ASSINEM E DIVULGUEM ESTA PETIÇÃO

14 11 2008

Para que haja um debate público, extra-partidário, sobre toda esta problemática da Educação em Portugal, divulguem e assinem esta petição.

http://www.peticao.com.pt/debate-educacao

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14 11 2008
Um Pai

Na verdade é cultural esta dificuldade em nos abrirmos à necessidade de mudança de hábitos instituídos. São para isso necessárias outras mudanças, para que nos entreguemos abertamente a um timoneiro e entre essas, a da mentalidade.
São detalhes como esse que faz um povo superar-se. O mundo, mais uma vez, nãp esperará por nós. E serão os nossos filhos a reclamar essa herança. Assim foi ao longo dos tempos – enquanto todos os outros procuravam novas formas, nos desacreditamos tudo que perturbe o estabelecido. Só os mais fortes não se conformam. Para esses o futuro sorrirá sempre.
Resistam à tentação de nada mudar. Só essa vontade vos fará chegar mais longe. Acreditem sempre – como um filho que confia no pai – mas haverá sempre o que corrigir. O que não resultar será naturalmente abandonado, mas rejeitar toda e qualquer tentativa de mudança é um mau ensinamento para os que assistem e logo projectam igualmente esse mesmo ensinamento, como temos assistido.
Infelizmente o privado continua a leva a melhor porque o preguiçoso lá não tem lugar mas não porque é privado: porque se exige mais.
No publico, a incompetência caminha lado a lado com o esforço e com a competência. Não o permitam. Não será uma mãe ou um pai que identifica a passividade de um incompetente e os alunos agradecem se não forem sensibilizados.
Não fosse a nossa adesão á C.Europeia e o consequente auxilio e imaginem o que ainda seria de nós…
Ensinem os nossos filhos a serem bons cidadãos, bons trabalhadores.
Nenhum de nós ficou indiferente aquele professor que adorava ensinar e permaneceu para sempre na nossa memoria.
Incluam no Vosso objectivo de ensino, a motivação permanente para a mudança que é esse o grande motor da sociedade actual. Faz parte do espírito da humanidade – só que resistir-lhe também. É cultural e difícil de superar.
Bem hajam os bons professores, bons médicos, os bons trabalhadores. Os que verdadeiramente contribuem com as suas diferentes qualidades para um sociedade melhor para todos.
O que está na ordem do dia é o combate à incompetência e isso é URGENTE.
Devemos exigi-lo a todos, não só aos professores – estou de acordo, mas esse não deve ser o motivo para resistir…
Um PAI que conheceu muitos professores que não o eram.
JDAzevedo

14 11 2008
Um Pai

Esta é uma mensagem para os que – como está, estará sempre bem.
Na verdade é cultural esta dificuldade em nos abrirmos à necessidade de mudança de hábitos instituídos. São para isso necessárias outras mudanças, para que nos entreguemos abertamente a um timoneiro e entre essas, a da mentalidade.
São detalhes como esse que faz um povo superar-se. O mundo, mais uma vez, não esperará por nós. E serão os nossos filhos a reclamar essa herança. Assim foi ao longo dos tempos, enquanto todos os outros procuravam novas formas, muitos procuram desacreditar tudo que perturbe o estabelecido. Só os mais fortes não se conformam. Para esses o futuro sorrirá sempre.
Resistam à tentação de nada fazer para mudar. Só essa vontade vos fará chegar mais longe. Acreditem sempre, como um filho confiará no seu pai, – mas haverá sempre o que corrigir. O que não resultar será naturalmente abandonado, mas rejeitar sempre a mudança é um mau ensinamento para os que assistem e logo projectam igualmente essa atitude como temos assistido.
Infelizmente o privado levará a melhor porque o preguiçoso lá não terá lugar mas não porque é privado: mas porque se exige sempre mudança, para melhorar.
No publico, a incompetência caminha lado a lado com o esforço e com a competência. Não o permitam. Não será uma mãe ou um pai que identificará a passividade de um professor incompetente e os alunos agradecem se não forem sensibilizados.
Não fosse a nossa adesão á C.Europeia e o consequente auxilio económico, imaginem o que ainda seria de nós, – não o ignoremos…
Ensinem os nossos filhos a serem bons cidadãos, bons trabalhadores.
Nenhum de nós ficou indiferente aquele professor que adorava ensinar e permaneceu para sempre na nossa memoria.
Incluam no Vosso objectivo de ensino, a motivação permanente para a mudança que é esse o grande motor da sociedade actual. Faz parte do espírito da humanidade – só que, resistir-lhe também. Mas é cultural e difícil de superar.
Bem hajam os bons professores, bons médicos, bons alunos, os bons trabalhadores; os que verdadeiramente contribuem com as suas diferentes qualidades para um sociedade melhor para todos.
O que está na ordem do dia é o combate à incompetência e isso é URGENTE.
Devemos exigi-lo de todos, não só aos professores, estou de acordo mas essa não deve ser a motivação para resistir… mudem, mudem muito : o resultado será sempre melhor.
Um PAI que conheceu muitos professores que não o eram.
JDAzevedo

