Plenário de Professores do AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE CASTRO DAIRE

12 02 2009

Na terça-feira dia 10 de Fevereiro, e a pedido de muitos colegas que, mesmo tendo assinado a primeira moção de repúdio a este modelo de avaliação, se sentem algo desorientados ou indecisos, devido à confusão que se instalou, em que parece que muitos professores estão a claudicar, uns por vontade própria (?) outros por chantagens, pressões ou intimidações, os professores do Agrupamento de Escolas de Castro Daire reuniram, de novo em Plenário, para esclarecimentos e tomadas de posição.

Constatações iniciais:

Com toda esta campanha de intoxicação gerada pela inconsistência, incoerência e alguma cobardia à mistura, em que de uma quase unanimidade mostrada em duas gigantescas manifestações, se começa a assistir a um triste cenário de uma silenciosa, escondida, impávida e serena ministra a ver milhares de professores caírem-lhe derrotados aos pés, resta às Escolas e respectivos professores que se mantêm irredutíveis nas suas convicções, certos da razão que lhes assiste, continuar a sua luta contra esta ignomínia ministerial!

Estas «baixas» do lado dos Professores, que fazem babar de gozo alguns «boys (e girls) arraçados de Hitler» instalados nas cadeiras e, fácil e indecentemente, deixam que a ganância do poder lhes apague toda a dignidade e honestidade enquanto professores, apenas pode reforçar as «ganas» dos que resistem, mostram verticalidade, coerência e mantêm as suas escolas imunes a esse cancro que a ministra tanto quis que padecessem: confusão, discussão, luta hierárquica, enfim, uma verdadeira guerrilha intra-escola, com política à mistura (ou não fosse ela a maior das podridões deste país). O Valter Lemos (esse grandioso Estadista) quando comentava as recentes e enormes manifestações e greves com um lacónico «… é mais uma!» bem sabia que vive num país de brandos costumes e, pior que isso, branda gente que chegada a hora da sua manifestação individual, sem ter 199 999 colegas ao lado a abafar-lhe o protagonismo, se deixam cair que nem um castelo de cartas.

Depois desta espécie de «estado da arte» nesta altura, os OUTROS professores, os que são castelos de betão, representados condignamente pelos seus Presidentes de Executivo que com eles partilham ideias e convicções, resolvem mostrar à tutela que o armistício que julgavam estar a alcançar facilmente a seu favor não, passa ainda de pura ilusão.

Foi, pois, perante estes factos, que 212 PCEs reuniram em Coimbra, no dia 7 de Fevereiro e desse encontro resultou um fumo que poucos julgariam tão branco! E branco porquê? Porque todos os Presidente (mesmo todos, até alguns que, é sabido, nas suas escolas têm, no mínimo, notificado professores para obedecerem ao monstro) assinaram decisões cujo nosso Presidente teve a gentileza de nos transmitir logo na abertura do Plenário, onde estavam cerca de 75% dos professores do Agrupamento e duas representantes sindicais convidadas.

De um plenário que se esperava «quente», ou não houvessem opiniões divergentes já previamente conhecidas, e depois do Presidente transmitir aos presentes as suas posições, quer nessa qualidade, quer na outra que orgulhosamente mantém, acreditem que após o seu discurso, e depois de pequenas dúvidas circunstanciais e da intervenção das sindicalistas que pouco disseram que com Agrupamentos assim seria fácil levar a nossa luta a bom porto, toda a gente saiu tranquila e sorridente do plenário, carregando consigo apenas a responsabilidade individual das suas acções futuras, principalmente quanto à entrega, ou não, dos objectivos individuais. Todos, mesmo os não presentes, depois de ouvirem o Presidente ou lerem os documentos anexos, sabem que absolutamente nada extrínseco a si próprio os obrigará à entrega dos malfadados objectivos individuais.

Se eu, enquanto professor deste Agrupamento sempre me senti confortável nesta batalha e, juntamente com a esmagadora maioria dos meus colegas ignoramos as monstruosidades ministeriais, certos de que a única coisa de que podemos ser «acusados» é da total disponibilidade para a nossa Escola os para os nossos alunos e neles centrarmos todo o nosso trabalho, deste plenário saímos como que aveludados e carregados de serenidade.

Lendo os documentos anexos que demonstram categoricamente a nossa tomada de posição, a Liberdade e a Democracia saíram reforçadas deste encontro, sendo que cada professor apenas terá de obedecer a uma Ministra chamada «Consciência»!

Nada mais do que isso!

Paulo Carvalho – Agrupamento de Escolas de Castro Daire

Documentos anexos de leitura fundamental

comunicado-final-da-reuniao-de-coimbra

intervencao

lei-sobre-os-oi

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3 responses

13 02 2009
pjrcarvalho70

TODOS A LISBOA, DIA 13 DE MARÇO.

16 02 2009
Os blogs que estão no topo! « Criação de SItes

[…] Plenário de Professores do AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE CASTRO DAIRE Na terça-feira dia 10 de Fevereiro, e a pedido de muitos colegas que, mesmo tendo assinado a primeira moção de […] […]

16 02 2009
profpardal

Oi!
Pelos vistos estudamos na mesma universidade!

Aveiro é nosso!

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