TEXTO FABULOSO DE LÍDIA JORGE

10 01 2009

Lídia Jorge – Público – 2009.01.09

A titularidade foi dada a professores bons, excelentes, maus e muito maus. Não premiou nada, porque baralhou tudo

1.Ficarão por muito tempo célebres os braços-de-ferro que Margaret Thatcher manteve com os sindicatos do Reino Unido, como conseguiu vencê-los, e como à medida que os humilhava, mais ia ganhando o eleitorado do seu país. Na altura a primeira-ministra britânica era a voz da modernidade liberal, criou discípulos por toda parte, e ainda hoje, apesar do negrume da sua era, há quem se refira à sua coragem como protótipo da determinação governativa. Mas neste diferendo que opõe professores e Governo, está enganado quem associa o seu perfil ao de Maria de Lurdes Rodrigues. Se alguma associação deve ser feita – e só no plano da determinação -, é bom que o faça directamente com a pessoa do primeiro-ministro.
De facto, a equipa deste Ministério da Educação tem-se mantido coesa, iniciou reformas aguardadas há décadas, soube transferir para o plano da realidade as mudanças que em António Guterres foram enunciadas como paixão, conseguiu que o país discutisse a instrução como assunto de primeira grandeza, fez habitar as escolas a tempo inteiro, fez ver aos professores que o magistério não era mais uma profissão de part-time, arrancou crianças de espaços pedagógicos inóspitos, e muitos de nós pensámos que a escola portuguesa ia partir na direcção certa. Quando José Sócrates saía com todos os ministros para a rua, nos inícios dos anos lectivos, via-se nesse gesto uma determinação reformista que augurava um caminho de rigor. Não admira que o primeiro-ministro várias vezes tenha falado do óbvio – que era necessário determinar quem eram, na escola portuguesa, os professores de excelência. Era preciso identificá-los, promovê-los, responsabilizá-los, outorgar-lhes credenciais de liderança. Era fundamental que se procedesse à sua escolha. Mas a sua equipa legislou sobre o assunto e infelizmente errou.

2.Errou ao criar, de um momento para o outro, duas categorias distintas, quando a escola portuguesa não se encontrava preparada para uma diferenciação dual. A escola portuguesa tinha o defeito de não diferenciar, mas tinha a virtude de cooperar. O prestígio do professor junto dos alunos e dos colegas não era contabilizado, mas era a medida da sua avaliação. Pode dizer-se que era uma escola artesanal que necessitava de uma outra sofisticação. Mas, para se proceder a essa modificação com êxito, era preciso compreender os mecanismos que a sustentavam há décadas, e tomar cuidado em não humilhar uma classe deprimida, a sofrer dia a dia o efeito de uma erosão educacional que se faz sentir à escala global. Só que em vez da aplicação cuidadosa e gradual de um processo de mudança, a equipa do Ministério da Educação resolveu criar um quadro de professores titulares, a esmo, à força e à pressa. No afã de encontrar a excelência, em vez de se aplicar critérios de escolha pedagógica e científica, aplicaram-se critérios administrativos, de tal modo aleatórios que deixaram de fora grande percentagem de professores excelentes, muitas vezes os responsáveis directos pelo êxito pedagógico das escolas.
O alvoroço que essa busca de um quadro de excelência criou está longe de ser descrito devidamente. Basta visitar algumas escolas para se perceber como a titularidade está distribuída a professores bons, excelentes, mas também a maus e muito maus, e foi negada a professores competentes. Isto é, criou-se um esquema que não premiou nada, porque baralhou tudo. Os erros foram detectados por muita gente de boa fé, em devido tempo, mas o processo avançou, a justiça não foi reposta, nem sequer a nível da retórica política. Pelo contrário, aquilo que a razão mostrava à evidência foi sendo desmentido, adiado, ridicularizado, ou desviado para o campo da luta sindical dita de inspiração comunista.

3.O segundo instrumento ao serviço da excelência não teve melhor sorte. Era preciso inaugurar nas escolas uma cultura de responsabilidade que até agora fora relegada para determinismos de vária ordem, menos os estritamente pedagógicos, o que era um vício da escola portuguesa, pelo menos até à publicação dos rankings. Mas aí, de novo, a equipa do Ministério da Educação funcionou mal. Se os campos de avaliação do desempenho dos professores estão mais ou menos fixados, e começam a ser universais, os parâmetros em questão foram pensados por mentes burocráticas sem sentido da realidade, na pior deturpação que se pode imaginar em discípulos de Benjamin Bloom, porque um sistema que transforma cada profissional num polícia de todos os seus gestos, e dos gestos de todos os outros, instaura dentro de cada pessoa um huis clos infernal de olhares paralisantes. Ninguém melhor do que os professores sabe como a avaliação é um logro sempre que a subjectividade se transforma em numerologia. Claro que não está em causa a tentativa de quantificação, está em causa um método totalitário que se transforma num processo autofágico da actividade escolar. Aliás, só a partir da divulgação das célebres grelhas é que toda a gente passou a entender a razão da pressa na criação dos professores titulares – eles estavam destinados a ser os pilares dessa estrutura burocrática de que seriam os pivots. Isto é, quando menos se esperava, e menos falta fazia, estavam lançadas as bases para uma nova desordem na escola portuguesa. Como ultrapassá-la?