14 11 2008
Norberto Coelho

Juntos e com muita luta se defende a ESCOLA PUBLICA

14 11 2008
Norberto Coelho

Só com muita luta se defende a ESCOLA PUBLICA

14 11 2008
Olivia

Infelizmente o pensamento não é igual para todos. O medo e a hipocrisia ainda resistem na nossa classe, infelizmente. De qualquer modo estou na luta e aí para o que der e vier. Sou Educadora há 22anos e nunca me senti tão inútil como neste momento.

14 11 2008
pjrcarvalho70

Caro pai Azevedo:
Eu comungo, ne generalidade, com o que diz!
O problema é que o meu amigo está a ver mal toda este guerrilha profs/ME.
Então se o senhor acha, e acha bem, que a maioria dos professores são bons, trabalham, querem a mudança, querem ser avaliados, como explica que, tirando os fanáticos PS, praticamente a totalidade dos 150000 professores deste país estão em luta contra esta barbaridade que nos estão a fazer?
Caro Sr Azevedo: entenda que este Governo enfrenta um problema crónico, com muitos anos e que se chama fracasso da Educação; então, para tentar resolvê-lo achou por bem arranjar um bode expiatório fácil e ao mesmo tempo aproveitar para reduzir despesa. Vai daí e tira da cartola um Estatuto da Carreira Docente que penaliza cegamente bons e maus, divide a classe em professores de 1ª e de 2ª por critérios de idade, institui as aberrantes cotas e afins e depois vem com um modelo de avaliação absurdo em que, entre dezenas de trapaças, põe um professor de Música a avaliar um professor de Educação Física, por exemplo!
Meu caro: estes professores são responsáveis também por milhares de excelentes alunos que fazem brilhantes carreiras, mas que apenas tiveram uma família decente que não embarcou nesta cultura podre de laxismo, facilitismo e consumismo! Os professores, todos, pugnam por uma escola democrática centrada nas necessidades dos alunos, mas gostavam de ver o Governo ter corajem para tomar medidas que alterassem a cultura cívica deste povo. Não crucifiquem professores que estão longe da família, ganham em muitos casos 900 euros por mês, esfalfam-se por ensinar o melhor que podem e sabem a um aluno e este, borrifando-se para a sua formação, apenas vê no Estado um companheiro de carteira que tratará da seu sucesso fictício, mesmo que para tal obrigue o professor a 20 reuniões e a duas resmas de papelada para inglês ver!
Pode estar descansado, meu caro Azevedo, que não serão meia dúzia de maus professores que os seus filhos apanharão que ofuscam a luta diária dos outros que se dedicam mais tempo aos filhos dos outros do que aos deles próprios; essa é a missão de um professor! Agora não é missão de nenhum professor, passar metade do ano a preencher inutilidades para provar que é bom, não sei a quem, quando tudo se resolveria se a tutela nos deixasse ensinar, cuidar dos nossos alunos e, se desconfiassem da nossa competência, mandassem equipas multidisciplinares, isentas e competentes às nossas salas e nos avaliassem! Era tão simples Sr Azevedo.
Cumprimentos
Paulo Carvalho

15 11 2008
Mendes do Carmo

Finalmente apareceu alguém, esta Ministra, que está a pôr ordem na classe (corporativa) de professores!
Os profs andam furiosos porque:
1 – vão ter que trabalhar mais horas (alguns íam lá 2 ou 3 horas por dia)
2 – deixam de atingir todos o topo da carreira (mas que raio de avaliação tinham!)
3 – deixam de poder reformar-se aos 50 anos, com apenas 30 e poucos anos de serviço
4 – deixam de ter a reforma por inteiro
5 – passam a ter que ser avaliados, segundo critérios válidos
6 – deixam de ter aquela bandalheira de férias ao longo do ano
7 – e etc., etc.,…..
Com esta Ministra, os profs deixam de ser “mais iguais que os outros”!!!

