado como: educação — Orlando @ 6:48 pm «V. Exa pertence, ou pelo menos pertenceu, a uma recente classe de portugueses, muito inferior à dos…» […]

14 03 2008
Outra Mãe IV

Sr.Raul Teixeira Pinto, acredita também no Pai Natal? Não emprenhe pelos ouvidos de outros que falam assim só por despeito…Fica-lhe muito mal tanta falta de conhecimento,pois revela o que ouve dizer,mas não o que sabe comprovadamente…

14 03 2008
José Nunes

Continuem, continuem, para que todo o País possa confirmar aquilo de que já se suspeitava, a falta de nível a todos os títulos) dos professores que alinham (e só esses) nesta chuchadeira.
Com os elevados gastos na educação (em percentagem do PIB) e os péssimos resultados obtidos, querem que o regabofe e o desbarato prossiga…..um bocadinho, só um bocadinho, de bom senso não lhes ficava mal!
Um tal BP (18:20:44) até já quer “queimar os carros destes energúmenos”!
Continuem, continuem………

14 03 2008
Outra Mãe V

Tenham coragem e leiam este artigo:

MINISTRA DA EDUCAÇÃO – Grande entrevista – Judite de Sousa 06/03/2008

Não sou professor e confesso que ainda não me tinha debruçado sobre a luta dos professores. Sempre achei que os professores gozavam condições laborais excepcionais.

Hoje, finalmente, tive o privilégio de assistir a uma entrevista com a Ministra da Educação, na RTP 1.

Estive atento ao que foi dito e fiquei pasmado!!!

Senão vejamos,

1 – A ministra referiu que os professores protestam e estão revoltados, porque estão mal informados sobre o modelo de avaliação que, bem pelo contrário, até os beneficia.

Sr.a Ministra…… Será que tal se deve ao facto de todo este sistema ter sido implementado à pressa e a Sr.a Ministra não ter sabido informar convenientemente os professores do que se iria passar? Acha honesto implementar um sistema de avaliação no final do 2º período? Não deveria a ministra ser avaliada por isto?

Os professores estão confusos Sr.a Ministra……

2 – A Sr.a Ministra revelou que agora existem quotas de avaliação! Não pode haver mais de “n” professores numa determinada escola com classificação de Excelente, pois tal significaria que os critérios de avaliação, naquela escola, deveriam ser revistos, de forma a distinguir os professores realmente “excelentes”.

Sr.a Ministra. E as escolas que só tenham professores Excelentes, não estaremos a classificar alguns, injustamente, como Muito Bons, Bons ou mesmo maus. Deverá a escola recusar-se a avaliar se exceder o número de candidatos a Excelente ou a Muito Bom? Talvez atirar a moeda ao ar? E as escolas que só tenham professores maus? Serão alguns destes classificados de Excelentes?

3 – A Sr.a Ministra, com orgulho, refere que os resultados dos alunos estão a melhorar. Num laivo de humildade, refere que tal não se deve à Ministra, mas sim ao trabalho aplicado dos professores.

Sr.a Ministra. Não será porque os professores têm maior hipótese de progredir na carreira se derem boas notas? Como poderemos ter ensino de qualidade, sem exigência? Será que, por facilitismo do sistema, vamos ter licenciados que não saberão escrever correctamente o seu nome?

Não sei se a Sr.a Ministra tem filhos. Se os tiver, é bem possível que estejam a estudar para entrar no curso de medicina. Ficaria a Sr.a Ministra satisfeita se a sua filha não entrasse, porque numa escola problemática os professores deram “n” Excelentes notas a alunos medianos? Ficarão os pais satisfeitos com o risco que os seus filhos correm? Tiro-lhe o chapéu. De facto a economia precisa de trolhas, picheleiros e afins. Talvez esse, quem sabe, possa ser o futuro dos seus filhos, sem desprimor para as profissões enumeradas.

4 – Quando a Judite de Sousa questionou a ministra, se esta, na qualidade de professora, caso estivesse a leccionar este ano, se juntaria ao protesto em Lisboa agendado no próximo Sábado (08/03/2008), surpreendentemente, a ministra respondeu que não estava em condições de responder, porque não se encontra a leccionar no corrente ano lectivo!!!!!!!!

Sr.a Ministra, se tem dúvidas e não tem a certeza do que está a fazer, do que vem defendendo acerrimamente ao longo destes últimos meses, então, por favor, DEMITA-SE.

5 – Estará a Sr.a Ministra a defender os direitos dos professores, ao nada referir quanto à violência física e psicológica a que cada vez mais professores estão sujeitos, praticada pelos alunos e encarregados de educação?

Chego à conclusão que sim. A Sr.a Ministra até incentiva os professores a dar notas boas. Talvez seja essa a solução.

Não interessa a motivação dos professores e o seu papel na transmissão de bons valores.

Por último tenho uma sugestão:

– Porque não despedir todos os professores e passar administrativamente todos os alunos com nota 20? Já viu a REDUÇÃO DE CUSTOS que a Sr.a Ministra conseguia? E o brilharete que Portugal faria nas estatísticas da União Europeia? Tentador….não?


Miguel Nascimento

14 03 2008
José Nunes

Como eles se referem aos alunos:

“Eu gostava de ver esses catedráticos (Ministra incluida) que falam na poção mágica para motivar alunos, à frente de uma turma de 20 indigentes, cuja principal expectativa é ter um telemóvel melhor que o do colega ou um brinco de lata espetado na orelha e estando no 7º ou 8º ano não sabem ler nem escrever e nós professores somos praticamente ameaçados se chumbarmos estes alunos”.
Paulo Carvalho

Esclarecedor, não é?

14 03 2008
Paula Castro

È com enorme prazer que me revejo no teu artigo!Também eu lá estive e também eu, professora licenciada pela Universidade Clássica de Lisboa,me pergunto onde é que asnos como esse sr.rangel andam? A dormir, provavelmente… Porque nestes 17 anos de carreira a exigência temn vindo a baixar, e ameaça atingir níveis assustadoires se continuarem a insistir na nossa responsabilidade pelos resultados, taxas, do sucesso educativo. como mâe ,terei que ponderar os meus ideáis e os meus valores, os meus parâmetros de exigência!!! Mas as taxas de sucesso crescer graças às descobertas maravilhosas deste ME: As Novas Oportunidades! Melhor seria dizer aos portugueses ainda nâo alfabetizados que juntassem os pontos das batatas fritas , bolicaos,etc..e no fim que trocassem isso tudo por um diploma com reconhecido sucesso! E atrevem-se a cjhamar a isto exigência?!! Facilitismo e uma indescutível habilidade para brincar com números.è, este ME é fabuloso com as estatísticas!

14 03 2008
pedro silva

Fico chocado com a falta de nível de alguns dos professores que aqui escrevem. Chocado mas não surpreendido, pois é por isso mesmo que tenho os meus filhos a estudar em instituições privadas de renome. Desde o 25 de Abril que o ensino tem sido um regabofe de professores em autogestão. Todo o bicho careta que não consegue fazer mais nada vai para o ensino. Pois por isso mesmo é que a escola pública portuguesa apresenta dos piores resultados de toda a Europa! Recordo-me que, meu tempo, tive alguns bons professores que o eram por vocação, por interesse, por dedicação total a uma causa. Os senhores professores actuais, pelo que se vê, comunistas ou bloquistas na sua maioria com tudo o que isso ideologicamente acarreta, primam pelo facilitismo e pela absoluta incompetência científica, pedagógica e humana. Como lastimo as famílias que, por não disporem das mesmas possibilidades financeiras que tenho, se vêem forçados a entregar as suas crianças a tal gente, comprometendo assim seriamente o seu futuro! Claro, não digo que não haja alguns professores dignos desse nome, mas serão certamente uma imensa minoria… Porque não, então, avaliar os professores, recompensando os melhores e punindo os piores, inclusive reencaminhando-os para empregos em que possam ser mais úteis? Para que se veja o que são os professores de hoje, basta assistir às manifestações em que paricipam, organizadas pela Intersindical, nas quais berram e insultam quais operários da Lisnave! Pelo que aqui tive o desprazer de ver, já há mesmo professores que propõem a anárquica queima de carros! Ao que chegou o ensino! Pessoalmente, acho os professores demasiadamente bem pagos para o que sabem, para o que são e para o que fazem. Enfim, esperemos por melhores dias… Mas duvido.

14 03 2008
hernâni da costa

Pois!!! Dizem q estão sempre a preparar e a corrigir e q levam trabalho para casa e q são psicólogos e pais e maes e mais não sei o q mas vêm para aqui escrever e para isso já têm tempo e para fazer blogues! A ministra da educação tem toda a razão em vos querer meter na ordem e a maioria dos portugueses está com ela q é uma mulher forte e determinada! Já agora digam-me lá qts férias têem e quanto ganham que é tudo pago do nosso bolso! Toda a gente tem q ser avaliada! Os melhores são recompensados e os piores vão para a rua! Vão trabalhar para o privado e logo vêm como é! Faço minhas as palavras do Emído Rangel!

14 03 2008
Zeca Diabo

Tenham mas é vergonha, vão trabalhar!! Professores passam todo o ano lectivo de férias, não fazem um cú e ainda vêm exigir.. TENHAM VERGONHA..!

14 03 2008
Nuno Machado

Sr. Manuel Andrade.
Não sou, como o sr tão carinhosamente diz, Comuna (não é cumuna que se escreve), nem nunca votei no PCP, nem no PSD, nem no PS.
Mas tenho muitos amigos comunas, como você diz, e fique sabendo que não comem criançinhas.
Eu tanbém lhe posso chamar “facho”, que é um diminuitivo carinhoso para fascista. Espero que goste.
Pela maneira que escreve penso que, ou ainda ouve os Pink Floyd naquele tema do the wall, no qual se dizia, “Éh professores, deixem os miúdos em paz”, ou então vê os Morangos com Açucar que é um bom exemplo para a nossa juventude, com grandes ensinamentos. Até penso que deveria ser obrigatório o estudo dessa série, para formarmos grandes profissionais de culinária. Ah não trata disso, os morangos com açucar??? Desculpe, ando tão preocupado com esta futura Cuba, que é Portugal, que nem tenho tempo para ver.
Outra coisa: o verbo “haver” escreve-se com “H”. Sem “H” será “a ver”, que é do verbo “ver”. Dou um exemplo: “O Sr Manuel anda a ver navios”.
Eu pertenco a um grupo de pessoas que também vive á conta do estado, que só tem previlégios, uns vadios portanto.
Sou actor.

14 03 2008
jotinha

psst… Paulo Carvalho!?!!! é *bem-vindas* que se escreve. Desculpe o reparo senhor professor.

14 03 2008
jotinha

Pssst…Nuno Machado é *à conta* que se escreve. Desculpe o reparo.

14 03 2008
Tb Professora

Senhor Nuno Machado, concordo consigo. Acontece que eu sempre fui avaliada e se o modelo não era o correcto , o que nos querem impor muitíssimo menos o é. No anterior, atribuìam Satisfaz ou Não Satisfaz pelo trabalho que exercíamos. pela relação com os alunos, funcionários, .. E se quisesse atingir Bom, tinha que me sujeitar a uma série de papelada e provas – náo sendo garantido que essa classificação me fosse atribuída. Neste há uma série de injustiças, foi feito apressadamente e não foi verificada a sua exequibilidade. O único objectivo é criar confusão. Mas que sabemos nós da avaliação dos outros profissionais – engenheiros, enfermeiros, médicos, advogados, etc? (Também os há na função pública! ) E quem é que se preocupa com a avaliação do médico, do engenheiro, do advogado ou do enfermeiro por quem é atendido? Então, porquè tanta preocupação com os professores? Porque é que todos se sentem capazes de falar dos professores? Desculpe, isto não para si mas para todos oa que não percebendo de nada, se sentem capazes de falar de nós. Não será alguma “dor de cotovelo?”

14 03 2008
Tb Professora

desculpem, é “atribuíam”.

14 03 2008
Jorge

Olá Paulo Carvalho e parabéns pelo Blog que está sincero e diz bem alto o que muitos pensamos baixo!!

Mais uma vez os políticos encontraram nos professores um alvo fácil a abater, ou pelo menos é uma tentativa de desviar a atenção de assuntos mais importantes. Durante esta fase medíocre de despreso da classe docente, o nosso “povo” (do qual eu faço parte) não tem tempo para mais, e não comenta outras aberrações que são cometidas por quem nos governa: trapalhadas fatais no INEM, desemprego em Portugal, aumento do pão, do café, etc…

Voltando ao assunto da avaliação, já trabalhei no estrangeiro e os professores não eram avaliados (por colegas, sem critérios estabelecidos), apenas se confiava no valor dos profissionais e no trabalho realizado em equipa.
Isto da avaliação dos professores surge porquê? Tudo por causa dos resultados menos bons dos alunos… e de quem é a culpa…. do professor, claro!!!
É bem mais fácil culpabilisar o professor do que o sistema ou o ministério. E que tal começar pela base da educação tornando, por exemplo, o pré-esolar obrigatório, como já tem sido falado há alguns anos? E que tal acabar com a rotação frenética dos professores, sejam eles contratados ou não! Será normal alunos terem no primeiro ciclo cinco, seis, sete professores em quatro anos?? Onde está a estabilidade e a continuidade do trabalho para os alunos e para os professores?
Por fim, e não menos importante, também nos cabe a nós professores (sobretudo aqueles que usufruiram de forma abusiva das regalias consedidas pelo senhor Cavaco) admitir alguma culpa. Mas tristemente, os que cá ficam é que padessem…

14 03 2008
José Joaquim

Gostaria de saber escrever assim.
Sr. Prof Paulo de Carvalho que Deus lhe conserve essa lucidez.
Quanto ao internamento do paciente que vomitou, julgo que já estará agendado mas, não há vagas…
Quem foram os que a seguir a 1974 quis fazer deste País, um país de doutores, acabando com as Escolas Secundárias, Comerciais ou Industriais….?
Agora querem estar contra tudo e contra todos. Não sei se estão a querer seguir uma dum senhor (jugo que se chamava Ponomarev) que dizia :” Havemos de apodrecer de tal modo a consciência dos nossos inimigos, que,depois, será fácil conquistá-los………!!!!???
Foram oa magistrados, os militares, os funcionários públicos, agora os professores…….!!!!.

14 03 2008
Safira

Colega Paulo Carvalho!

Os meus agradecimentos por colocar no papel, de forma tão correcta o que nos vai na alma. Com efeito, fiquei indignada com a crónica do Sr. Rangel, e quiz mandar por escrito a minha indignação a esse jornal quepúblicou aquele infame artigo,mas por qualquer motivo que desconheço, foi recusado. Qualquer jornalista que se preze, primeiro investiga, depois publica, não foi o caso. Assim como um jornal credível deve conhecer se o conteúdo das notícias que publica têm fundamento.
Rangel, Miguel Sousa Tavares e afins, devem ter um qualquer contracto com o Governo para destartarem assim os prpofessores…
Sou Professora há 25 anos, e nunca, mas nunca mesmo fui tão humilhada Estive na mega manifestação, não podia deixar de ir…
Todos nós, desde 98, somos avaliados, não percebo como as pessoas ainda não entenderam isso. Afinal de que tem servbido a avaliação contínua?
Sou Licenciada, pela Faculdade de Psicologia, em Ciências da Educação, Mestrado na mesma Área e a fazer Doutoramento .

Muito obrigada Paulo!

14 03 2008
pjrcarvalho70

NOTA IMPORTANTE DO AUTOR

Pois… era inevitável!