4.Não restam muitos caminhos. Ultimamente, almas de boa fé falam de cedência de parte a parte. Negociação, bondade, comissões de sábios. A questão é que não há, neste campo, nenhuma justiça salomónica a aplicar. O objecto em causa não é negociável. Tendo em conta uma erosão à vista, só a Maria de Lurdes Rodrigues, que sabe que foi longe de mais, competiria dizer “Não matem a criança, prefiro que a dêem inteira à outra”, mas já se percebeu que não o vai fazer. Obcecada pela sua missão, que começou tão bem e está terminando mal, quererá ir até ao fim, mesmo que do papel dos mil quesitos que alguém engendrou para si só reste um farrapo. É pena. Depois de ter tido a capacidade de pôr em marcha uma mudança estrutural indispensável para a modernização do ensino, acabou por não ser capaz de ultrapassar o desprezo que desde o início mostrava ter em relação aos professores. E, no entanto, numa política de rosto humano, seria justo voltar atrás, reparar os estragos, admitir o erro sem perder a face. Ou simplesmente passar o mandato a outros que possam reiniciar um novo processo.
De facto, em Portugal existem vários vícios na ascensão ao poder. Um deles consiste em não se saber entrar no poder. Pessoas sem perfil técnico, ou humano, aceitam desempenhar cargos para os quais não foram talhados. Parece que toda a gente gosta de um dia dizer ao telefone, no telejornal, “Papá, sou ministro!”, com o resultado que se conhece. Outro é não se saber sair do poder. Houve um tempo em que Mário Soares ensinou ao país como os políticos saem no tempo certo, para retomarem, quando voltam a ser úteis. Os grandes políticos conhecem a lei do pousio. E o objecto da disputa deve ser sempre mais alto do que a própria disputa. É por isso estranho e desmedido o que está a acontecer.

5.José Sócrates deverá estar a pensar que pode ter pela frente um golpe de sorte – Margaret Thatcher teve a guerra das Falklands – e até pode vir a ter uma maioria absoluta outra vez. Aliás, pelo que se ouve e vê, a frase da ministra da Educação “Perco os professores mas ganho o país”, cria efeitos de grande admiração junto duma população ansiosa por ver braços-de-ferro no ar, sobretudo se eles vierem do corpo de uma mulher. Não falta quem faça declarações de admiração à sua coragem, como se a coragem prescindisse da razoabilidade. E até é bem possível que a Plataforma Sindical um dia destes saia sorridente da 5 de Outubro com um acordo qualquer debaixo do braço, como já aconteceu.
Mas a verdade é que, a insistir-se neste plano, despropositado, está-se a fomentar uma cadeia de injustiças e inoperâncias que só a alternância democrática poderá apagar. Se José Sócrates pediu boas soluções e lhe ofereceram estas, foi enganado, e deveria repensar nos seus contratos. Mas se ele mesmo acredita neste processo kafkiano, é uma desilusão, sobretudo para os que confiaram na sua capacidade de ajudar o país a mudar. Neste momento, entre nós, a educação tornou-se uma fábula.





TIRO NOS PÉS DOS SINDICATOS

14 12 2008

Muito tenho escrito sobre esta luta que travamos com uma autista equipa ministerial que apenas quer avaliar para hierarquizar, hierarquizar com quotas, no fundo para um único objectivo: castrar carreiras e reduzir despesa pública à custa dos professores. Os professores deste país têm protagonizado uma rebelião sem precedentes contra uma brutalidade cega de um ME surdo e louco; a Ministra tem a força da Lei, nós a dos números, do senso e da razão.

O problema é que quer queiramos quer não, uma coisa chamada Sindicatos é que tem legitimidade legal para negociar e chegar à fala com a Ministra; todos sabemos que cada vez há menos professores sindicalizados (porque será?) mas o que é facto é que nesta luta dá a impressão que a plataforma sindical nos representa a todos e, pior que isso, todos concordamos com os sindicatos.