Se acham que estão tão mal assim, por que não saiem e vão para o mercado de trabalho, para verem como é?!
Se é tão mau ser professor, porque há mais cerca de 30.000 a querem ser professores? São sado-masoquistas?!
Eu tambem sou licenciado (sempre estudei à noite) mas andei sempre no mercado de trabalho! E a ser sempre avaliado, segundo critérios da entidade patronal, pois claro! Como é que julgam que é cá fora?!
Para piorarem a opinião pública a vosso respeito, agora viraram agitadores e andam a incitar os alunos à indisciplina e á falta de respeito pelas hierárquias, como se tem visto na TV. Uma vergonha nacional!!!!!!!!!!
Meus caros professores sejam dignos da vossa função!
Trabalhem e cumprem com as regras, como toda a gente!!!
Mendes do Carmo, Castelo Branco

15 11 2008
maqria guimaraes

qualquer um de nós que não tem feito muito a partir de agora e perante a má educação da ministra tem de fazer tudo que puder para que isto mude

15 11 2008
pjrcarvalho70

Sr. Mendes do Carmo:

Reflecti sobre se valeria a pena perder tempo a responder-lhe! Mas mesmo sendo uma perda de tempo vou fazê-lo com uma simples frase:

O senhor não tem uma única palavra no seu discurso que não seja pura e refinada diarreia verbal, que apenas atesta a sua ignorância e o seu intoxicado intelecto!

15 11 2008
Estela Silva

Resposta ao comentário do Sr.(?) Mendes do Carmo, de 15/11/08
Caro Senhor(?)
Vou responder-lhe no mesmo tom malcriado:
Primeiro, informe-se e, só depois, critique. Além disso, se o ensino é, como afirma, um paraíso, e se, como se depreende, a sua árdua luta no mercado de trabalho o deixa tão amargo, por que não se tornou professor, já que é licenciado? Será, também, sadomasoquismo (não se escreve com hífen), ou apenas dor de cotovelo?

15 11 2008
Antonio nunes

nós professores temos a fácil missão de esclarecer a opiniaõ publica das razões da nossa luta pois é o caminho certo para a vitória. cada um deve fazer a sua parte!…

16 11 2008
Maria Albertina Fidalgo

O lema é todos unidos, sem medo, vamos ter que conseguir travar esta decadência do ensino público, não vamos desistir, é uma questão de dignidade pessoal e profissional.
Resistir até ao fim, perante esta insanidade do Estatuto da Carreira Docente, divisão injusta e imoral da classe em duas categorias.

16 11 2008
Maria Freitas

Fui professora neste país (em vários sítios) durante mais de 20 anos….e realmente…..cada vez está pior a situação da autonomia dos professores e nem sequer tem nome……o que esta ministra e este governo tem feito para copiar os modelos “horripilantes” de outros países……com as consequências negativas para alunos e professores, que estão à vista de todos, nem tem palavras….!
Quando comecei a dar aulas, estavamos ainda no antigo regime e senti na pele como era nefasta a situação geral…..e o que sofremos todos em geral….nesta profissão.
Agora …..passados tantos anos, sinto que os meus amigos e familiares que têem a profissão de Professor, estão a viver o mesmo horror! Medo…medo….e ainda mais medo…..se falarem ou não aceitarem as regras do “jogo”……que vergonha…..para todos nós!!!
Os Professores deveríam ser os segundos pais dos alunos….e aqueles que formam os nossos futuros governantes…..por isso, deveríam ser estimados e protegidos, OUVIDOS E ENTENDIDOS! Eles que estão no “TERRENO” SABEM MELHOR DO QUE NINGUEM A REALIDADE DO QUE SE ESTÁ A PASSAR!