Quando no Domingo dia 9 de Março me deram a ler o infame artigo do Sr. Rangel, nada mais senti do que qualquer cidadão, de qualquer classe social ou profissional, sentiria ao ser tão ofendido na honra e na dignidade, e resolvi escrever uma carta aberta ao dito colunista.

Ao colocá-la no meu blogue e enviando convites aos meus amigos e colegas para a lerem e divulgarem, estava muito longe de imaginar que ela se propagasse em três ou quatro dias a todo o país, passando a ser reconhecida quase como que uma posição oficial dos professores portugueses, a avaliar pelo número de visitas ao meu singelo espaço; e foram milhares.

Ainda bem que apenas uma percentagem dos visitantes fez questão de comentar a carta; mesmo assim, eram já quase três centenas os comentários, que começaram muito suaves, na sua maioria vindos de colegas a felicitarem-me pela minha atitude; nada de especial!

Acontece que a cada dia, a cada hora, eu fui assistindo a uma afluência cada vez maior, os comentários começaram a vir também de outros quadrantes e o meu tempo já mal me deixava lê-los todos, quanto mais responder-lhes; ia-o fazendo a espaços e genericamente, dirigindo-me pessoalmente a dois ou três mais pertinentes, quer fossem simpáticos ou não.

Qual bola de neve, dou por conta que os visitantes já dialogavam entre si, esgrimindo opiniões e pontos de vista e, como é apanágio em tertúlias tugas, o nível começou a degradar-se, as pessoas já não se coibiam de, à sombra de um simples nickname sem rosto, dizerem atoardas do tipo « força Rangel » e outras, por vezes mais em «pretoguês» do que em português, às quais havia já professores a responderam com palavrões e incitações anárquicas… Ou seja, dou por conta que o meu blogue estava a transformar-se, qual lota peixeira, num lavadouro de roupa suja, onde até a quantidade de erros ortográficos servia de arma de arremesso.

Caros colegas, senhoras e senhores: o meu diapasão é outro!

Estou-me completamente nas tintas para o que Rangeis, Tavares, Júdices, Madrinhas, Monteiros, Pintos e a maioria dos portugueses pensam dos professores. Deus vos livre de saberem o que eu penso dos jornalistas, advogados, médicos, juízes, e se soubessem o que eu penso dos políticos, a Sra. Ministra exonerava-me por suspeitas de epilepsia crónica.

A única liberdade em estado puro que existe, é cada cidadão pensar o que quiser de quem quiser; mas dizer impunemente o que quiser de quem quiser, não é democracia, como muitos propalam, é incorrer num exercício de absoluta anarquia intelectual. Foi esse o diapasão do Sr. Rangel.

A consciência é a mãe de todas as faculdades; os incompetentes, os usurpadores do erário público, os chupistas do sistema, os que fazem da balda o seu desígnio – professores obviamente incluídos – examinem a sua consciência e sejam os primeiros a atirar a pedra. Como já referi num comentário, a minha consciência de cidadão, de pai, e sobretudo neste caso, de professor, está como os lençóis de um padre. Tenho as coisas mais preciosas para o comprovar que são a minha família, a minha escola, os meus colegas e, sobretudo, os meus alunos. A minha carreira de docente está, inevitavelmente, marcada por momentâneas perdas de norte, causadas por alunos que alguns senhores comentadores teimam em aceitar que existem, mas a minha almofada é testemunha da tranquilidade do meu sono. Acredito piamente que sou um mero indivíduo no meio de um mar de professores similares.

Não contem comigo para a peixeira luta de classes. Sou professor por vocação mas não me envergonho de dizer que também o sou por obrigação, pois dedicar o triplo do meu tempo diário aos filhos dos outros do que ao meu próprio filho, é um heroísmo que não pretendo reivindicar nem ostentar; impõe-mo e eu cumpro-o.

Portanto que fique bem claro que o professor Paulo Carvalho da EB 2,3 de Castro Daire mais não fez do que um exercício de defesa pessoal a uma cretina e caluniosa ofensiva. Podem continuar a achar a minha reacção apropriada ou monstruosa que a assumo e assumirei perante quem quer que seja. Agora guerrilha de classe, politiquice, maledicência, não!

Há muito lugar onde fazê-lo mas longe do meu espaço.

Dou, pois, por encerrada a publicação dos comentários! Podem comentar, mas apenas leio eu e, se tiver tempo, responderei em privado, aos que mostarem pertinência e elevação!

Paulo Carvalho

14 03 2008
CC

Parabéns Paulo!
Parafraseando uma frase que ouvi a uma colega no debate televisivo “Prós e Contras”:
“Parabéns, Sra. Ministra, por ter unido uma classe que nunca o foi.”
Se algum mérito têm os múltiplos ataques feitos à nossa classe é o de finalmente todos nós estarmos unidos!

15 03 2008
Nuno Morgado

Rangeis e Sousas Tavares é o que mais há por aí. Falam do que não sabem! Esses sim, são pseudo-comentadores e têm a mania do rei na barriga. Dizem o que querem. A carta do colega Paulo assenta que nem uma luva na cara desses “meninos”. Eu quero ser avaliado, mas com uma avaliação com pés e cabeça. Tenho é receio é que a escola vire campo de batalha em “titulares” e “professores” que é aquilo que nos somos.

15 03 2008
SILVIA RELVA

VOU TENTAR FAZER CHEGAR PESSOALMENTE UMA CÓPIA AO SR. EMIDIO RANGEL, PARA QUE TENHA A DIGNIDADE DE SE DESCULPAR PUBLICAMENTE A TODOS NÓS, AOS TRABALHADORES DA LISNAVE ( TENHO MUITOS NA MINHA FAMILIA), E A TODOS OS COMUNISTAS. POIS DEMOCRACIA É TER DIREITO A ESCOLHA.
COMO PROFESSORA SÓ POSSO LAMENTAR-ME QUE AINDA HOJE EXISTE PESSOAS QUE SE ACHAM SUPERIORES A OUTRAS.

15 03 2008
NeloF

Caro colega,
parabéns pela coragem que tens em chamar as “coisas” pelo seu nome. Li e vi muita coisa, mas com esta frontalidade “jamais”. Força e vamos acabar com esta ditadura… Sim… Se não é parece…
Ja agora!!!! Quanto ganha este Senhor RANGEL???? Ele esta a ser avaliado por quem???? E vergonha? Sera que tem vergonha na cara? Isso nao tem de certeza… E a Senhora Ministra? Quanto ganha por mès? Que artigo mete quando falta ao trabalho? Isto se podermos chamar trabalho ao que ela faz claro….. E ja agora!!! è avaliada por quem??? Como pode uma pessoa que mal sabe falar, que aulas deu… Isto se as sabe dar claro…. Estar num lugar destes. Enfim… A vergonha da Europa…
Muitos Parabéns Paulo.

15 03 2008
Nuno Machado

Caro Paulo Carvalho
Lamento ter caído na tentação de responder aos insultos proferidos por uns quantos “comentadores”.
Não sou professor mas sinto a vossa revolta, e muitas vezes revolto-me também.
Peço desculpa por ter participado naquilo que você chama a uma degradação nos comentários, mas havia “com H”, tipos que não sei sinceramente em que planeta habitam.
A injustiça de alguns comentários fez me perder a razão e a moderação que muitas vezes demonstram a superioridade de cada um.
Não era esse o meu intuito.
Agradecia uma resposta sua para o meu mail, o qual penso que tem acesso.
Abraço
Nuno Machado

15 03 2008
Carla Lopes

Caro (colega) Sr. Prof. Paulo Carvalho:

Depois de uma semana de trabalho exaustivo, tive finalmente alguns instantes para poder sentar-me ao computador e fazer uma leitura dos mails que fui recebendo ao longo dos últimos dias.
Agradeço e felicito-o pelas suas palavras e pela atitude que tomou, quer na resposta ao “artigo” do jornal no dia 9, quer nesta última intervenção, em que encerra a publicação dos comentários.
Saber que existem professores assim faz-me sentir um grande orgulho na classe à qual também pertenço. Escolhi ser professora… a minha mãe era professora e… quando eu era pequena brincava no meu quarto, dando “aulas” às minhas bonecas… adoro ser professora e vou fazer tudo o que puder para não esmorecer.
As suas palavras serviram-me de bálsamo e de estímulo.
Muito obrigada!

(Professora de Matemática em Lisboa)

15 03 2008
Sofia Pedro

Caro colega, não posso deixar de lhe dar os meus parabéns. Acabei agora de ler o artigo do “tal” senhor que se diz jornalista e, depois de um almoço lauto, até fiquei mal disposta. E depois ainda nos queixamos de como anda o país… Sou professora há 12 anos e tirei o meu curso na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Estive quatro a tirar uma licenciatura e mais dois a completar o ramo de formação educacional, que terminei com uma média que, para a instituição acima mencionada, se encontra acima da média. Já dei aulas a muitos alunos e neste momento estou a experienciar a felicidade dos projectos CEF e PIEF. Devo dizer que se alguma vez fosse avaliada à minha turma do PIEF iria ser considerada, de certeza, a pior das professoras, mas só quem trabalha durante a semana com este tipo de alunos compreende a realidade do que são estes projectos. Quem são as pessoas como esse “tal jornalista”, a senhora Ministra, ou outros afins, para me julgar no meu profissionalismo? Quem são eles para me criticar quando, de cada vez que vou para a sala de aula dos CEF e PIEF, não sei o que me espera? Avaliação? Não tenho medo nenhum de ser avaliada, porque sei o que faço e sei que faço com imenso profissionalismo e todo o cuidado pedagógico (pois vim para esta profissão por gosto). Mas que o seja com justiça, com respeito. Que me dêm os instrumentos de trabalho necessários para que eu possa atingir mais rapidamente todas as metas pretendidas. Que exijam dos encarregados de educação o triplo do que nos exigem a nós, porque eu não sou mãe, mas tenho de “aturar” o dia todo a falta de educação dos filhos dos outros. Que me paguem, então, as horas extraordinárias que dou praticamente todos os dias sem que mas contabilizem… Trabalhar por amor à camisola já não compensa nestes dias em que ninguém valoriza o nosso trabalho. Continuo a ser a profissional que sempre fui porque ainda há jovens que merecem, que consigo moldar, aperfeiçoar e que aceitam essa ajuda e esses conselhos, mas não sei por quanto tempo mais poderei afirmar o mesmo. Normalmente não me costumo manifestar, mas queria agradecer a oportunidade que deu para desabafar um pouco a mágoa sentida pelo desrespeito a uma profissão que devia ser a pedra basilar da sociedade. Infelizmente não sou médica… Mas sem mim, o que seriam dos médicos, dos advogados…
Parabéns, mais um vez. E, apesar de tudo, ainda é com orgulho que digo “sou professora”!

15 03 2008
Paula Dias

Parabéns colega! A resposta está FABULOSA! Mas não vale a pena perder mais tempo com uma pessoa que sempre avaliou das suas “subordinadas” na “horizontal”…ele nunca entenderá o processo em que estamos envolvidos, pois já lhe sobram muito poucos neurónios!

15 03 2008
Paula Dias

Rectificação :” avaliou as…”

15 03 2008
Daniel Albergaria

Caro Professor

Tenho 64 anos e não fui professor, mas do fundo do coração agradeço-lhe a carta que enviou, que me fez ficar orgulhoso por ser Português.

15 03 2008
Maria Chaves

O meus Parabens, Paulo por tudo o que disse. Nao sou colega como a grande maioria dos comentadores do seu artigo, mas sou encarregada de educaçao e ja fui aluna nos finais das decadas de 60, 70 e inicio de 80. Ainda me lembro do respeito que tinhamos pelos professores e dos magnificos professores que tive e que me incutiram o gosto pela leitura, cultura, artes.
Com o avancar dos anos fui apercebendo-me da forma indigna como os professores sao tratados por todos, desde o Ministério, a alguns(muitos) alunos, pais, etc. E as condicões incriveis que os profs tem de suportar, longe de casa, da familia de tudo o que lhes e mais querido.
E agora tem de ouvir e ler artigos como os deste sr.
Pena e que, quando saiu da SIC e da RTP, nao recebesse o mesmo que os profs recebem quando sao destacados para o fim do Mundo!
Continuem a lutar pelo que acham certo e digam sempre o que pensam.

15 03 2008
S. Dias

Parabéns Paulo!
Obrigada por verbalizar os sentimentos desta, outra, “hooligan”!
Força!

15 03 2008
Nuno Guimarães

Subscrevo totalmente as palavras do colega Paulo Carvalho.

15 03 2008
Horácio Santos

Um dia que serenamente se estude as causas do insucesso dos nossoa alunos, creio que estará em lugar de destaque o ” lixo ” televisivo que deve muito a Emídio Rangel.
Quanto aos Hooligans, Rangel deve saber do que está a falar. Não foi ele que assaltou à paulada a TSF, tentando sanear os seus colegas jornalistas?

15 03 2008
Danielle Dinis

Muito convincente esta resposta! E queria acrescentar que as televisões do Sr Rangel em nada ajudaram este país a sair do quase illetrismo duma grande parte da população em geral e portanto dos pais, que perderam de vez a capacidade de exigir dos seus filhos o bom comportamento e o respeito pela escola e os professores, bem como resultados que elevassem o seu nível cultural. Muitos pais hoje infantilizam os seus filhos até os 30 anos!
Futebol e telenovelas enlatadas ao longo do ano não levam os cidadões a compreender sequer que existe outra coisa no mundo. Que foi feito de reportagens de toda a ordem sobre natureza, ecologia, história, culturas longíquas, musicas um pouco mais procuradas, dança, pintura… uma quantidade de interesses que poderiam ser diversificados e apresentados em horário decente mas que requereriam alguma inventividade e sem dúvida algum dinheiro. Mas se calhar, o pagamento dos super-directores não deixam verbas suficientes para outra coisa que os nossos tristes e débeis programas.

15 03 2008
Paulo Leite

Parabéns colega Paulo, é pena q esse senhor n consiga atingir metade do q escreveste… Do q ele precisava sei eu, n percebe ms sentia…

15 03 2008
Tb Professora

Atitude sensata!
Estava a ficar preocupada com o rumo dos comentários. E ninguèm pode garantir se não havia alguém a fazer-se passar por professor só para nos deixar mais mal vistos. Gostei da resposta que provocou esta situação. Até um dia,
Lurdes (mas não a ministra de Educaçáo!)

PS. Acho que o conheço. E não sei porquê, acho que é de História!

15 03 2008
PALAVROSSAVRVS REX

Tenho orgulho na tua carta aberta, Paulo! Só tenho é que divulgá-la.
Abraço.

PALAVROSSAVRVS REX

15 03 2008
Milheiro

Força Professores…

Façam a revolução da Democracia, da Liberdade, da tolerancia, do respeito, da cidadania, do trabalho, da educação…

Façam-na como até aqui: com dignidade, com AMOR.

E mostrem a todos o que é ser Professor.

Bem Hajam!

15 03 2008
Acácio Brandão

Caro Paulo;

Os meus parabéns pela resposta ao “sr.” Rangel. Também já enviei ao jornal uma carta de meu repúdio e a informar que, pela minha parte, irão à falência porque deixarei de o comprar .
Coragem!
um abraço do colega
Acácio

16 03 2008
zefialho

parabens!… Eu não estive, mas orgulho-me de me considerar, embora aposentado, em pé de igualdade consigo e com os outros colegas professores que estiveram presentes… Eu já era professor, quando o Sr., alvo da sua carta aberta, frequentava um seminário na Faculdade … Não estranho os” mimos” com que nos brinda… Se não estou em erro, todos os alunos desse seminário eram professores. Todos ou todos menos um…
Um abraço e força.