É aqui que quero deixar a minha posição pessoal de repúdio a alguns comportamentos dos sindicatos e de algumas das suas decisões. Veja-se, por exemplo, no que deu a reunião do passado dia 11 de Dezembro; tal como eu esperava, e à maneira de Valter Lemos,  foi mais uma… Mais uma reunião de surdos mudos! O ME cai no ridículo de aceitar negociar, mas sem condições, ou seja, dizem claramente que querem conversar mas informam que nada alterarão! Os sindicatos, por sua vez, levavam uma proposta de avaliação da qual, e atendendo ao tabu que dela fizeram, se esperava que fosse inovadora e que pusesse a Ministra e seus lacaios, no mínimo, a pensar, mesmo que dela desdenhassem!

Acontece que a montanha pariu um rato e qual não é o meu espanto quando vejo os Sindicatos a apresentarem uma folha A4 (a Ministra tinha razão) em que meia dúzia de princípios aludem a uma avaliação exactamente igual à que vigorou anteriormente e com a qual nenhum professor sensato pode concordar. Pois então esperavam o quê? Então toda a gente sabe que por muito espectacular que fosse a proposta dos sindicatos (não dos professores) jamais uma Ministra autoritária e prepotente, com as costas aquecidas por uma maioria parlamentar, iria aceitar, quanto mais uma vontade explícita de voltar àquilo que ela mais quer combater!

Claro que isto foi carne para os abutres (leia-se Rangeis, Tavares, Monteiros, etc), que pensam que todos os professores concordam com tal proposta. Desta vez, não tenho grandes argumentos para responder ao Rangel, como costumo!

Quero aqui dizer aos professores, aos Sindicatos e ao Ministério… e aos abutres…  que, tal como milhares de professores que têm opinião própria e não se revêem nos sindicatos, nem precisam deles para expressarem as suas teses, que preconizo uma ideia de avaliação que, se calhar de tão simples, não merece crédito! Continuo a dizer que o papel de um professor não é passar o tempo a provar que é bom profissional; o papel de um professor é ser apenas profissional de Educação e dedicar todo o seu tempo aos aspectos pedagógicos. Se o Ministério desconfia que há muitos maus professores (e com toda a legitimidade), pois bem, constituam equipas multidisciplinares de pessoas de currículo comprovado e imaculado nas diferentes áreas disciplinares e, tal como fazem nas Inspecções às Escolas, mandem-nos inspeccionar os professores; peçam-lhes o que quiserem, assistam às aulas, falem com os diferentes Órgãos da Escolas acerca dos professores, enfim… façam o que quiserem, mas com duas certezas absolutas: o avaliador tem de ter comprovadamente habilitações muito superiores às do avaliado e o professor mais não ter de fazer do que o seu trabalho normal, ou seja, pedagógico.

Portanto, mais uma vez apelo para que deixem os professores ser professores; não nos dividam, ainda por cima por critérios de idade e não de mérito, e venham à escola avaliar-nos. O que a Ministra pretende é colocar as escolas em guerra com facções de professores a disputar quotas e no fim de contas ninguém sabe quem é, afinal, bom ou mau professor em situação de sala de aula. Em muitos casos o avaliador é pior professor que o avaliado, mas como até são amigos, no final está tudo bem, ou à maneira de Sócrates… porreiro, pá! Esta é a aberração mor deste modelo!

Por este andar que ninguém espere o que quer que seja de reuniões entre este ME e estes Sindicatos! Mas há uma coisa que a Ministra pode contar: os professores são muito mais que números e que Sindicatos! Enquanto este absurdo modelo de avaliação se mantiver, recusar-nos-emos a cumpri-lo, até porque a única consequência que temos dessa atitude é a não progressão; ora, a isso estamos já habituados há uns anos!!!

Paulo Carvalho





ANÁLISE CEREBRAL A VALTER LEMOS

5 12 2008

Já aqui postei a minha opinião acerca deste incontornável vulto da política nacional. Trata-se da segunda figura do «mariadelurdismo» e tem como súbdito um tal de Jorge Pedreira que, se calhar por ser de pedra, é atirado às feras pelo Sr. Lemos, sempre que este não se julga à altura da missão; pois, mas é mesmo sempre!

Ontem houve uma excepção! Ena Ena! O Sr. lemos assumiu as rédeas e foi o único a comentar a greve de 94% dos professores portugueses. Mas antes fez a seguinte análise cerebral:

«Eh pá, eu sou o Secretário de Estado e como percebo tanto de Educação como de lagares de azeite, mando sempre o Pedreira falar; tá bem que com isso ganho duas coisas: deixo o rapaz aparecer na TV, pois sempre é mais bem parecido do que eu e, além disso, é menos um discurso que tenho de decorar e menos meia hora que perco a ajeitar a carapinha! Eh pá, mas desta vez se calhar é um bom assunto para eu aparecer e parecer que até estou por dentro dos assuntos; vou ser eu a comentar a greve; afinal de contas, nem tenho de falar propriamente nessa tal de… de… ai… como é que é… de… ahhh… educação; é isso! Eh pá, mas como é que eu vou comentar e contrapor uma greve de 94% de adesão e quase todas as escolas fechadas no país? hum… deixa cá ver… hum… Já sei! Vou ver este vídeo e aprender com este senhor; ora, os professores são as tropas americanas e nós, o ME, o Governo Iraquiano! Pois… está certo! Basta estudar e copiar o que diz Mohammed Said al-Sahaf e pronto; ajeitar a carapinha, ir às televisões e fazer o mesmo!»