RESPEITEM OS PROFESSORES, OUÇAM O QUE TÊEM A DIZER E DEIXEM TRABALHAR AQUELES QUE NO DIA A DIA SENTEM NA PELE A DIFICULDADE QUE É TER QUE SER AO MESMO TEMPO : PROFESSOR, BUROCRATA, SEGUNDO PAI, PSICÓLOGO, AGENTE DO ESTADO, FUNCIONÁRIO PÚBLICO DE ESCOLAS…..ETC ETC….E MUITAS VEZES ATÉ POLÍTICO…..POIS QUEM NÃO ESTIVER ATENTO AO QUE SE “FABRICA ” NA ASSEMBLEIA….ESTÁ TRAMADO! MUITA ATENÇÃO….E FORÇA! NÃO DESISTAM….NUNCA DESISTAM…..DESISTIR É PRÓPRIO DOS FRACOS E COBARDES….E SER PROFESSOR É UMA DURA LUTA DIÁRIA PELA GARANTÍA DOS DIREITOS BÁSICOS HUMANOS E PROFISSIONAIS DE TODOS NÓS!

RESISTAM, MEUS EX-COLEGAS….POIS QUEM NÃO RESISTIR É ABSORVIDO PELO SISTEMA QUE QUEREM IMPÔR A TODOS VOCÊS…..COMO NO TEMPO DA DITADURA!
UM ABRAÇO CORDIAL E SAUDOSO A TODOS OS MEUS EX-COLEGAS DE PROFISSÃO!
BOA SORTE E MUITA ENERGIA POSITIVA….COM UMA GRANDE DOSE DE PACIENCIA PARA RESISTIR A MAIS ESTE ENORME FURACÃO, QUE DÁ PELO NOME DE “AVALIAÇÃO” ….SRSRSRSR)

16 11 2008
José Júlio Santos Barragán

Tudo que se está passando com os professores é uma vergonha e uma afronta.
Nunca Ministros de anteriores partidos tiveram a coragem de fazer tal coisa.
E isto de um partido que se diz Socialista…
Coerência, muita coerência é a de um socialista Manuel Alegre.
Este sim, dignifica o Partido Socialista.

16 11 2008
Firmino Cardoso

Só queria dizer ao sr. Mendes do Carmo que, para além de não saber do que fala ( e eu não sou professor), se realmente é licenciado como afirma, e eu não duvido, tem a obrigação de ao menos saber escrever sem dar erros ortográficos. Fica mal. Ainda por cima a um licenciado.

17 11 2008
josé machado

anexo um texto que recebi por mail e que serve de resposta ao sr. Mendes

‘Caro anónimo indignado com a indignação dos professores, homens (e as
mulheres) não se medem aos palmos, medem-se, entre outras coisas, por
aquilo que afirmam, isto é, por saberem ou não saberem o que dizem e
do que falam.

O caro anónimo mostra-se indignado (apesar de não aceitar que os
professores também se possam indignar! Dualidade de critérios deste
nosso estimado anónimo… Mas passemos à frente) com o excesso de
descanso dos professores: afirma que descansamos no Natal, no
Carnaval, na Páscoa e no Verão, (esqueceu-se de mencionar que também
descansamos aos fins-de-semana). E o nosso prezado anónimo insurge-se
veementemente contra tão desmesurada dose de descanso de que os
professores usufruem e de que, ao que parece, ninguém mais usufrui.

Ora vamos lá ver se o nosso atento e sagaz anónimo tem razão. Vai
perdoar-me, mas, nestas coisas, só lá vamos com contas.

O horário semanal de trabalho do professor é 35 horas. Dessas trinta e
cinco, 11 horas (em alguns casos até são apenas dez) são destinadas ao
seu trabalho individual, que cada um gere como entende. As outras 24
horas são passadas na escola, a leccionar, a dar apoio, em reuniões,
em aulas de substituição, em funções de direcção de turma, de
coordenação pedagógica, etc., etc.