16 03 2008
Raquel Costa

Como aluna, tenho o direito e o dever de estar do lado dos professores e, principalmente, condenar discursos como o do senhor Rangel, se é que se pode dizer que o é.
Tenho pena por sairem coisas destas nos jornais portugueses, envergonha-me profundamente.
Sou aluna há muitos anos, sempre tive grandes professores, por isso sou a aluna que sou, é a eles que lhes devo muito do que sei e do que sou.
Numa coisa estou de acordo com o governo, as reformas na educação sao necessárias, mas não se enquadram nas medidas tomadas pelo governo, que não passam de meros cortes orçamentais. Modernizem as escolas, melhorem as condições, porque bons professores já temos.
E para as pessoas como o senhor Rangel, gostaria de dizer uma coisa: quando não houver nada para dizer, mantenham-se calados, acreditem, ganhamos todos.

16 03 2008
pjrcarvalho70

Caríssima Raquel!

Não sei se reparou, mas o seu comentário foi excepção na regra que impus de não publicar mais nenhum por causa da peixeirada que estava iminente. O seu publiquei-o, pois este país pejado de gente mal informada e mal intencionada, precisa de ouvir testemunhos como o seu. Muito obrigado!

16 03 2008
amigona

Tenho pena de teres fechado os comentários…sou professora reformada mas sinto a afronta que foi feita no artigo do sr Rangel como qualquer um de vós…estive na manifestação por solidariedade e encontrei muitos amigos de vários quadrantes políticos…por acaso sou comuna mas, isso não me envergonha só me orgulha…
Fui professora durante mais de três décadas e acho muita graça às opiniões sobre esta coisa da avaliação!
Os professores querem ser avaliados! Não têm medo de o serem desde que seja uma avaliação justa e séria!
Mas queria dizer ao Sr Manuel Machado e outros que tais que os BONS professores não se vão safar com ESTA avaliação! Serão os MAUS professores que vão conseguir contornar os problemas, que vão meter CUNHAS, COMPADRIOS para se safar!!! Portanto, parabéns àqueles que só vão permitir que o terreno educativo continue mais pantanoso que sempre e que os maus professores sejam premiados! A Educação não vai ganhar, os seus filhos também não!!!

Eu QUIS ser avaliada para ter a nota máxima:EXCELENTE!!! Entreguei um currículo de TODA a minha experiência profissional, constituiu-se o júri que a lei determinava: um professor da escola, outro reconhecido publicamente (SÓ indiquei o DIRECTOR REGIONAL!) e o outro seria indicado pelo Ministério. Passado um ano o ME devolveu-me o processo, pedindo-me para esperar – entretanto reformei-me!!!

Ah e a avaliação NÃO iria ter nenhuma influência na minha carreira mas eu achava que a MERECIA!!!

Há professores assim – MUITOS! E muitos estiveram juntos porque nunca como hoje foram tão agredidos na sua DIGNIDADE!

Há que continuar a defender e a EXIGIR que se respeitem os valores de : justiça, respeito, trabalho, dedicação, solidariedade e amizade…

Isso o Sr Rangel não sabe o que é…alguns que o lêem também não…para ti colega o meu abraço e o desejo de que a vossa vitória seja uma vitória de todos nós! E obrigada por seres como és…felizes os teus alunos e os pais que têm a sorte de te conhcer1 Parabéns!

16 03 2008
professora

“Coisas de circo” temos visto neste país acerca de 2 anos a esta parte. Gostei da sua carta aberta a esse dito sr. Rangel.
Realmente desconhece por completo a realidade da maior parte das nossas escolas.
Que o “diabo o abençoe”!!!

16 03 2008
Vitor Alves

Caro colega Paulo:
Quero agradecer-lher pelo excelente artigo que escreveu em resposta e esse senhor Rangel. A sua opinião representa a da maioria daqueles que exercem a nossa profissão com dignidade e gosto. Quando a escolheram após terminarem o seu curso superior, nuca esperavam chegar a esta situação, em que a profissão de professor não é respeitada, quer por políticos quer pela opinião pública cuja cabeça anda a ser manipulada pelos senhores deste governo virando-a contra a classe docente.
Em relação à manifestação por compromissos já assumidos não pude estar presente, mas gostaria imenso de lá ter estado a dar o apoio aqueles que aí foram.
Parabéns e continue lutar pela dignificação da nossa classe, pois continuaremos a apoiá lo incondicionalmente.

16 03 2008
Jorge Santos

Não sou professor, mas acho a vossa luta justíssima. Toda a função pública está a ser espezinhada, como se fossem os funcionários públicos os culpados pela má governação.
Subscrevo na íntegra as suas palavras.
De facto descreve muito bem, embora peque bastante por defeito, a classe política. A classe mais corrupta que se conhece e conseguem mentir como se estivessem a dizer a maior verdade do mundo.
A classe de “lambe botas” queria eu dizer jornalistas, subjugada aos interesses do poder político, na espactativa de um qualquer tachol. São uma corja.

16 03 2008
Joaquim Cunha

Sempre pensei que neste País se fazia jornalismo serio e honesto, mas ainda acredito que sim, tirando uns Emidios Rangeis que proliferam por ai. A censura de outros tempos deveria existir para este tipo que nao sabe mais do que dizer babuseiras e se nos recordarmos do trabalho que fez numa estaçao de televisao se fosse honesto e coerente com ele mesmo, nunca de la teria sido corrido ou convidado a faze-lo. a luta dos professores é justa e este governo só vê coisas que prejudicam o cidadão comum. lutem ate a ultima… viva os professores

16 03 2008
Aquilino

Caro amigo Paulo Carvalho,antes de mais queria-lhe dar os parabéns pelo excelente artigo de resposta que deu, e que ao mesmo tempo defendeu a dignidade dos restantes colegas de profissão!
Muito obrigado por me defender, porque também sou docente!
Sou docente em Resende, por esse facto somos “vizinhos”.
Quando tiver oportunidade de ir a Castro Daire, tentarei localiza-lo, para lhe dar os meus parabéns pessoalmente.
Relativamente ao comentário desse senhor é natural, visto que a idade está a pesar e que concerteza que algumas doenças do foro mental estão a tomar conta dele!
Terei todo o gosto de divulgar o seu blog, através dos 1500 emails que possuo.
Um abraço,
Aquilino Rocha Pinto

16 03 2008
Ana Mascarenhas

Uma não resposta a um não jornalista!…

[O jornalismo] não é um dialecto [sensacionalista]
para bocas irreais.
Nem o suor concreto
das palavras banais,[iníquas, torpes e insidiosas].
É talvez o sussurro daquele insecto
de que ninguém sabe os sinais.
Silêncio insurrecto.

(Adaptado) de José Gomes Ferreira

[Anti-]Manifesto de uma das 100 mil “hooligans” presentes, pela 1ª vez, na concentração de dia 8 de Março em prol de uma Avaliação equitativa,justa, não obsoleta e não burocrata!
O meu grito foi o do silêncio insurrecto!

Ana Mascarenhas

Prof. do 3º Ciclo do E. B. e Secundário.

16 03 2008
JPP

Quando queremos chamar à atenção para algo IMPORTANTE, devemos fazê-lo com “Classe”. ESTANDO INTEIRAMENTE DE ACORDO COM OS PROFESSORES, manifesto o mais profundo desagrado pela forma, uma vez que a espaços desce tanto como o Sr Emídio Rangel. Concordando com o fundamental, a forma deixa imenso a desejar. Caracterizar os professores universitários como o faz (Bibligrafia, salas com 30 a 40 alunos, as escolhas, etc..) não dignificam a verdade da sua, Vossa, Nossa luta.
Cuidado com a linguagem
Ao lado dos professores, mas profundamente contra o insulto pelo insulto

16 03 2008
Menina_marota

Senhor Paulo Carvalho, ainda bem que existem pessoas como o Senhor, que não se deixam intimidar, por um qualquer nome, que por detrás do lugar que ocupa, tenta inverter os termos e quase apelidar os Professores de terroristas…

Tenho um filho ainda estudante e dou RAZÃO aos Professores. É por eles e com eles, que muitos dos nossos jovens conseguem ultrapassar dificuldades e enfrentar o futuro.

Como Mãe estou do lado dos Professores, porque afinal são vocês as bases do futuro dos nossos filhos.

Bem Hajam.

Um abraço solidário

16 03 2008
pjrcarvalho70

Digníssimo Sr JPP:

Pela sua pertinência, o seu comentário também foi excepção e publiquei-o, querendo desde já dizer-lhe o seguinte:

Não padeço da mesma doença do Sr Rangel e, percebendo e aceitando que não será correcto aos olhos de milhares de excelentes professores universitários, dizer que têm 20 ou 30 alunos com a socialização feita, passando por uma clivagem por resultados escolares e a quem basta dar bibliografia, é de facto muitíssimo redutor e receio que tal expressão possa causar mossa em tão digna classe docente.

Quero, pois, deixar bem claro que, no meio do incêndio de indignação que me assolava ao escrever a carta, usei esta espécie de metáfora para dizer ao Sr Rangel que o mundo universitário nada tem a ver com o básico e secundário, sobretudo ao nível da disciplina dos alunos. Se já leccionou em ambos os «mundos» terá de concordar comigo.

Agora longe de mim querer dizer que os professores universitários têm pouco trabalho ou que a sua missão é fácil ou menos ainda que sejam incompetentes. Não!

Tive excelentes professores universitários; aliás os docentes da Universidade de Aveiro onde cursei recentemente o Mestrado em Multimedia em Educação e espero em breve dissertar, são absolutamente exemplares a todos os níveis e aqui lhes presto a minha homenagem.

Mesmo assim, e assumindo o risco de ter proferido tal expressão, quero solenemente, a si e a todos os docentes universitários deste país, apresentar as minhas mais sinceras e sentidas desculpas!

Como referi, não padeço da doença do Sr. Rangel.

Paulo Carvalho

16 03 2008
pjrcarvalho70

MUDANÇA DE ESTRATÉGIA

Dado que continuo a receber imensos comentários sinto que tenho o dever de publicá-los. Mantenho, no entanto, a necessidade de passar pela minha aprovação e manterei a posição de não publicar comentários que, independente de serem pró ou contra a causa, incitem qualquer tipo de esgrima verbal menos própria.
Muito obrigado a todos

16 03 2008
Agry White

No dia 10 último, tambéu eu fiz uma postagem no blog a manifestar a minha repulsa pelos criticos de algibeira. Não sou professor,casado com professora ou membro do PCP.
Ei-la:

Anda por aí um cheirinho a fascismo!
A maior manifestação de sempre na Educação, que reuniu mais de 100 mil professores, provocou a ira de alguns, um punhado de fascios, os do costume.
A propósito desta revolta, li as coisas mais execráveis, que se possam imaginar.
Escrita pelos mesmos, sempre os mesmos. Os teóricos e os defensores de regimes onde o Poder e as benesses beneficiam sempre os mesmos
São os mesmos que apoiaram o fascismo, as intervenções norte-americanas, no Vietname, no Iraque, na América latina, que criticam, ferozmente, as forças progressistas em Portugal e no Mundo. São os saudosistas da presença de Portugal em África. São os inimigos dos imigrantes e dos trabalhadores, em geral. São a escória politica arrogante e parisitariamente instalada num mundo que não é o seu. São politicamente iletrados e desprovidos de ética
Dizem-se democratas, defensores da liberdade politica e económica! Falam, com desdém dos comunistas, em particular, e da esquerda, em geral. São aduladores do neo-liberalismo, dos americanos e dos governos seus lacaios.
São provocadores profissionais e profissionalizados. Estão em todo o lado.
Julgam-se intocáveis e impunes!
A vitimização, o fim das ideologias e os contorcionismos epistemológicos são a terapêutica de choque utilizada por estes bandos de iluminados.
Estes aduladores, perseguem-nos como a publicidade, até à alcova. Instalam-se em todo o lado. Assumem-se como os maiores! E os melhores!
Especialistas em recuperar as críticas que lhes são dirigidas, refugiam-se no servilismo e na subserviência ao Poder. Estão sempre do lado do Poder.
Quando se sentem encurralados, em nome de uma certa liberdade, de uma espécie de liberdade formal que permite institucionalizar a exploração dos homens por outros homens, por vezes utilizam os seus jornais para emboscar os leitores com ideias e palavras capturadas à esquerda.

16 03 2008
Estela Mendoza

Vivo em Portugal há 24 anos, porque sou filha de portugueses que imigraram para o Canadá. O meu percurso escolar foi todo feito no Canadá à excepção da licenciatura que foi feita cá. Sou professora e orgulho-me disso, mas tenho pena das minhas filhas não terem tido a expriência de estudar no Canadá, tal como a mãe: em escolas organizadas por turmas de 3 níveis diferentes para cada disciplina, daí não haver insucesso escolar.
Este ministério da educação devia pensar neste modelo de ensino canadiano em vez de culpar os professores e querer avaliá-los.Pois é, mas o pior é o dinheirinho e isso implicaria a colocação de muitos professores e a construção de escolas muito maiores
O Sr. Rangel deve informar-se melhor e ler um pouco sobre o que se passa em países do 1º mundo, em vez de usar termos ingleses que obviamente desconhece para insultar os professores deste país, que são uns verdadeiros heróis ao trabalhararem nas condicões que têm.
Obrigada Colega Paulo pela coragem que me tem transmitido.

16 03 2008
Estela Mendoza

digo “experiência “

16 03 2008
Tb Professora

É óptimo que esta carta continue neste espaço!
Boa estratégia!

16 03 2008
Helena

Conheço alguns dos traços da personalidade do Emídio Rangel, pois dou-me com pessoas que privaram com ele nos tempos do Sindicato dos Jornalistas, da TSF e da SIC. Nunca ouvi dizer que fosse uma pessoa amiga de ajudar o seu amigo, antes pelo contrário. Muitos diziam, e dizem, que era pessoa capaz de tudo, mesmo de traír um amigo, para trepar na carreira profissional. Apesar de tudo ainda nutria alguma consideração por ele, sobretudo pela forma como deitou mãos à obra da criação da TFS, conjuntamente com outros companheiros seus. Muitos desses outros são hoje pessoas que subiram mais devagar, sem quererem “apropelar” os amigos, sendo hoje pessoas muito respeitáveis e respeitadas. Uma dessas pessoas é, por exemplo, o Senhor Fernando Alves. Como é sabido, o Emídio é hoje um homem só, frustrado da vida, cheio de rancores e que não encaixa muito bem os actos de solidariedade (coisa que não conhece !) , a tal solidariedade que passou na Avenida da Liberdade no dia 8, em direcção ao Terreiro do Paço. O Emídio devia dar umas aulas na Zona J de Chelas, no Bairro da Sé ou na Serra das Minas e depois ficaria a saber o que é ser professor. Emídio, sabemos que o tombo que deu foi grande, mas ao menos levante-se pelo seu pé, devagar, sem atropelar ninguém. E olhe que atropelar cem mil pessoas é missão impossível.

17 03 2008
Ambrósio Lopes Vaz

Os meus parabéns a este professor e a toda a classe. Sou um operário de 76 anos, e fiz a 4ª classe de adultos em 1958 na Empresa Fabgril do Norte, considerada a maior fábrica Textil do país.Os professores têm uma grande tradição de luta. Lutaram pelos seus direitos nos negros tempos do fascismo e pelo derrube da ditadura. Alguns passaram pelas cadeias fascistas e foram expulsos das escolas e Universidades. Mas nunca viraram a cara á luta. Os professores de hoje, lutam justamente pelos seus direitos e pela sua liberdade. Os saudosistas do fascismo como Himidio Rangel, não afectam a vossa luta, reforçam-na.Aquele lambebotas anda a ver se o Sócrates lhe dá tacho. Com aquele comentário desceu tão baixo, que nem para capaixo dos professores serve. Li na carta que ele é professor? Só se fôr da estupidês. Ele no comentário fala em circo. Não será palhaço de circo? A vossa luta foi duma grandeza de tal ordem, que nenhum traidor do Povo português vos consegue abalar. Ambrósio Lopes Vaz Matosinhos

17 03 2008
Nuno Gonçalves

Não sou professor. Não aprendi a ler sózinho. Já li muitos recibos, honestos, identificando o bem transaccionado e o preço do mesmo. Não acredito na escravatura mas acredito que ainda há quem esteja disposto a pagar e que há seres humanos dispostos a serem comprados. Li o recibo publicado que não trás identificação do comprador nem número de contribuinte mas que, apesar de não estar expressamente designada revela que a mercadoria transaccionada é a dignidade, ôca, sem recheio de vergonha, com total garantia prolongada de má-fé, embrulhado em papel do BCE, do destinado áqueles a quem lhes nascem mãos tortas reviradas, em concha, para trás e de esguelha para que nada caia no chão ou se perca. Estou certo que a intenção, falha, reconheço, era elaborar um texto divertido, de humor. Apesar de não possuir o estilo de escrita que aprecio e dada a inclinação que parece revelar, sugiro que o autor do texto se dedique ao jornalismo, onde se encontra muito ficcionista igualmente inábil, frustrado e falho. Certo que a prática empenhada e esforçada acabará por dar os seus frutos, segue este meu encorajamento para que o articulista não desista e, quiçá um dia, possa arrogar de direito conquistado e clamar ao mundo “Sou jornalista”.

17 03 2008
José Nunes

MUDANÇA DE ESTRATÉGIA OU A INEVITÁVEL CENSURA PARA NÃO SE PUBLICAR O QUE INCOMODA E VAI CONTRA A CAUSA?

17 03 2008
Outra Mãe VI

Outro artigo que devemos ler e passar.

A avaliação dos professores
02.03.2008, Vasco Pulido Valente

Como se pode avaliar professores, quando o Estado sistematicamente os “deseducou” durante 30 anos? Como se pode avaliar professores, quando o ethos do “sistema de ensino” foi durante 30 anos conservar e fazer progredir na escola qualquer aluno que lá entrasse? Como se pode avaliar professores, se a ortodoxia pedagógica durante 30 anos lhes tirou pouco a pouco a mais leve sombra de autoridade e prestígio? Como se pode avaliar professores, se a disciplina e a hierarquia se dissolveram? Como se pode avaliar professores, se ninguém se entende sobre o que devem ser os curricula e os programas? Como se pode avaliar professores se a própria sociedade não tem um modelo do “homem” ou da “mulher” que se deve “formar” ou “instruir”?
Sobretudo, como se pode avaliar professores, se o “bom professor” muda necessariamente em cada época e cada cultura? O ensino de Eton ou de Harrow (grego, latim, desporto e obediência) chegou para fundar o Império Britânico e para governar a Inglaterra e o mundo. Em França, o ensino público, universal e obrigatório (grego, latim e o culto patriótico da língua, da literatura e da história) chegou para unificar, republicanizar e secularizar o país. Mas quem é, ao certo, essa criatura democrática, “aberta”, tolerante, saudável, “qualificada”, competitiva e sexualmente livre que se pretende (ou não se pretende?) agora produzir? E precisamente de que maneira se consegue produzir esse monstro? Por que método? Com que meios? Para que fins? A isso o Estado não responde.
O exercício que em Portugal por estúpida ironia se chama “reformas do ensino” leva sempre ao mesmo resultado: à progressão geométrica da perplexidade e da ignorância. E não custa compreender porquê. Desde os primeiros dias do regime (de facto, desde o “marcelismo”) que o Estado proclamou e garantiu uma patente falsidade: que a “educação” era a base e o motor do desenvolvimento e da igualdade (ou, se quiserem, da promoção social). Não é. Como se provou pelo interminável desastre que veio a seguir. Mas nem essa melancólica realidade demoveu cada novo governo de mexer e remexer no “sistema”, sem uma ideia clara ou um propósito fixo, imitando isto ou imitando aquilo, como se “aperfeiçoar” a mentira a tornasse verdade. Basta olhar para o “esquema” da avaliação de professores para perceber em que extremos de arbítrio, de injustiça e de intriga irá inevitavelmente acabar, se por pura loucura o aprovarem. Mas loucura não falta.

17 03 2008
Francisco Silveira

Muitos Parabens.
Força Não se deixe desanimar por um servilista de nome Emilio Rangel

17 03 2008
Emídio Rangel « Lista Negra

[…] Para quem quiser saber mais sobre isto, faço minhas as palavras neste blog: Carta aberta ao Sr. Emídio Rangel […]

17 03 2008
Luís Carlos

Parabéns Paulo!
Nenhum deste senhores me apanhou com as calças na mão.
Experiências antigas no movimento associativo (no terreno a fazer e não a mandar fazer) deste país deixaram-me sempre “de pé atrás” para com estas pessoas.
Sei lá “são sortes”! ( Como dizem nas festas bem).

Sugestão aos 143 000:
1. Não comprem mais o Correio da Manhã, pois há uma responsabilidade editorial do jornal (e 143 000 vão fazer alguma diferença);
2. Para além de não os recomendarem aos amigos, não recomendem os livros do Sr. MST aos inimigos. Outra ideia engraçada era enviarmos todos os que já temos (penso que O Sr. MST sabe que muitos dos seus leitores pertencem aos 143000) para aquela televisão onde todas as terças feiras o senhor comenta 3 notícias;
3. Cada um dos 143 000 escreverem nos orgãos informativos locais e regionais notícias sobre educação. Como nós sabemos e muito por culpa da nossa classe, neste país qualquer pessoa do senso comum opina sobre qualquer tema (o que é legítimo). O que não é correcto é pessoas com formação falarem sobre algo que sabem (muito) pouco. A nossa função é ensinar os que não sabem. Façamos mais este trabalho de educação de adultos, dando-lhe uma “nova oportunidade”.

17 03 2008
J Conde

Também eu fui um dos que passou a mensagem do CM do Sr. Rangel.
Julgo oportuno deixar aqui o meu comentário.
Na altura em que passei a mensagem com o artigo do CM, embora não concordasse de todo com a forma de aboradagem do Sr Rangel ao tema, fi-lo por reconhecer que a questão não era tão linear como os professores a queriam fazer crer.
Como funcionário público que sempre fui avaliado pelo meu desempenho, que sempre trabalhei as 35 horas semanuais, que sempre tive direito aos vinte e poucos dias úteis de férias anuais, sentia que aquela classe profissional fora alvo de discriminação positiva.
Como em todas as profissões os professores também não estão imunes ao escalonamento de competências. Enquanto professor (que já fui) e na qualidade de pai, tive a oportunidade de o constatar e aferir. Julgo, pois, que será de elementar justiça que não sejam metidos todos no mesmo saco e “julgados” de forma generalizada. Quero eu dizer que nem todos são excelentes profissionais, como igualmente não são uma classe profissional de incompetentes responsáveis pelo elevado nível de iletracia e insucesso escolar que grassa o nosso país.
Com em tudo na vida, o meio será onde se situará a virtude.

17 03 2008
pjrcarvalho70

Sr. José Nunes.

Não teime em distorcer as coisas, ok?
No meu espaço todos os comentários têm lugar (os seus, inclusivé). Apenas decidi suspender, mas agora moderar, para evitar a degradação dos comentários sobretudo ao nível da linguagem.
Experimente tecer a sua torpe opinião acerca dos professores, de uma forma civilizada e elevada e verá se lhe vedo a publicação.
Afinal foi o que o Sr Rangel já veio fazer esta semana, leu?

Muito obrigado
Paulo Carvalho

17 03 2008
FERNANDA NEVES

CARO COLEGA:
LI A CARTA DO pseudo… DESCULPE DO DR. EMÍDIO RANGEL AOS MEUS ALUNOS DO ENSINO RECORRENTE QUE FICARAM TÃO INDIGNADOS QUE ME PERGUNTARAM – “E A PROFESSORA NÃO VAI RESPONDER?”
AO QUE EU, DESESPERADA, RETORQUI – “COMO EU GOSTARIA… MAS NÃO TENHO ACESSO AOS MEDIA (SÃO SÓ PARA ALGUNS…) E QUANTO AOS BLOGUES, AINDA NÃO TIVE TEMPO PARA APRENDER COMO SE FAZEM…
MAS, COMO COSTUMO DIZER – “ÀS VEZES DEUS EXISTE” – LÁ ME VEIO PARAR À CAIXA DE CORREIO ELECTRÓNICO ESTA MISSIVA DE RESPOSTA A TÃO DIGNO SENHOR DA NOSSA PRAÇA…
PARABÉNS PELA SUA CARTA… TIROU-ME EXACTAMENTE, AS PALAVRAS DA BOCA…
UM ABRAÇO E … SAUDAÇÕES REVOLUCIONÁRIAS….
FERNANDA NEVES, MAIS CONHECIDA POR NANI

17 03 2008
Daniel Pereira

Parabéns, colega!

Li e adorei cada sílaba!

Em 2009 eles vão ter a resposta que merecem. Lá vou voltar a subir postes, a colar cartazes, a distribuir autocolantes, crachás, panfletos, a passar palavra, mas nestes nunca votei…nem votarei, credo!!

Força…colegas!

17 03 2008
Carla

Não sou professora, mas estou totalmente de acordo com o que aqui foi dito e com as palavras do Prof. Paulo… para si só pode existir uma avaliação: “EXCELENTE/SUPEROU”

17 03 2008
Paulo

Pois, os professores estão muito mal habituados…
Eu já fui aluno e senti isso na pele.
Mal ou bem, alguma coisa deve ser ser feita!
Vamos aguardar a ver se estas são as medidas correctas!

17 03 2008
Francisco Seabra

Sr. Paulo Carvalho:
Antes de tudo os meus agradecimentos pela Carta Aberta.
Subscrevo na íntegra tudo o que escreveu.
Sou Músico e Professor, ainda por cima casado com uma Educadora de Infância .
Como Profissional e Pai , é claro que estou extremamente preocupado com o estado a que chegou o sistema de Ensino em Portugal. Mas se pensarmos no estado a que também se chegou a nível de Civismo, Instrução, Cultura, Economia etc , etc….. aí é que é dramático.
Fui aluno do Unificado, assisti ao desmantelamento de cursos técnicos, passei pelos propedêuticos, serviços cívicos, criação de Cursos, extinção dos mesmos- enfim, assisti ao desmantelamento de um sistema que só continuou a funcionar graças ao empenho dos professores.
Enquanto pai eu não admitiria um décimo do que tenho que engolir de alguns alunos, enquanto pai eu exigo respeito aos meus filhos pelos seus professores, exigo e acompanho-os nos trabalhos de casa, vou sempre que possível às reuniões, etcetc…………..
Claro que há professores melhores e outros piores, no entanto atribuir a culpa aos mesmos é, não só mais fácil , como popular.
Assim sendo elaborou-se uma “excelente estratégia de denegrir a sua imagem junto da opinião pública ( como o fazem também com outras classes) para preparar terreno às investidas futuras.
Pessoas como o senhor e outros(as) que demonstram elevação e cidadania falando do que sabem , merecem-me mais respeito do que outros que contribuiram para esta situação ( opinion makers e políticos )
Obrigado

17 03 2008
Cotamo

Srs profewssores não tenham medo dasa classificações. Vocês são importantes, mas assusta~-os serem avaliados. Eu trabalhei numa empresa privada durante 31 anos e sempre fui avaliado, estou reformado e tudo foi óptimoo. Nãotenham medo.

17 03 2008
Rui Fonseca

Não sou professor, mas sou pai de uma menina que frequenta o ensino público. O vómito do Sr. Rangel representa a intoxicação diária a que somos submetidos, quer na educação, quer na saúde, quer justiça e segurança.
Calem esse homem, ou melhor, como estamos em democracia, deixem-no falar pois com tanto disparate, ele próprio irá cavar a sua sepultura.
Srs professores mantenham a vossa classe com a dignidade que tem merecido, mas não se deixem enganar.
Adorei o artigo!

17 03 2008
Helena

Será que o Dr. António Costa, número dois do Partido Socialista e Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, sabe que o Emídio Rangel acha que ele está casado com uma “hooligan” ?
É claro que o Dr. António Costa tem uma esposa consciente das condições em que exerce a sua profissão e que conhece os conteúdos das propostas apresentadas por este elenco ministerial para o sector da educação, coisa que o Emídio desconhece em absoluto. É igualmente claro que o Dr. António Costa e sua esposa, como pessoas de grande nível que são, estão-se nas tintas para o que escrevem jornalistas de meia-tijela, frustrados e caducos.
Para terminar deixo aqui um apelo a todos os professores: NÃO COMPREM QUALQUER PUBLICAÇÃO QUE CONTENHA ARTIGOS DO RANGEL. É o que eu e colegas da minha escola já estamos a fazer.

17 03 2008
Susana

Olá Sr. Paulo,
Não sou professora. Podia ter sido até. (Trabalho em publicidade). Mas os meus pais são e sempre foram professores (ensino primário e secundário). Quero deixar aqui a minha gratidão pela resposta que escreveu, pela coragem de ser frontal, coisa que nesse país há pouca. É o país do “fala no café”, mas nada faz.
O que este governo tem feito, a todos os níveis, é uma vergonha. É um país em que a classe política e seus vassalos roubam à descarada porque o povo não cala, mas nada faz.
Poderia escrever aqui um texto enorme, sobre tudo aquilo que tenho visto ao longo da minha vida em relação ao que é ser-se, realmente, professor. Não o farei, isso certamente que o senhor sabe.
O que quero aqui deixar claro é isto: tenho 27 anos, não saí assim há tantos do sistema de ensino público. E não me refiro à universidade. Graças a esse ensino considero-me uma pessoa culta e com valores, com muito para aprender ainda mas com vontade de o fazer. Com a curiosidade de quem gosta de aprender.
Emigrei porque esse país não me quer. Mas eu agradeço ao sistema de ensino que me exigia, testava, ensinava; Que não me facilitava, que me obrigava a ser interessada pelas coisas à minha volta, pela vida. Graças a esse ensinamento soube sair daí e fazer-me à vida.
Quero que saibam que há outros cidadãos, não professores, que falam e gritam com a vossa voz. Mesmo no estrangeiro…onde nos apercebemos, ainda mais, de como esse país tem um dos sistemas políticos mais corruptos, descarados e incompetentes da Europa. Da verdadeira Europa civilizada.
Não quero que um filho meu seja educado no sistema de ensino que antevejo.
Um bem haja.
Susana Guimarães

18 03 2008
pjrcarvalho70

Gostaria que o Sr. José Nunes tivesse agentileza de corrigir o endereço de e-mail que coloca nos comentários, pois quero responder-lhe e vem devolvido por endereço desconhecido. jn.finv@hotmail.com não existe.
Ou será propositado?

Paulo Carvalho

18 03 2008
Eurico Miranda

Muitos Parabéns, Sr. Paulo Carvalho!

Temos de lutar contra estes “tachistas” que maltratam a educação!

Todos juntos seremos imbatíveis na luta pelos nossos direitos!!

Ah, já “bombardeei” o Correio da Manhã (com mensagens), na parte do “correio do leitor”, para que estes senhores ganhem vergonha, principalmente dos seus pseudo-comentadores que procuram o melhor “tacho” para sobreviver!