Bom, centremo-nos naquelas 11 horas que estão destinadas ao trabalho
que é realizado pelo professor fora da escola (já que na escola não há
quaisquer condições de o realizar): preparação de aulas, elaboração de
testes, correcção de testes, correcção de trabalhos de casa, correcção
de trabalhos individuais e/ou de grupo, investigação e formação
contínua. Agora, vamos imaginar que um professor, a quem podemos
passar a chamar de Simplício, tem 5 turmas, 3 níveis de ensino, e que
cada turma tem 25 alunos (há casos de professores com mais turmas,
mais alunos e mais níveis de ensino e há casos com menos – ficamos por
uma situação média, se não se importar). Para sabermos o quanto este
professor trabalha ou descansa, temos de contar as suas horas de
trabalho.

Vamos lá, então, contar:

1. Preparação de aulas: considerando que tem duas vezes por semana
cada uma dessas turmas e que tem três níveis diferentes de ensino, o
professor Simplício precisa de preparar, no mínimo, 6 aulas por semana
(estou a considerar, hipoteticamente, que as turmas do mesmo nível são
exactamente iguais — o que não acontece — e que, por isso, quando
prepara para uma turma também já está a preparar para a outra turma do
mesmo nível). Vamos considerar que a preparação de cada aula demora 1
hora. Significa que, por semana, despende 6 horas para esse trabalho.
Se o período tiver 14 semanas, como é o caso do 1.º período do
presente ano lectivo, o professor gasta um total de 84 horas nesta
tarefa.

2. Elaboração de testes: imaginemos que o prof. Simplício realiza, por
período, dois testes em cada turma. Significa que tem de elaborar dez
testes. Vamos imaginar que ele consegue gastar apenas 1 hora para
preparar, escrever e fotocopiar o teste (estou a ser muito poupado,
acredite), quer dizer que consome, num período, 10 horas neste
trabalho.

3. Correcção de testes: o prof. Simplício tem, como vimos, 125 alunos,
isto implica que ele corrige, por período, 250 testes. Vamos imaginar
que ele consegue corrigir cada teste em 25 minutos (o que, em muitas
disciplinas, seria um milagre, mas vamos admitir que sim, que é
possível corrigir em tão pouco tempo), demora mais de 104 horas para
conseguir corrigir todos os testes, durante um período.

4. Correcção de trabalhos de casa: consideremos que o prof. Simplício só manda realizar trabalhos para casa uma vez por semana e que corrige cada um em 10 minutos. No total são mais de 20 horas (isto é, 125 alunos x 10
minutos) por semana. Como o período tem 14 semanas, temos um resultado final de mais de 280 horas.

5. Correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo: vamos pensar que
o prof. Simplício manda realizar apenas um trabalho de grupo, por
período, e que cada grupo é composto por 3 alunos; terá de corrigir
cerca de 41 trabalhos. Vamos também imaginar que demora apenas 1 hora
a corrigir cada um deles (os meus colegas até gargalham, ao verem
estes números tão minguados), dá um total de 41 horas.

6. Investigação: consideremos que o professor dedica apenas 2 horas
por semana a investigar, dá, no período, 28 horas (2h x 14 semanas).

7. Acções de formação contínua: para não atrapalhar as contas, nem vou
considerar este tempo.

Vamos, então, somar isto tudo:

84h+10h+104h+280h+41h+28h=547 horas.

Multipliquemos, agora, as 11horas semanais que o professor tem para
estes trabalhos pelas 14 semanas do período: 11hx14= 154 horas.

Ora 547h-154h=393 horas. Significa isto que o professor trabalhou, no
período, 393 horas a mais do que aquelas que lhe tinham sido
destinadas para o efeito.

Vamos ver, de seguida, quantos dias úteis de descanso tem o professor no Natal.

No próximo Natal, por exemplo, as aulas terminam no dia 18 de
Dezembro. Os dias 19, 22 e 23 serão para realizar Conselhos de Turma,
portanto, terá descanso nos seguintes dias úteis: 24, 26, 29 30 e 31
de Dezembro e dia 2 de Janeiro. Total de 6 dias úteis. Ora 6 dias
vezes 7 horas de trabalho por dia dá 42 horas. Então, vamos subtrair
às 393 horas a mais que o professor trabalhou as 42 horas de descanso
que teve no Natal, ficam a sobrar 351 horas. Quer dizer, o professor
trabalhou a mais 351 horas!! Isto em dias de trabalho, de 7 horas
diárias, corresponde a 50 dias!!! O professor Simplício tem um crédito
sobre o Estado de 50 dias de trabalho. Por outras palavras, o Estado
tem um calote de 50 dias para com o prof. Simplício.