Cumprimentos

18 03 2008
Sofia Morais

Subscrevo inteiramente as palavras do colega. É incrivel a quantidade de pessoas neste país que passaram a ser uns doutorados em questões da educação.
Mas temos que compreender estas pobres almas, pois vivem de dizer mal dos feitos dos outros.
Bem haja.

18 03 2008
Persephone

A nossa vida social está ao rubro!
O estado a que isto chegou… tanto trabalho, tanto esforço, tanta vida e tanto sangue!! no que se transformou este país!!!! Meu deus!!!
Nós portugueses somos mesmo singulares….

18 03 2008
FC

Não sou professor mas a minha mulher é, e, desse modo, conheço bem o que se passa (infelizmente) no sistema educativo (?) português. Pondo de parte os desvarios do sr. Emídio Rangel é importante que os professores continuem unidos, pois tenho dois filhos em idade escolar e gostaria que beneficiacem de um ambiente escolar normal, muito diferente do que este governo (??) pretende e que se assemelha mais a uma idiotização do ensino e, em última análise, da sociedade.

Parabéns e obrigado pela sua carta aberta.

Coragem e força para todos os professores !

FC

18 03 2008
Mário de Carvalho

Não sou professor, mas sei bem as « GRANDES DIFICULDADES » por que passa um professor, já nem falando do tempo que não têm para poder estar com a familia, actas, relatorios, reunioês, etc. que não sobra tempo para preparar as aulas, corrigir trabalhos dos alunos, isso sim è trabalho de professor, aliás tem tempo para isso, ate as 4 e 5 da manhã ( não dormem ). esta avaliação é uma treta, e esse $$Emidío Rangel$$, não sabe o que diz.

18 03 2008
Paula Lopes

Caro Colega,
Só através do seu texto tive conhecimento do artigo do sr. Rangel no Correio da Manhã. Aliás não leio este jornal porque não o reconheço como tal. De qualquer maneira quero dar-lhe os parabéns pela forma directa, simples e verdadeira como respondeu ao referido artigo. Realmente estes pseudo-jornalistas que temos (outro é o sr. Miguel Sousa Tavares) deveriam ser avaliados com urgência pois, quem escreve ou fala sobre algo para o qual não fez a mínima investigação nem se deu ao trabalho de fundamentar correctamente os seus juízos de valor, não deveria ter a profissão de jornalista. São pessoas como estas que destroem a reputação dos profissionais.
Com os meus cumprimentos
Paula Lopes

18 03 2008
Ramalho

Infelizmente, precisámos de ter conhecimento de comentários e notícias desta natureza, inqualificavelmente acéfalas, provenientes dos mais variados quadrantes da nossa sociedade “intelectual”, para nos revoltarmos e unirmos, como nunca dantes aconteceu.
Infelizmente, por estar em causa o nosso futuro, sim, porque os nossos alunos também são um futuro nosso; felizmente por nos terem conseguido unir.
Agora, não podemos, pelo menos estragar esta parte positiva.
E claro, não podia estar mais de acordo contigo, colega Paulo. Parabéns, subescrevo inteiramente cada palavra, cada letra.
E, já agora, aproveito para deixar aqui mais outra revelação deste “senhor” que, se se passasse nos tempos que correm, o máximo que poderia dar resultado seria uma ou outra repreensão, para ele, mas pra nós, nos roubaria horas, tinta e papéis.

«Emídio Rangel foi dos mais insurrectos e malcriados alunos que
passaram pelo Liceu Diogo Cão onde estudei, em Sá da Bandeira.
É pena não ser possível (será que é?!…) divulgar a ficha escolar
desse traste, pois lá deverão constar as faltas disciplinares e até
suspensões devidas a graves actos de indisciplina e falta de
educação..
Desde arrancar fios eléctricos, rasgar o livro de ponto e até partir o
quadro da aula, esse energúmeno fez de tudo!
Não deixa de ser irónico que um tipo com este curriculum tenha a
ousadia de opinar sobre educação e docência.»
Maria Leonor

Um grande abraço e força

19 03 2008
t.t.o.

Caro Paulo Carvalho,

Parabéns pela lucidez e coragem.

Professores holligans? Sabe o sr.Rangel que ainda na semana passada dois funcionários da minha escola foram agredidos, tendo um deles que recorrer a tratamento hospitalar? Ser alcunhado de holligans por um senhor que no Centro Comercial das Amoreiras, há uns anos atrás, agrediu um seu colega jornalista por se ter intrometido na sua vida privada? O senhor Rangel devia ter vergonha de assim falar de uma classe que cuja maioria decerto não se importava de ganhar em toda a sua vida profissional o que ele recebeu da RTP (do nosso dinheiro).
Força colega. Apoia-o um professor obrigado a ser titular.

19 03 2008
xxx-

Muito bem.

19 03 2008
João Pedro

Caro colega e amigo (já leccionamos na EB 2,3 de Penedono, ed. Fisica) um abraço e parabens pela crónica. Tivessem todos essa capacidade de raciocinio e esta Educação estaria bem melhor.
Abraço

19 03 2008
Rui G. R. Cleto

Não sendo professor, deixo apenas o seguinte comentário: de facto, só o futuro dirá quem tinha razão nas políticas a seguir. Espero sinceramente que a tenham os professores, nos quais continuo a depositar toda a confiança em prol de uma sociedade melhor, certamente diferente da actual.
Da enciclopédia em linha Wikipédia extrai-se: «Numa frase famosa, democracia é o “governo do povo, pelo povo e para o povo”».
Neste contexto, urge uma reflexão sobre a sociedade que tivémos, a que temos e qual o caminho para a próxima…

19 03 2008
António

Esse senhor, para com alguma educação não dizer sujeito ou “coisa reles”, nem merecia resposta. No entanto, atendendo à dignidade e forma como esta foi dada, merece da minha parte um profundo agradecimento.

19 03 2008
Aqui Luanda

Bravo, Paulo Carvalho.
Máximo respeito pela sua frontalidade, inteligência e implacabilidade da sua Carta Aberta a esse cretino do Rangel.
Falou por mim, mãe de 6, avó de 6, para quem os Professores tiveram sempre um papel decisivo na formação da sua prole.
Aos Professores, manifesto a minha solidariedade na sua luta.
Estamos juntos.
kota sophie

19 03 2008
Jusousa

Boa noite,
Li com agrado a sua carta e desejo cumprimentá-lo pela capacidade de argumentação válida e criativa que demonstra.
Também eu respondi ao CM pouco depois da publicação em causa. Na mensagem podia ler-se “se cada um falasse apenas daquilo que sabe, o “Sr:” Emídio Rangel não falaria de educação, porque não tem nenhuma!”.
Mas aqui posso acrescentar “Se todos os docentes deste país tivessem a assertividade ponderada do nosso colega Paulo Carvalho, o governo não andava a brincar connosco como anda!”.
Parabéns e votos de que nunca lhe falte ânimo para continuar.
Jusousa

20 03 2008
Vitor Branco

Caro Paulo
Não sou professor, mas sou pai de uma professora, por isso sei muito bem o que a minha filha, sofre, depois de ter acabado o curso na ESELx, é óbvio que a sua resposta, ao artigo do Sr. Rangel, é uma das melhores prosas que tenho lido, nos blogues deste País.
Mas, temos que ter em consideração, o nome da crónica, onde o Sr. Rangel, sem dúvida, faz o honroso papel de PALHAÇO.
Um abraço.
Vitor Branco
B.I. 4885292

Post Scriptum: Que outra resposta, se podia esperar de BTTista, (como eu (?))
com a mente arejada, apesar dos trambolhões na Serra do Caramulo.
Boas Pedaladas.

20 03 2008
mg

Caro Paulo
Não sou professor, não tenho nenhum professor na família, já não sou aluno, também não tenho filhos em idade escolar, não tenho conhecimento suficiente sobre a avaliação em causa (para dar um comentário justo), não sou do PCP ou de qualquer outro partido e ainda por cima nasci depois de 1974.
O que me preocupa é o facto de uma classe se manifestar, para tentar lutar pelos direitos que acham ser justos, e ser apelidada de holligans ou levar com outros tantos epítetos mesquinhos e tristes…
Gostava eu, que em Portugal, existissem mais manifestações deste género (a própria e a do comentário), em número e em motivação.

Força, lutem que é um direito, mas também uma obrigação!
Obrigada pelo exemplo para as outras classes profissionais.
Talvez, um dia, venhamos a ser um País melhor.

20 03 2008
Sérgio Geraldes

Colega! Obrigado pela defesa tão acutilante como certeira. Para mim és um dos nossos bastiões contra estes ignorantes favorecidos pelo mediatismo.

Obrigado mais uma vez

20 03 2008
Ana

Não sou prof, nem partidária de nenhum partido (nos últimos esta informação passou a ser importante).
Parabéns a todos os professores que recordamos de forma carinhosa ao longo da vida.
Ao Sr. Rangel os meus pêsames por não ter tido nenhum que o tenha marcado e ensinado dignamente, ou então está esquecido (o dinheiro fala mais alto!!!).
A todos, força pela luta por um país melhor.

20 03 2008
Nuno Santos

Olá caro Paulo
Sou pai de duas alunas da escola púbica(ainda) e li o seu comentário que me pareceu muito lisonjeiro como resposta a tamanha barbárie do Sr. Rangel. Na verdade aquele Sr. parece obedecer cegamente ao seu amo, falando a sua voz. Bem hajam pela vossa luta, esta devia ser a luta de todos os pais deste país, porque na verdade, não está em causa somente a luta pela dignificação de uma classe, que se pretendia Nobre, mas sim, quanto a mim mais importante, a DEFESA DA ESCOLA PÚBLICA. Bem hajam.
Ps: Não pensem que foram só 100 000, muitos milhares como eu, não foram a Lisboa mas acompanham-vos na luta. Força.

20 03 2008
António Jorge Quadros

Já é relativamente tarde para alguém (fosse quem fosse, apostaria em alguma personalidade conhecida, mas ninguém ainda demonstrou coragem) dar uma boa resposta a esse indivíduo (Emílio – como seria giro enganarmo-nos também no seu nome – erhh… Emídio Rangel) que se diz jornalista e etc. (o etc. é a profissão certa para os vadios deste país!). Mas em bom tempo a sua resposta, caro Paulo Carvalho, suplantou todos os comentários possíveis – penso que um artigo vergonhoso daquele género só poderia ter igual resposta, dura como o ricochete de uma bala! Um “prestigiado” jornalista escreve um artigo de opinião sobre uma manifestação de professores que se realizaria no próprio dia pela tarde, mas… Foi mal educado, cobarde e enalteceu ridículas saudades por tempos fascistas e pela censura; por outro lado, mostrou-se mal informado, difundindo acerrimamente falsidades que desprestigiam a sua qualidade de jornalista(?)…
Não se escrevia um artigo tão lamentável desde que há liberdade de imprensa (por acaso sou professor, mas lembro que os pobres óperários da Lisnave também foram metidos no saco!) e até tive de esfregar os olhos para acreditar no que estava a ler… A um pedantismo elitista, colou um anti-comunismo primário e mal amanhado, cuspiu nomes aos professores igualando-os aos adeptos de futebol, fãs do desacato e da destruição – é este o indivíduo que conduziu os destinos de uma televisão sensacionalista (ricos programas nos deu – agora a SIC está muito melhor, graças à sua saída!), que quase destruíu a melhor estação de rádio do país (TSF – graças a Deus parece que já foi embora também, ou não??) e agora anda por aí, beijando as mãos dos secretários de estado e ministros de José Sócrates, pedindo um cargo, um tacho público, uma lagostinha para comer… Só posso pensar em semelhante hipótese depois de ler tal artigo!!
É uma daquelas situações que merece duelo novecentista de pistolas – podia ser com pólvora seca (não teria mal, até gostava de o ver com a cara chamuscada!) – mas infelizmente o tal senhor ficaria em grande desvantagem tendo pela frente milhares de pessoas – as que desconsiderou! Também vou ser saudosista e defender um duelo às antigas!
E depois…leiam bem o artigo – que prosa tão mal escrita, que pobre português, vulgar, cozido com fios de velhas camisolas, sem brio – porque andam semelhantes escribas a encher as páginas de papel dos jornais? Culpa tem também o Correio da Manhã por deixar passar tão má educação! Enfim, não me alongo mais – só acho que tais individualidades deveriam ter cuidado com o que escrevem nos jornais – e deixem de fomentar ódios!!
Um abraço a todos os professores!!
António Jorge Quadros

21 03 2008
Helena

Acabei de ver na TV e no YouTube o vídeo da professora agredida pela aluna por causa do telemóvel. Também fiquei a saber que no último ano foram registadas cerca de 180 agressões a professores. Lembrei-me de imediato do que os Emídios Rangeis deste País andam a fazer aos professores e, por isso, renovo aqui o meu apelo aos docentes portugueses: NÃO COMPREM QUALQUER PUBLICAÇÃO QUE TENHA A PARTICIPAÇÃO DO EMÍDIO RANGEL !

21 03 2008
Diogo Vidal

Um abraço a todos quanto perseguem uma educação de qualidade e não ficam de braços cruzados, pelo que outros que nada ou pouco dela percebem, nos tentam abater e “ensinar”. Devemos unir-nos e divulgar opiniões que como esta, nos dignificam, quer pela lucidez como vontade implícita de continuar a trabalhar com toda a vontade que dedicamos em cada dia de trabalho.
Parabéns caro colega.

21 03 2008
Maria Mendes

Sou uma mulher e mãe que ainda vibra ao escutar “A Portuguesa”. E que oferece a cada aluno, para além do saber e experiência, Amizade e Carinho.
Gosto do que faço e o afecto com que me retribuem dá-me, cada vez mais, razões para me orgulhar do caminho que trilho.
A minha infância foi vivida sob o fascismo. Lembro-me de, já adolescente e consciente dos factos políticos, ter vibrado – junto às instações da PIDE-DGS -e sentido a “onda de liberdade” que inundou o nosso país.
Infelizmente, não é preciso estar assim tão atenta, para perceber que a democracia se foi esbatendo no tempo e que os direitos dos cidadãos têm vindo a ser sistemáticamente usurpados. “Escolher”, “decidir”, “manifestar”… talvez venham a ser banidos do nosso léxico com o novo acordo.
Eu não quero! Não deixo!
Parabéns Sr.Paulo Carvalho pela carta oportuna, incisiva e “deliciosamente” elaborada! A sua luta é também a minha.

(Já agora: pequeno rangel, que lhe parece esta cena ridícula da professora agressiva e, òbviamente desiquilibrada, que força a aluna tímida e indefesa -em plena sala de aula- a emprestar-lhe o telemovel pra mandar um “pagas” para o Bloco de Esquerda? rsrsrs… estes professores estão cada vez piores!
PORQUÉ NO TE CALLAS????)

22 03 2008
Vitor Cintra

É a primeira vez que aqui entro. E cheguei aqui pela mão de um amigo.
Mas não posso deixar de lhe deixar uma palavra de homenagem por esta carta aberta.
Não sou, NUNCA FUI, professor. Mas aquilo que sou, devo-o aos muitos e BONS professores que me prepararam para a vida. Não me consta que esses BONS prefessores alguma vez tivessem tido necessidade de confrontar-se com as ideias de jerico duma qualquer dona Maria, para formar os seus alunos. E, sem «iluminadas» e anárquicas ideias ministeriais, não consta que houvesse margem para “jornaleiros/pasquineiros” com carteira de jornalista conseguirem fazer carreira.
Saudações

22 03 2008
João Borges

Não sou especialista, nem tão pouco papista, mas não há dúvida de que uma “alarvidade”, diria mais, anormalidade, destas não mereceria comentário; porém, ainda há muito a ideia de que “Quem cala, consente…”, e como eu não consinto que falem ou pensem por mim, recomendo apenas a esse “senhor” Rangel que, quando tiver vontade de vomitar, faça o favor de se dirigir a uma sanita, único sítio digno das suas “opiniões”.
Situações destas mereceriam um processo em tribunal mas, como os vermes desta natureza não merecem nem isso, é só esperar que um dia, ao vomitar deste veneno, engula algum e morra envenenado.

24 03 2008
pjrcarvalho70

A todos os autores de comentários não publicados: ( sr. josé nunes, sr. torpedo e outros)

Quero deixar aqui bem claro o seguinte:

1) Optei por moderar os comentários antes de publicar para evitar discussões, como vinha a acontecer e o nível ia baixando.

2) Não publico comentários anónimos, sejam eles pró ou contra a causa. E já apaguei muitos mais pró do que contra.

3) Não publico comentáros que, declaradamente, apenas pretendem incendiar sem conhecimento de causa, afirmando coisas que são pura e simplesmente falsas; também não publico comentários de professores que cometam injúrias ou difamem seja o Sr. Rangel ou outro qualquer.

4) Sou professor há 16 anos e não aceito lições de ninguém muito menos de quem está de fora e não faz uma pequena ideia do que é uma sala de aula e julga que os professores são um bando de inúteis e de estúpidos que apenas usurpam dinheiro ao Estado sem fazerem nada. Ora perante afirmações deste tipo eu nem as coloco em discussão porque são FALSAS e merecem apenas ir para o lixo sem passar sequer pela reciclagem..

5) Isto não é o tempo do Salazar, não! É um espaço que é meu e tenho o direito de o gerir como bem entendo e não publico mentiras; quem quiser desancar nos professores com atoardas sem pés nem cabeça é fácil: faça um blogue e escreva lá o que quiser.

Esta mensagem já foi enviada a 17 pessoas e a mais 6 que colocaram um endereço falso e vêm devolvidas.

Paulo Carvalho

24 03 2008
João Francisco

Se o objectivo desse senhor era ser falado… Parabéns, conseguiu…

Vê-se nitidamente que o tiro lhe saiu pela colatra, não estava à espera que tantos professores fossem à manifestação.

É que este senhor cometeu um dos pecados que não podem ser cometidos por “jornalistas”, escrever sobre assuntos que ainda não ocorreram…

Coitado, deve ter-lhe doído pouco, deve…

Não acredito que tão cedo dê a cara…

João Francisco

24 03 2008
João Francisco

… Ah, é verdade, eu também fiz parte dos 100 mil, logo sou hooligan, e estou a infectar a cabecinha dos meus alunos com ideias Rangelianas, que é do pior que se pode fazer (transmitir ódio pelos outros), agora é a parte em que vem o meu riso maléfico… mas como não sou comunista… isso faz do Sr. Rangel… ai, como se diz… ah, sim… MENTIROSO!

João Francisco

25 03 2008
Alguém

Sugiro-lhe que leia a rubrica “Fala o Leitor”, no “Diário de Coimbra” do dia 16 de Março.
Entretanto, parabéns pela SUA carta aberta. O plágio que li, nesse jornal, não chega aos calcanhares da SUA escrita!

25 03 2008
virginia silva

EU FUI ALUNA DO SR EMÍDIO RANGEL no 7º ano, há 30 anos. Sou professora e, pelos vistos, outras coisas que eu própria desconhecia. “lembro-me bem dos meus professores” diz no seu artigo, pois eu também. Até me lembro que me dava História e que saiu a meio do ano lectivo e deixou o seu irmão, RUI RANGEL, no seu lugar. Em vez de comentar prefiro citá-lo: ” A maior parte escolheu aquela profissão pq gostava de ensinar”;”Eram referências para os seus alunos”. Tenho vergonha de dizer que foi meu professor depois do que li. Certos valores parece que mudam conforme o tacho. EU TENHO DIGNIDADE. EU sou professora por vocação. Eu fui à manifestação. Não sou simpatizante de qualquer partido ou sindicato, da Lisnave só me lembro das gruas e quanto ao outro nome que me chamou, dou-lhe o benefício da dúvida, afinal, trata-se de um estrangeirismo.

26 03 2008
João Francisco

… este “Emíldio” Rangel é como a doença das videiras, que surge, normalmente quando a temperatura começa a aumenter…

26 03 2008
Américo

Eu, que não sou professor mas sei do vosso problema bem de perto, apenas digo ao Senhor Professor Paulo Carvalho que a sua Carta Aberta a um “jornaleiro” só pecou por ter sido eleborada com muita educação, já que o sr.rangel (e acólitos do governo a quem ele quis “brindar”) não merecia apenas ler essa carta e ainda os comentários duma Senhora D. Maria Leonor Gundersen, que conheceu bem de perto o crápula que era, que é e vai continuar a ser enquanto o PS se for dando o que certamente lhe dá ou dará. Merecia muito mais, um verme que se irritou ao ver, ou ao saber, duma manifestação que ainda está para DAR QUE FALAR, e foi das coisas mais bonitas que presenciei depois do 25 de Abril (que só veio servir os palhaços como o sr. rangel.
Arranjou aquele artigo, para “engrachar” quem le agradeceu ou agradecerá, mas só deu provas, perante o povo português, que não passa dum imcompetente e de um adulador de quem lhe interessa. Saberemos um dia o que esse artigo lhe valeu ou vai valer.
PARABÉNS, SENHOR PROFESSOR PAULO DE CARVALHO.
PARABÉNS À SENHORA D. MARIA LEONOR GUNDERSEN.

A. Lameiras

26 03 2008
pjrcarvalho70

AO SENHOR JOSÉ NUNES:

Tenho pena que tenha de ser por esta via, à vista de todos, mas a sua cobardia a isto me obriga.

1) O meu nome é Paulo Carvalho; paulinho deve ser o seu avô!!!
2) Seja um pouco homem e não se refugie atrás de um e-mail falso para se me dirigir!
3) Gerir um espaço que é meu e não seu, e moderar os comentários por critérios de respeito e elevação para si é salazarismo; pois para mim, mandar recadinhos anónimos e, por mera masturbação intelectual, denegrir uma classe profissional a quem muito deve, é próprio de quem nunca deixou a infantilidade. Isso é que é patético Sr Nunes (de pateta, note bem)!
4) De facto tem razões para não gostar de professores , pois o que lhe ensinou Matemática enganou-o e disse-lhe que um «3» se chamava «dois»; eu tenho 37 anos Sr Nunes, idade suficiente para não ter de o aturar, muito menos as suas parvoices!
5) Agradeço-lhe uma de duas coisas: ou liberte-se da cobardia e terei todo o gosto em conversar consigo ou, por favor, esqueça-me ok?
6) Pode continuar a enviar recadinhos anónimos patetas que todos terão o mesmo destino das fraldas usadas do meu filho!

Paulo Carvalho

PS: as minhas desculpas à comunidade por esta via de comunicação.

28 03 2008
A. Encomio

Muito bem respondido Paulo.
Nao precisas pedir desculpas a comunidade, pois estamos todos ao teu lado.
Nao cheguei a perceber o que e que o tal Jose Nunes disse mas a tua resposta foi perfeita.
Bem hajas e nao desistas.

28 03 2008
Alvaro Barreirinhas

Paula Castro escreveu o seguinte na seccao deste blog “O LOGRO”.
Parece saber do que fala. Gostava de ouvir as opinioes dos colegas.

Paula Castro (08:44:02) :

É lamentável, mas um pouco por toda a parte existem exemplos de maus professores, daqueles que realmente nunca o deveriam ter sido, MAS QUE POR FALTA DE AVALIACOES JUSTAS O FORAM SENDO SEM QUE NINGUEM LHES CHAMASSE A ATENCAO. Agora são muitos desses que estão como avaliadores e também conheço casos semelhantes ao citado e infelizmente de bem perto. A idade /tempo de serviço não é condição sine qua non para se ser bom! Conheço também muitos bons exemplos, mas que de forma alguma se sentem aptos para avaliar os colegas. E afinal para que serviu o estágio?
Não me assusta ser avaliada, álias sou-o todos os dias pelos meus alunos.Mas, ter alguém dentro da minha sala, alguém cuja capacidade para me avaliar pode ser questionável repugna-me!

28 03 2008
pjrcarvalho70

Meu caro Álvaro:
O que disse a colega Paula parece-me uma verdade «la palisse». Apenas três cabeças podem pensar que um professor, ascendo a um grau e estatuto superior apenas porque tem mais idade, pode agora avaliar quem lhe é, eventualmente, superior a todos os níveis menos na… idade! E quais são essas cabeças? A Dra Lurdes, o Dr Lemos e o Dr Pedreira… voilà!!!
Isto é o maior logro da História da Educação tuga!!!!
Cumps
Paulo Carvalho

29 03 2008
Alvaro Barreirinhas

Caro Paulo
O que a colega Paula diz, se bem entendo, e que alguns dos professores que irao agora avaliar outros, nunca deveriam sequer ter sido professores, e que so o foram “POR FALTA DE AVALIACOES JUSTAS (O FORAM SENDO) SEM QUE NINGUEM LHES CHAMASSE” a atencao para a sua incapacidade ou falta de empenho.
Por isso foram progredindo na carreira so por antiguidade.
Ora isto e muito grave e mostra que o sistema de avaliacoes anterior ou nao existia ou era um fracasso total.
Torna-se indispensavel por rapidamente em pratica outro sistema, que corrija estas lacunas e quebre de vez este ciclo vicioso, dos (alguns) maus professores que podem desmotivar os alunos e nao os preparar convenientemente.
Desmotivam certamente ate os colegas competentes e empenhados, que sao a maioria. Infelizmente ate alguns ja foram ensinados por esses maus professores.
Nao queria alongar-me mais, ja e tarde, mas fiquei um bocado confuso com isto e parece-me que a colega Paula tambem esta. Gostaria muito de ouvir de novo a opiniao dela.

29 03 2008
pjrcarvalho70

Digníssimo Álvaro:

O meu amigo verte razão! Eu sou igualmente um acérrimo crítico da avaliação anterior; se a actual tem por objectivo-mor castrar carreiras, a anterior era despachar processos e »tá a’ndar». Agora pergunto: por muito aberrante que a anterior fosse, causadora desse tipo de situações como a promoção de maus e bons, será a actual menos aberrante? Na minha opinião a aberração apenas muda de cor, mas continua lá.
Mais que uma vez já referi no meu blogue que bastam-me 3 ou 4 premissas para preconizar uma avaliação justa: saliento duas: acabem com as ridículas cotas, dando a oportunidade a todos de serem excelentes se para isso batalharem e façam depender a avaliação de critérios e variáveis unicamente manipuladas pelo professor. Estes pricípios são para mim basilares; eu não aceito de forma nenhuma que me avaliem pelos resultados de um aluno que nega e rejeita qualquer educação ou instrução.

Um abraço
Paulo Carvalho

29 03 2008
Alvaro Barreirinhas

Caro Paulo
Obrigado pela sua resposta.
Nao conheco o conjunto das premissas que voce defende preconizarem uma avaliacao justa, mas passo a comentar apenas as duas que refere no texto.
Com o devido respeito parecem-me um pouco utopicas.
Mas se um homem relativamente jovem e professor nao for um pouco (ou mesmo muito) utopico mal vao ele e os alunos que educa.
Passo a explicar.
A experiencia ensina-nos que infelizmente, ou felizmente, nao somos todos excelentes. Eu ate acho que e felizmente……nao havia pachorra para aturar tantos genios.
As vezes somos excelentes nuns aspectos e pessimos noutros, variando sempre de individuo para individuo. O “saudoso” Guterres, por exemplo, poderia ter sido um bom professor no IST e foi, nas palavras de quem sabia (com quem concordo em absoluto), o pior governante desde os tempos da D.Maria II.
Mesmo nos mestrados em Harvard, onde a exigencia na admissao e brutal, ha os alunos excelentes, os muito bons, e por ai fora.
Por outro lado nao ha sistema que aguente (nem economicamente) um exercito so de coroneis (ou a ganharem como tal), um hospital so com directores de servico (ou a ganharem como tal), escolas so com professores no escalao maximo, etc, etc….
Sera injusto, mas na pratica tal sistema nem sequer era viavel, tal a diversidade de aptidoes, comportamentos e empenho dos individuos na sociedade.
A utopia comunista, que sera sempre sedutora, e pena mas deu no que deu!
Como diria, de novo, o “saudoso” Guterres, e a vida….
Quanto a avaliacao so por criterios e variaveis manipulados pelo professor, bem, talvez consigo ate pudesse resultar……eu para ja dava-lhe um dez (em dez) na interraccao com a comunidade.
Agora, nao va mais longe, olhe so a volta na sua escola e veja o que dai poderia resultar com uma parte dos seus colegas.
Essa e que nao!
O sistema proposto tera muitos defeitos, mas parece-me o menor (muito menor) de dois males. Tem e que se lutar para o melhorar.
Quanto aos alunos que nao querem aprender, deveriam ter a mesma saida que os professores ou quaisquer outros profissionais que nao querem ou nao sao capazes de desempenhar a sua missao: A RUA!
Aos que nao sao capazes, ainda lhes dava mais duas oportunidades.

29 03 2008
José Lopes

Mas voces ainda não viram que este ” senhor “, também quer fazer parte daquele clube que dá pelo nome de Jobs for the boys?

31 03 2008
fernanda rocha

Caro colega!
O meu aplauso pela sua excelente resposta. Não podia ser melhor nem mais verdadeira.

31 03 2008
Alvaro Barreirinhas

Caros José Lopes e Fernanda Rocha (não sei se o seu aplauso é para mim ou para o Lopes)
Nem jobs for the boys, nem jobs, nem boys, nem boy……….
Já estou reformado há alguns anos, com uma reforma bem inferior ao escalão máximo da carreira de professor.
Mas felizmente não fiquei com as meninges afectadas, possivelmente por não ter sido aluno de nenhum de vocês dois!
Se forem capazes de botar cá para fora algum argumento válido para contrariar o que escrevi, muito agradeço………quero aprender até morrer.
Mas não me parece!

2 04 2008
Cristina

Não é um comentário, mas sim um artigo muito interessante que tem tudo a ver com o que se está a passar na nossa sociedade e que para outras já não é novidade.