Pois é, não parecia, pois não, caro anónimo? Mas é isso que o Estado
deve, em média, a cada professor no final de cada período escolar.

Ora, como o Estado somos todos nós, onde se inclui, naturalmente, o
nosso prezado anónimo, (pressupondo que, como nós, tem os impostos em
dia) significa que o estimado anónimo, afinal, está em dívida para com
o prof. Simplício. E ao contrário daquilo que o nosso simpático
anónimo afirmava, os professores não descansam muito, descansam pouco!

Veja lá os trabalhos que arranjou: sai daqui a dever dinheiro a um
professor. Mas, não se incomode, pode ser que um dia se encontrem e,
nessa altura, o amigo paga o que deve.’

17 11 2008
Paula Castanheira

Sr. Mendes do Carmo:
O senhor deve ser daquelas pessoas (como muitas outras), que acha que ser professor é sinónimo de boa vida. Pois bem, só tenho a dizer-lhe que, o senhor revela para além de ignorância, burrice, pois como o senhor fez questão de salientar, até é licenciado, o que deveria significar que antes de emitir opinião sobre algum assunto, deveria saber daquilo de que fala. Por isso, daqui para a frente, antes de falar, informe-se, caso contrário a sua licenciatura senhor doutor ,não lhe servirá para nada, a não ser para demonstrar a sua perfeita anormalidade.
Os professores querem ser avaliados! Só acham que esta não é a forma mais correcta.
Percebeu, ou por acaso, necessita que lhe faça um desenho?

17 11 2008
Idalino moura

Belo texto…

Com “feeling” e determinaÇão.

Com Sócrates não pode haver ambidextros ou M.P.S. (Membros do Partido Socialista)…

Na luta, verificamos a inutilidade do voto “útil” – pequenas ditaduras de maiorias absolutas…

17 11 2008
Abílio Videira

Aposentei-me há cerca de 1 ano, após 38 anos de trabalho, 30 dos quais na actividade docente.
Apesar de ter tido alguma redução na pensão, não estou minimamente arrependido por ter solicitado a aposentação antecipada.
O trabalho dos professores portugueses deixou de ser atraente, tornou-se um Calvário, e, por isso, só não foge dele quem não pode!
Também fui dirigente sindical durante vários anos e, por isso, tive a oportunidade de observar de perto várias equipas do ME, incluindo esta; porém, em nenhuma delas constatei uma tão grande indiferença, teimosia e prepotência, como as que são demonstradas pela actual equipa ministerial em relação aos professores. Mas não podemos esquecer que essa equipa faz parte de um Governo que tem José Sócrates como Primeiro-Ministro, o qual, como todos bem sabem, apoia inteiramente a sua actuação. Por isso, não creio que a demissão desta Ministra e da sua equipa venha solucionar o problema de fundo que, a meu ver, se situa a nível do Governo.
Penso que os problemas que estão a afectar, como nunca se viu, a educação e os professores só poderão ser resolvidos com a queda do PS nas próximas eleições, quer perdendo as eleições, quer perdendo a maioria.

18 11 2008
Sandra

Muitos parabéns Pedro. É isto que todos precisam de ouvir. Tudo foge para a avalição dos professores. Como se fosse só isso que estivesse em causa. Não é, não é mesmo. Que futuro terá um país onde os seus jovens são ensinados que não é preciso esforçarem-se, trabalharem, serem cumpridores de regras, pontuais. São profissionais com estes principios que queremos. Eu recuso-me a dar boas avaliações a quem não as merece. Premeio o esforço. Quanto à avaliação… desengane-se quem pensa que vai haver grandes alterações nas avaliações. Continuaremos todos a ser apenas bons. Excelentes…. só se for como administrativos. Eu estou com todos os que estão contra este modelo de avaliação. Acredito que se todos se unirem e disserem NÃO, este sistema tem de parar. Pensem… A ministra vai substituir todos os professores, NÃOOOOO. Nós somos muitos, a ministra e os seus parceiros apenas alguns e sem razão. Continuemos a lutar e vamos conseguir um ensino público de melhor qualidade. Pelos professores e pelos alunos, digamos NÃO a esta avaliação.