Neoliberalism and the Control of Teachers, Students, and Learning:
The Rise of Standards, Standardization, and Accountability
David Hursh

1. Since the reign of Reagan, education in the U.S. has been increasingly transformed to meet the competitive needs of corporations within globalized markets. Beginning with A Nation at Risk and proceeding through the national educational summits convened by IBM CEO Louis Gerstner at IBM headquarters, proliferating standardized tests and cries for educational accountability, education is being reshaped to support the now dominant neo-liberal economic policies promoted by government and corporations. In this paper I will develop a Marxist and Foucauldian analysis of the effects of neo-liberal economic policies on education and the lives of teachers and students.
2. In the first part I will focus on the rise of neo-liberal economics and instrumental rationality, the decline of the public good and public debate, and the redefinition of the individual as the competitive, instrumentally rational individual who can compete in the marketplace (Peters, 1994). As Marx prophesied over one hundred and fifty years ago, under capitalism individuals become valued only in terms of their contributions to the economy as producers and consumers, or, as Marx and Engels wrote, capitalism “left remaining no other nexus between man and man than naked self-interest, than callous ‘cash payment’ and ‘egotistical calculation.'” All would be reduced to “paid wage laborers” (Marx and Engels, 1952, p. 24).
3. I will then shift to examining the consequences for education in terms of how schooling is regulated and controlled, how students, teachers and schools are evaluated, and what kinds of knowledge and thinking are valued. In particular, I will argue that while conservative politicians have professed that the State should intervene less in the lives of individuals, that, in fact, the opposite has occurred. The State now intervenes from a distance by employing expertise through “technical methods such as accounting and auditing” (Barry, et al, p. 11). Educational policy makers (principally composed of corporate and governmental leaders) reflect this in demands for standards, testing, and accountability.
4. State Education Departments in 49 states have developed standards in the subject areas and a majority of states have implemented high-stakes standardized tests that students are required to pass for promotion from a particular grade or from high school. The imposition of standards and tests has enabled State Education Departments and school district administrators to surveil and assess whether teachers and students have “met” the standards. Consequently, in an effort to raise tests scores teachers are coerced to “teach toward the test” resulting in simplified and degraded teaching and learning.
.
The rise of neo-liberalism, the decline of personal rights, and the attack on the public good
5. As I (Hursh, 2000) and others (Parenti, 1999; Hursh and Ross, 2000) have described elsewhere, the rise of neo-liberalism was partly a corporate and political response to the hard fought struggles for an extension of personal and labor rights beginning after World War II and ending with the election of President Reagan. During that time African Americans and other people of color fought for the right to vote, equal education, and welfare rights. Women struggled for equal rights in the workplace and home. College students fought for free speech and the right to be treated as adults. Workers fought for workplace protection and higher wages.
6. In response, corporations and governments in the U.S. and other industrialized countries have developed policies aimed at reducing personal rights and the power of workers, and promoting economic growth and corporate profits. Neo-liberal economic policies mark a shift away from Keynesian economic policies and concerns for general social welfare. Instead, neo-liberal policies emphasize “the deregulation of the economy, trade liberalization, the dismantling of the public sector [such as education, health, and social welfare], and [especially in the U.S.] the predominance of the financial sector of the economy over production and commerce” (Vilas, 1996). The U.S. dominated World Bank and International Monetary Fund has required national governments to develop economic policies that emphasize economic growth and property rights over social welfare and personal rights. Schools are not evaluated for whether students become liberally educated citizens but whether they become economically productive workers.
7. Neo-liberal economic policy discourse has become so dominant in the public sphere that it has silenced the voices of those calling for alternative social conceptions emphasizing the quality of life measured not in material goods but the environment, culture, health, and welfare (see, for example, Dying for Growth: Poverty, Inequality, and Health of the Poor (2000) and Poverty, Inequality, and Health (2000) for analysis of the relationship between the neo-liberal policies of the World Bank and the International Monetary Fund and the collapse of the global public health system). Consequently, many have acquiesced to the notion that we live in a globalized society in which neo-liberal economic policy is inevitable.
A whole set of presuppositions is being imposed as self-evident: it is taken for granted that maximum growth, and therefore productivity and competitiveness, are the ultimate and sole goal of human actions; or that economic forces cannot be resisted. Or again–a presupposition which is the basis of all the presuppositions of economics–a radical separation is made between the economic and the social, which is left to one side, abandoned to sociologists, as a kind of reject. (Bourdieu, 1998, p. 31)
In order to resist the hegemony of neo-liberal discourses and practices, Bourdieu implores that we undertake a qualitative and quantitative analysis of both the material effects and the discourses of neo-liberal policies, analyses that will require the insights of Marx and Foucault. He suggests that “there are a certain number of empirical observations that can be brought forth to counter it,” (p. 31) such as “[w]hat will this or that policy cost in the long term in lost jobs, suffering, sickness, alcoholism, drug addiction, domestic violence, etc., all things which cost a great deal, in money, but also in misery?” (p. 41) Bourdieu, in The Weight of the World (1999), has undertaken just such an analysis in which he depicts, much like Sebastiao Salgado’s photographs of workers and immigrants, the misery caused by neo-liberal policies on most of the world’s parents, children, workers, and students.
8. Numerous critics, including Harvey, in Spaces of Hope (2000) have summarized quantitative data on the effects of neo-liberal policies. Harvey, using statistics provided by the United Nations and the Federal Reserve Bank, shows that economic inequality has increased in the U.S. and the world. Harvey further points out that the material conditions of workers–deplorable working conditions and pay providing only the minimal conditions for survival–“conditions that sparked the moral outrage that suffuses the Manifesto have not gone away” (Harvey, 2000, p. 44).
9. But, as stated above, we need not only examine the material conditions but “the production and circulation of this [neo-liberal] discourse” (Boudieu, 1998, p. 31). As Bourdieu states:
Everywhere we hear it said, all day long–and this is what gives the dominant discourse its strength–that there is nothing to put forward in opposition to the neo-liberal view, that is has succeeded in presented itself as self-evident, that there is no alternative. If it is taken for granted in this way, this is a result of a whole labor of symbolic inculcation in which journalists and ordinary citizens participate passively and, above all, a certain number of intellectuals participate actively. (Bourdieu, 1998, p. 29)
Neo-liberalism: The Relevance of Marx and Engels
10. While the discourse of globalization and neo-liberal economic policy is new, the expansion of the economy around the globe and the commodification of the worker is not. Over one hundred and fifty years ago Marx and Engels commented on just such developments in The Manifesto of the Communist Party. As Harvey states:
[w]hat we now call ‘globalization’ has been around in some form or another for a very long time–at least as far back as 1492 if not before. The phenomenon and its political-economic consequences have likewise been the subject of commentary, not least by Marx and Engels who, in The Manifesto of the Communist Party, published an impassioned as well as thorough analysis of it. (Harvey, 2000, p. 21)
While much of the Manifesto has become outdated or reflects an inadequate understanding of the world beyond Europe and the U.S., much remains relevant. For example, Marx and Engels accurately describe current globalization as follows:
The need for a constantly expanding market chases the bourgeoisie over the whole surface of the globe. It must settle everywhere, establish connexions everywhere. The bourgeoisie has through its exploitation of the world market given a cosmopolitan character to production and consumption in every country. . . . All old established industries have been destroyed or are daily being destroyed. They are dislodged by new industries, whose introduction becomes a life or death question for all civilized nations, by industries that no longer work up indigenous raw material, but raw material drawn from the remotest zones; industries whose products are consumed, not only at home, but in every quarter of the globe. In place of the old wants, satisfied by the production of the country, we find new wants, requiring for their satisfaction the products of distant lands and climes. In place of the old local and national seclusion and self-sufficiency, we have intercourse in every direction, universal interdependence of nations. (Marx and Engels, 1952, pp. 46-7)
The impact of global capital on the worker, whether “the physician, the lawyer, the priest, the poet, the man of science,” is accurately presaged by Marx and Engels. “It has resolved personal worth into exchange value, and in place of the numberless indefeasible chartered freedoms, has set up that single unconscionable freedom–Free Trade” (Marx and Engels, p. 44). It is clear that for Marx and Engels, “workers” refer to everyone other than corporate owners or capitalists, and all are degraded. Further, this is exactly, as Peters describes, the plight of the individual under neo-liberalism: the individual is free, free to compete in the market place (Peters, 1994, p. 66).
11. Not only, write Marx and Engels, are workers reduced to commodities to be exchanged, but such processes create laborers alienated from their own creative capacities. “Laborers,” writes Harvey, “are necessarily alienated because their creative capacities are appropriated as the commodity labor power by capitalists.” Laborers continually face “skilling, deskilling, and reskilling of the powers of labor in accord with technological requirements” and the “acculturation to routinization of tasks” (Harvey, 2000, p. 103).
12. In terms of education this results in focusing on producing efficient workers who are able to adapt and develop new skills and work toward the goals of ownership. As Harvey notes, “[o]n the one hand capital requires educated and flexible laborers, but on the other hand it refuses the idea that laborers should think for themselves. While education of the laborer appears important it cannot be the kind of education that permits free thinking” (Harvey, 2000, p. 103).
Education, and the rise of standards, testing, and accountability
13. The hegemony of globalized neo-liberal economic policies has contributed to redefining education in terms of its contribution to the economy. As Blackmore states: “Education has, in most instances, been reshaped to become the arm of national economic policy, defined both as the problem (in failing to provide a multi-skilled flexible workforce) and the solution (by upgrading skills and creating a source of national export earnings” (Blackmore, 2000, 134). As one economist affiliated with Argentina’s Ministry of Economics stated: “What we try to measure is how well the training provided by each school fits the needs of production and the labor market” (Puiggros, 2000, p. 84).
14. Corporate leaders and their allies in government have always endeavored to shape education to fit the needs of business. In the early 1900s, “productivity expert” Frederic Winslow Taylor promoted scientific efficiency as a way of increasing worker productivity. Curriculum theorists and education policy makers as a way of improving educational productivity quickly adopted Taylor’s principles and techniques. David Snedden of Massachusetts, a powerful state commissioner in the early part of the century, argued that schools should aid the economy to function as efficiently as possible by sorting and training students for their “probable destinies” in the workforce. The education efficiency movement emphasized hierarchical decision making with experts conceptualizing educational goals, curriculum, and pedagogy to be carried out by teachers. Schools have been seen, writes historian Fones-Wolf, as a “means of socializing workers for the factory, and as a way of promoting social and political stability” (Fones-Wolf, 1994, p. 190).
15. However, under post-Fordist neo-liberal economics, the collaboration between corporations, government and education have become stronger. For example, in 1995, Undersecretary of Education, Marshall Smith, called for schools to meet the “ever changing challenges of international competition and the changing workplace.” In the spring of 1996, the nation’s governors held a first educational summit in the headquarters of corporate giant IBM. A working paper, developed under the direction of IBM’s CEO Louis Gerstner, stated:
We believe that efforts to set clear, common, and community-based academic standards for students in a given school district or state is a necessary step in any effort to improve student performance. We are convinced that technology, if applied thoughtfully and well-integrated into the curriculum, can be used to boost student performance and ensure a competitive edge in the workforce. (Education Week, 1996)
Governmental and privately funded groups, such as the National Center for Education and the Economy, focus their reform efforts on developing students’ knowledge, skills and attitudes to be productive workers.
16. The second educational summit in the fall of 1999, again held at IBM headquarters and directed by Gerstner, called for reforms that would explicitly transform schools to meet corporate expectations. This summit called for “every state [to] adopt standards backed-up by standardized tests [and] to set up a system of ‘rewards and consequences’ for teachers, students, and schools based on those tests” (Miner, 1999/2000, p. 3). Similarly, the National Alliance of Business, in Standards Mean Business, clearly lays out the agenda of standards, assessment and accountability: “A standards-driven reform agenda should include content and performance standards, alignment of school processes with the standards, assessments that measure student achievement against world-class levels of excellence, information about student and school performance, and accountability for results” (n.d. p. 4., italics added).
17. Consequently, states are developing subject area standards and then aligning the standards with statewide standardized tests (although inadequately so that the tests rarely assess students on the standards). Increasingly, standardized test scores are being used by school districts to determine whether students should be promoted to the next grade or from high school. Further, some states, such as Florida and New York, are using test scores to rank schools and districts with the purpose of “rewarding” those teachers and schools with high scores and “punishing” those with low. To date, all but one of the states have followed the route of developing standards and implemented standardized tests.
18. The effort to impose standards, assessments, and accountability has been devastating for teachers and students. McNeil, in Contradictions of School Reform: Educational Costs of Standardized Testing, concludes: “Standardization reduces the quality and quantity of what is taught and learned in schools.” Further, “over the long term, standardization creates inequities, widening the gap between the quality of education for poor and minority youth and that of more privileged student” (McNeil, 2000, p. 3, italics in original). Her research revealed the emergence of
phony curricula, reluctantly presented by teachers in class to conform to the forms of knowledge their students would encounter on centralized tests. The practice of teaching under these reforms shifted away from intellectual activity towards dispensing packaged fragments of information sent from an upper level of bureaucracy. And the role of students as contributors to classroom discourse, as thinkers, as people who brought their personal stories and life experiences into the classroom, was silenced or severely circumscribed by the need for the class to ‘cover’ a generic curriculum at a pace established by the district and the state for all the schools. (McNeil, 2000, p. 4)
Governmental intrusion on the lives of teachers and students though accounting and auditing
19. Over the last decade the state has intruded into the lives of teachers and students to a degree unprecedented in history. Teachers are increasingly directed by district and school administrators to focus on raising test scores rather than teaching for understanding. In the Rochester (NY) City School District, high school teachers report that they are pressured to teach toward the test. Sixth grade math teachers receive from the central administration lessons with practice problems that are to be used three out of every five school days as preparation for the standardized math test. Elementary teachers report that they devote more than a month to test preparation for the English Language Arts exam by eliminating all subjects other than language arts. In Massachusetts the test scores of students are posted in the hallway outside teachers’ doors. Nationwide, teachers are being deskilled as they implement curriculum developed by others.
20. Consequently, the question becomes: How is it that social conservatives, who have traditionally ostensibly called for the State to intrude less into the life of the individual, “getting government off people’s back,” have increased governmental control over teachers and students? In order to answer this conundrum, the analysis of Barry, Osborne, and Rose, in their introduction to Foucault and Political Reason: Liberalism, Neo-Liberalism, and Rationalities of Government (1996) superbly describes the changing role and tactics of governmental (i.e. State Departments of Education) and quasi-governmental organizations (i.e. The National Education Summit). Barry et al. write:
Paradoxically, neo-liberalism, alongside its critique of the deadening consequences of the ‘intrusion’ of the state’ into the life of the individual, has none the less provoked the invention and/or deployment of a whole array of organizational forms and technical methods in order to extend the field in which a certain kind of economic freedom might be practiced in the form of personal autonomy, enterprise, and choice. (Barry, et al., p. 10)
State Departments of Education increasingly intrude into the lives of teachers and teacher educators. They undertake their regulation through, writes Barry et al., “technical methods such as accountings and auditing” (Barry et al., p. 11). Regulation occurs through technical means of standards, testing, and measuring that “tie techniques of conduct into specific relations with the concerns of government” and that “reconnect, in a productive way, studies of the exercise of power at the ‘molecular level’ [in schools] with strategies to program power at a molar level” (Barry et al., p. 13). Further, as reflected in state departments of education implementation of standards and standardized tests:
Public authorities seek to employ forms of expertise in order to govern society at a distance, without recourse to any direct forms of repression or intervention. Neo-liberalism, in these terms, involves less a retreat from governmental ‘intervention’ than a re-inscription of the techniques and forms of expertise required for the exercise of government. (Barry et al., p. 14)
Governmental and quasi-governmental organizations seek to govern without specifying exactly what must be done, but by presenting the requirements or standards as rational and non-controversial, and providing a limited range in which it must be implemented. This makes it possible for social actors, such as teachers, to have a false sense of choice and freedom. As Rose writes, the ‘formal political institutions” govern from a distance and “conceive of these actors as subjects of responsibility, autonomy, and choice, and seek to act upon them through shaping and utilizing their freedom” (Rose, 1995, pp. 53- 4).
21. The neo-liberal states, through the use of standards, assessments, and accountability, aims to restrict educators to particular kinds of thinking, thinking that conceptualizes education in terms of producing individuals who are economically productive. Education is no longer valued for its role in developing political, ethical, and aesthetic citizens. Instead, the goal has become promoting knowledge that contributes to economic productivity and producing students who are compliant and productive. Blackmore summarizes that “educational policy has shifted emphasis from input and process to outcomes, from the liberal to the vocational, from education’s intrinsic to its instrumental value, and from qualitative to quantitative measures of success” (2000, p. 34).
22. Neo-liberalism, and the move to hold teachers and students accountable through standardized tests, needs to be critiqued and resisted. Bourdieu, in Acts of Resistance: Against the Tyranny of the Market (1998), encourages us to resist the logic of neo-liberalism.
Everywhere we hear it said, all day long–and this is what gives the dominant discourse its strength–that there is nothing to put forward in opposition to the neo-liberal views, that it has succeeded in presenting itself as self-evident, that there is not alternative. If it is taken for granted in this way, this is a result of a whole labor of symbolic inculcation in which journalists and ordinary citizens participate passively and, above all, a certain number of intellectuals participate actively. (Bourdieu, 1998, p. 29)
Bourdieu reminds us that there is an alternative to the logic of neo-liberalism and that we must reassert the possibility of a world and an educational system that focuses on more than economic efficiency.