20 11 2008
antonio mendes

Força aos que resistem!…
Juntos iremos conseguir expulsar esta corja de incompetentes que graça no ministerio da educação.
Juntos conseguiremos uma escola publica de sucesso para os nossos filhos e para os filhos dos outros.
Aos que nos criticam por não perceberem que não defendemos os nossos interesses, ( pois já nos tiraram tudo), mas que defendemos o futuro da educação em Portugal, a esses que não nos compreendem teremos de dizer:
“Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem!…
Por uma escola publica de qualidade!
Pelo sucesso dos nossos alunos.
Pelo futuro de Portugal!…

20 11 2008
Gabriela De Matos

Ao contrário do que referiu o caro colega António Mendes, não me parece que esta ministra e toda a sua equipa mereçam qualquer perdão. Sempre souberam muito bem o que fazem e tudo passou pelo filtro da maldade. Mas, por causa de tudo o que já fizeram, por causa do que fazem e do que ainda queriam fazer, NÓS PROFESSORES VAMOS RESISTIR! E tudo vai mudar. Não baixamos as armas, não permitimos arruinarem as nossas vidas e dos nossos filhos (pois teria consequências sobre as nossas famílias), bem assim como o Ensino. Subscrevo o que, há dias, me disse um médico: ” esta ministra e o governo estão a fazer um suicídio cultural. Interessa-lhes pôr os Professores amorfos”. Pois bem, tal não acontecerá. O medo não é opção. Não temam, colegas, juntos somos muito fortes.
Bem haja pela união dos Professores!

21 11 2008
Hugo Madruga

Conocordo com o que este colega escreveu, não nos vão derrotar com ameaças, nós não tememos esta senhora…..

22 11 2008
Gabi

Sr. Mendes do Carmo

Vergonha Nacional???? É o seu comentário, certamente.

Diz-se licenciado, eu também o sou e não sou professora porque não aguentei a pressão, sim, eu fui uma das que desistiu, mas não desisti de acompanhar a luta daqueles que me deram o saber para a licenciatura, daqueles que ensinam os meus filhos, dou-lhes muito valor.
Sabe que existe também um vocábulo que deverá procurar no dicionário: vocação. É, se todos fizessem o que eu fiz, pergunto-lhe quem ensinaria os nossos filhos? E como licenciado, não professor, já comparou o seu ordenado com o de um docente com o mesmo tempo de “serviço”, não brinque connosco… Quanta falta de conhecimentos!
Gostava que nos apresentasse professores que tenham 2/3 horas por dia (com horários completos, não venha cá com parciais, o ordenado é compatível).

E ainda não se deu conta de que não é a entidade patronal que faz a avaliação dos professores? Está muito mal informado, muito mal. Saiba que os professores lutaram bastante pela sua classe, tiveram as suas conquistas, mas nada lhes caíu do céu, o que criou muita inveja, seria bom, uns lutarem para os outros beneficiarem, mas não pode ser assim em tudo, não eram os profs. que estavam bem, os outros é que estavam mal.

Quanto à sra. ministra, bom, o tempo o dirá, e tudo o que desejo é que o senhor engula em seco o que aqui escreveu.

Pelo ensino dos nossos filhos, juntemo-nos à luta.

24 11 2008
nina

Sim Senhor!!!!!Grande Pedro!!!!Não sei se és Grande se pequeno, mas com certeza fazes o orgulho dos teus pais!!! Parabéns a eles!!!Puseram no Mundo um Homem com um grande par de t…tes!!!!!

30 11 2008
Natacha

Os que criticam os professores e só os desvalorizam é apenas e nada mais por pura inveja, por serem pessoas mal formadas e mal informadas. Se soubessem o que é ter de lidar com indisciplina da sociedade em que vivemos, logo falavam e se tivessem o trabalho (em casa) que os professores têm, também aí podiam falar. Agora assim, acho que já nem perco tempo com certas pessoas, que não sabem do que estão a falar. A essas pessoas punha-as uma semana numa escola nos arredores de Lisboa, um e que tal ali para os lados da Apelação ? Isto há gente muito invejosa ! Irra. Gostaria de saber se vocês também são avaliados na vossa profissão, de que forma e se são bons. Vá confessem-se lá.

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