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References
Barry, A; Osborne, T. and Rose, N. (1996) Foucault and Political Reason: Liberalism, Neo-liberalism, and Rationalities of Government (Chicago: University of Chicago Press).
Bourdieu, P. (1998) Acts of Resistance: Against the Tyranny of the Market (New York: The New Press).
Bourdieu, P. (1999) The Weight of the World: Social Suffering in Contemporary Society. Stanford: Stanford University Press.
Education Week, (Feb. 14, 1996) p. 17.
Fones-Wolf, E. (1994) Selling Free Enterprise: The Business Assault on Labor and Liberalism 1945-1960. Urbana: University of Illinois.
Harvey, D. (2000) Spaces of Hope. Berkeley: University of California Press.
Hursh, D. (2000) “Social Studies within the Neo-Liberal State: The Commodification of Knowledge and the End of Imagination.” Theory and Research in Social Education.
Hursh, D. and Ross, E. W. (2000) Democratic Social Studies: Social Studies for Social Change. New York: Falmer Press.
Marx, K. and Engels, F. (1952 ed.) Manifesto of the Communist Party. Moscow.
McNeil, L. (2000) Contradictions of School Reform: Educational Costs of Standardized Testing. New York: Routledge.
Mills, R. (2000, May 12) Meeting with author.
Miner, B. (1999/2000, Winter) “Testing: Full Speed Ahead.” Rethinking Schools, 14(2), 3, 8-10.
Parenti, C. (1999) “Atlas Finally Shrugged: Us Against Them in the Me Decade.” The Baffler, 13, 108-120.
Patten, G. (October, 1999) Presentation to the New York Association of Colleges of Teacher Education Conference. Albany, N.Y.
Peters, M. (1994) “Individualism and Community: Education and the Politics of Difference.” Discourse, 14(2).
Puiggros, A. (1999) Neoliberalism and Education in Latin America. Boulder, Co.: Westview.
Rose, N. (1996) “Governing ‘Advanced’ Liberal Democracies,” in Barry, A, Osborne, T. and Rose, N. (Eds.) Foucault and Political Reason: Liberalism, Neo-liberalism, and Rationalities of Government (Chicago: University of Chicago Press).
Smith, N. (n.d.) Standards Mean Business. National Alliance of Business.
“State Plans System for Grading Schools.” (2000, February 10) Albany Union
Vilas, C. (1996) “Neoliberal Social Policy: Managing Poverty (Somehow).” NACLA Report on the America, 29(2), pp. 16-21.

Contents copyright © 2001 by David Hursh.
Format copyright © 2001 by Cultural Logic, ISSN 1097-3087, Volume 4, Number 1, Fall, 2000.

2 04 2008
Cristina

Já agora ficam a saber os eventuais interessados que há uma petição online a exigir a demissão da Ministra Maria de Lurdes Rodrigues.

http://www.petitiononline.com/mod_perl/signed.cgi?demissao

3 04 2008
ruinzolas

Não vejo onde mora o brilhantismo desta tentativa de resposta. Parece-me mais um discurso de mesa de café num fim de um dia de trabalho.

Nenhum dos argumentos utilizados convence um pai que tem dois filhos que frequentam a escola.

Como é que o que o ME quer impor nas escolas favorecerá a incultura, deseducação, a anarquia pedagógica, em que o obrigatório facilitismo formará uma geração de humanoides completamente ocos de valores, cultura e sabedoria?

Pode explicar-me sem ser vago?

4 04 2008
pjrcarvalho70

Sr. Ruinzolas:

Esta carta aberta não foi feita para recolher louros ou simpatias, apesar de subscrita e aplaudida por quem nela se vê ofendido e enxovalhado.

Esta carta foi feita para contradizer uma opinião vil e fétida de alguém que, talvez meio a soldo, vomita meia dúzia de mentiras e obscenidades.

Esta carta não foi feita para convencer pais; foi feita como defesa da honra de mim próprio e de uma classe a que orgulhosamente pertenço.

Agora pergunto-lhe: o senhor conhece toda apolítica educativa deste ME, desde o novo modelo de gestão das escolas, ao estatuto do aluno, passando pelo novo estatuto da carreira docente e terminando no modelo de avaliação de professores?

Se conhecer e conseguir ser isento na análise, verá que impera a ideia do facilitismo, a ideia de que aprender não pode constituir um esforço, a ideia de que o insucesso nunca é imputável ao aluno, a ideia de que os meninos devem ser protegidos desses monstros chamados professores, a ideia de que o incumprimento compensa, a ideia de que todos têm de trabalhar para a estatística, a ideia de que apenas os alunos têm segunda, terceira e quarta oportunidade se falharem, a ideia de que a autoridade do professor nunca se pode sobrepor à superioridade do aluno, a ideia de que a incompetência do professor é a causa da impotência escolar do aluno, a ideia de que a impunidade protege os prevaricadores e o facilitismo protege os incumpridores!

O facilitismo promove a incultura e degrada a sabedoria!
A impunidade gera a deseducação e a ausência de valores!
A desautorização leva à anarquia pedagógica!

Para mim, quem não tem valores, educação, alguma cultura e, pelo menos, um pouco de sabedoria é um humanóide.

Se isto é ser vago, meu caro, então o seu dicionário é diferente do meu!

Paulo Carvalho

6 04 2008
Hooligans em Lisboa ??!! « Lista Negra / Lista Branca

[…] Para quem quiser saber mais sobre isto, faço minhas as palavras neste blog: Carta aberta ao Sr. Emídio Rangel […]

6 04 2008
ruinzolas

Gostei da sua clara resposta. Até porque assume que o que lhe interessa acima de tudo é defender a sua honra.

Quem o lê até seria levado a pensar que a educação em Portugal tem corrido às mil maravilhas e só agora é que se corre o risco de o facilitismo promover a incultura e degradar a sabedoria. Que o insucesso escolar é coisa de ficção científica. E que este governo quer mexer numa coisa que está muitíssimo bem e que não necessita de qualquer reforma de fundo.

Se a educação está como está (como também os professores dizem que está) deve-se não só à ausência de políticas educativas mas também pouca vontade nos professores de participar de forma independente na elaboração delas.

Como pai, incomoda-me o facto de os meus filhos terem como professores pessoas cujas principais preocupações são estatutos de carreira, progressões de carreira e afins. Sentir-me-ia muito mais agradado se nelas estivessem incluídas a procura de novas formas de ensino, revisões de matérias, novos caminhos na comunicação entre professores e alunos.

Na maneira inflamada, por vezes pouco educadas, como se defendem transparece sempre uma feroz tentativa de não perder vícios e regalias.

Contactei de perto durante alguns anos com a realidade de uma escola do Algarve. E assisti a coisas que me chocaram. Desde encobrimentos de faltas, a mentiras colectivas que me deixaram com uma ideia muito negativa da sua classe.

Para terminar, digo-lhe que o seu tom “rebelde” fica-lhe bem perante a classe a que pertence.

12 04 2008
Analídio Ganhão

Sr. Ruinzolas
Uma análise muito lúcida da situação da educação, da posição dos professores, do seu autismo, e da “rebeldia” juvenil do autor deste blog.
Sem ofender ninguém, sem vapores “fétidos” ou “vis”, diz umas verdades.
E a verdade, ainda, tem muita força, enquanto não estivermos todos estupidificados pelo ensino que temos!

13 04 2008
Professora Sandra

Parabéns, colega! E obrigada pelo pontapé de saída.

10 05 2008
R. Vasconcelos

Este Blog é uma encomenda do PSD, não é?

Muitos cumprimentos
R.Vasconcelos

11 05 2008
pjrcarvalho70

Fiquei aqui uma hora a pensar se havia ou não de publicar o seu comentário, de tão ridículo ser; mas resolvi publicar, para poder dar-lhe a devida resposta, que não será leve!
Só mais um vassalo do PS pode perguntar tal alarvidade; resta-me saber se será um vassalo da alta, ou seja, daqueles que mamam à conta de tal partido ou mais um masoquistasito daqueles a quem o PS tem roubado quase tudo e ainda assim vão dizer VIVA o Sócrates no Largo do Rato.

Peço desculpa, mas a sua pergunta ofendeu-me!

Este blogue apenas é o testemunho escrito de alguém que odeia política e políticos (sobetudo os do PS e PSD, pois nunca a nenhum dos outros foi dada oportunidade para eu os odiar!) e acha que tem o direito à indignação e à defesa da honra no caso de ataques mal intencionados e mentirosos.

Espero tê-lo elucidado!

Paulo Carvalho

22 05 2008
icsouza

É pena que isto suceda em Portugal. Sinto bastante porque tenho amor por Portugal que me deu a sua língua, a sua cultura, e sobretudo abertura ao Ocidente. É pena que não possam decidir o que seja bom e benefico aos alunos de Portugal. Educação é campo importante para o futuro do país. Sendo assim, li várias reacções e sinto que o país não está a marchar bem. Não diria que é “casa de Antoga”, expressão demais forte. Mas me pergunto: Que é que se poderia fazer para reunir os professores e decidir planos estratégicos para o futuro educativo do país que nos deu bom exemplo quando éramos crianças na escola primária? Desejo bom futuro aos alunos de Portugal e coragem aos professores!
Dr.Ivo da C.e Sousa

21 10 2008
Ricardo

Viva os E. Rangeis desta Nação!!

Eu também sou daqueles que têm vergonha destes professores que trabalham pouco, ensinam menos e não querem ser avaliados!
Graças ao ensino particular é que hoje sou, mesmo até na minha vida profissional! Doutra maneira estava perdido… e sem perspectivas de integração impresarial e competitiva!

Ricardo Vasconcelos

22 10 2008
pjrcarvalho70

Sim, sim, Ricardo! Tem razão! Nada como o ensino privado, onde estão, de facto os bons professores! Tão bons, tão bons que graças a eles «é que hoje é, mesmo na sua vida profissional!»! Sim senhor! Parabéns por estes Sinhores o impregarem num imprego impresarial!!!

Lhe garanto que os professores que lhe causam vergonha, pelo menos, saberiam ensiná-lo a escrever!

2 11 2008
joao

Exmo. Sr. Rangel:

Não sou uma figura pública como V. Exa..

se me permite corrigi-lo.. você graças a este post ficou quase uma figura publica. parabens

11 11 2008
José Marty

Li com atenção “Professores Agitados”, como já havia lido “Hooligans em Lisboa” da autoria de um escriba que se dá pelo nome de Emídio Rangel,
Estou à vontade, não sou professor, mas sou produto desta Escola que se acusa e recusa…,
O escriba em questão, enoja! – Agarrado aos fundilhos do sectarismo partidário e das saias da Ministra, conspira na sombra, faz carantonhas e espuma de raiva quando de cócoras apanha a etiqueta “PS” que lhe caíra da lapela,
O escriba em questão é um mercenário, faz lixo jornalístico e, se pudesse usar pistolas, fazia dos professores o seu “Western”,
O Emídio está caduco e o Rangel não tem escrúpulos, estas almas gémeas putrefactas, chafurdam na subserviência e na caducidade intelectual fascizante que as reveste e lhe dão cobertura,
O escriba, munido de um atestado de aparência idóneo, ataca ferozmente quem lhe permitiu, ainda assim, o acesso e o direito a ser besta. Cospe no prato que lhe deram a comer!
O escriba não passa de um simulacro jornalístico, qual arauto reclama imbecilmente num chinfrim histérico e incoerente às habilidades da Ministra,
O escriba falta à Escola. É um baldas! Soletra mal, confunde os números e não sabe de tabuada,
Por mim, dêem-lhe uma Escolinha para que possa manifestar livremente as suas aptidões; errar ao berlinde, atirar bolas às vidraças, partir piões contra o asfalto ou simplesmente fazer xixi nas plantas do jardim…

7 11 2009
Antonio Rodrigues Gil

Sr. Emídio Rangel ao lêr os seus artigos fico a pensar só os do PS é que são bonsou o Sr. está esperando dele um bnom emprego(ou seja tacho) tenha juizo comente sem fanatismo de partidos seja justo e insento assim são os bons jornalistas . Será que o Sr não vêm a misseria que vai por este Pais fora.Não tenho cor politica local voto nas pessoas a nivel de Pais voto no que melhor defende os valores com que me endentifico e os meus não são sertamente a corupção, a mentira , o passar por cima dos outros,as cunhas , na minha vida tudo é feito com honestinade e isso agradeço á minha mãe humilde mas de uma honestidade sem limites . Por isso Sr Rangel escreva artigos de opinião tocanto todos os pontos . Todos temos bom e mau faça um exame de consciençia sobre o que escreve e não deia tanto nas vistas com o seu PS. Gil

7 04 2010
Ex-aluno

Só para alguns professores (que são normalmente o que escrevem nestes meios…). Segundo aprendi o sentido crítico resulta de um esforço de imparcialidade, poucos dos senhores atingiu este nível. Criticar por criticar, como se costuma dizer, só degrada o professorado! Muitos de nós concordam com algumas das medidas que se discutem actualmente, tanto para proteger os professores como também criar distinções. A avaliação é, sem a mínima dúvida, uma meta a atingir para separar os Professores dos “professores”, de quem está para se esforçar de quem só está para receber à custa dos demais (professores, alunos, cidadãos, funcionários, governos, cidadãos contribuintes). Manifestações desta natureza prejudicam muito mais do que produzem. Encontrem outra forma, contribuam para uma discussão clara e para a resolução, pois o que nos ensinaram na escola é que alcançamos metas na vida pelo trabalho árduo e pelo diálogo, mesmo contra as adversidades, e para deixarmos de lado opiniões infundadas e brigas sem justiça.

9 09 2010
ANTONIO PEDRO

Na minha opinião não deviamos perder tempo com pessoas como o sr rui rangel que é conhecido por Juiz desembargador, se ele fosse juiz não era advogado do sr jose socrates e defender até á morte a inocencia do primeiro ministro,primeiro ministro esse que aparece todos os dias na nossa casa sem sem convidado um primeiro ministro que só sabe falar,veja-se a nossa divida externa a aumentar todos os dias,temos neste momento uma das maiores senão a maior divida do mundo e o primeiro ministro continua a aumentar a despesa publica,já nem conseguimos pagar os juros da nossa divida e este primeiro ministro aparece todos dias a anunciar uma coisa positiva como se os Portugueses fossem todos estúpidos,sr rangel tenha um minuto de analise intelectual e veja se tem de facto um primeiro ministro para defender seja Português e nacional uma vêz na vida,e saiba que eu não tenho estudos mas não sou parvo e leio as suas crónicas. o meu maior desejo é que um dia possamos ter um governo de homens sérios e todos os ladrões de portugal sejam castigados pelos prejuizos á Nação

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