Pois bem! Foi lindo de se ver o Sr. Lemos, todo janota, nas Televisões a fazer de Ministro da Informação Iraquiano aquando da Guerra; tinha o país na mão dos americanos, tinha quase as cuecas dentro da mochila dos «marines», mas com mais lata que um fábrica de conservas e uma cara mais de pau que a do pinóquio, delirava com vitórias.

Vater Lemos! A arte de transformar o número 94 no número 61 e a expressão « meia dúzia de escolas abertas» em «meia dúzia de escolas fechadas! E vá lá que nao disse: – É mais uma!!! Brilhante!

Enfim, e agora sem humores nem ironias, é de um arcaísmo confrangedor assistir a um político inútil, que mais não faz do que usar quem consegue ao menos falar, para enfrentar os media, vir a terreiro tentar disfarçar o indisfarçável, e evitar o inevitável! Que papel mais ridículo!

Mas há uma coisa que se conclui e essa é a de que a Ministra é de facto inteligente e, hibernando no dia da greve, deu a Valter Lemos essa palerma missão! Ora, que ninguém ouse dizer que não lhe encaixou que nem uma luva!

Paulo Carvalho





ESTRATÉGIA PARA A GREVE DIA 3

29 11 2008

Esta mensagem vai para aqueles que, como eu, por norma não fazem greve, por esta apenas se notar no nosso vencimento e a escola funciona na mesma, chegando ao ridículo dos professores de greve serem substituídos.

Pois bem; na minha escola (Agrup. Escolas Castro Daire) a estratégia foi a seguinte: colocou-se um documento na sala de professores, apelando à GREVE CONCERTADA! Assim, pediu-se a quem estaria a pensar fazer greve, ainda que condicionalmente, assinasse, de maneira a que concertadamente se chegasse a pelo menos 50, dos 71 professores, a fazer greve e assim estar completamente comprometido o funcionamento da escola!

E o resultado foi este:

Numa escola onde noutras greves há meia dúzia de aderentes que em nada beliscam o normal decorrer das actividades, desta vez somos… 60! SESSENTA! Portanto, os professores do Agrupamento de Escolas de Castro Daire mostram mais uma vez a sua união e o veemente repúdio a esta política educativa e a este modelo de avaliação, aderindo em massa à greve do dia 3!

Eis uma estratégia que poderão adoptar, caso haja renitência de alguns professores.

Este Ministério quis guerra com os professores? Pois bem… está a tê-la!

Paulo Carvalho





RESPOSTA AOS NOVOS PANINHOS QUENTES DO MINISTÉRIO

28 11 2008

Eis a nova técnica de Maria de Lurdes e companhia:

Enviar emails a todos os professores com paninhos quentes a tentarem convencer-nos de que esta é uma boa avaliação e que em nada nos prejudica… patati…patata… bla bla bla……

Ora, a melhor maneira que temos de refutar esta atitude é responder a esses mails ate à exaustão.

Eu respondi assim:

Então agora optaram por esta via, hein?
Mas que belo discurso!!!
Pois para mim perderam tempo!
 
Enquanto eu tiver de ser avaliado por alguém a quem vocês deram mais competência só porque é mais velho do que eu e nada mais; enquanto mantiverem essa aberração de professores de primeira e de segunda como se algum critério de mérito a isso tivesse presidido; enquanto tiverem os professores como vossos inimigos, utilizando-nos para descer o défice; em suma, enquanro se mantiver esta Lei absurda de fazer dos professores os únicos culpados do fracasso educativo português, não contem comigo! Eu não serei avaliado por esta Lei e estou disposto a arcar com a única consequência possível desta atitude, ou seja, a não progressão na carreira.
Agora podem contar comigo para continuar a ensinar os meus alunos como sempre fiz e tê-los em primeira linha de conta no meu trabalho; foi para isso que tirei um curso de ensino!
 
Paulo Carvalho
Se quiserem podem copiar este texto e itiliza-lo para o mesmo efeito, ou criem outro, rejeitando esta amaciadela de pêlo do ME, como se fôssemos uns cãezinhos amestrados!
Mantenhamo-nos unidos e irredutíveis até se provar que contra a razão de 150000 pessoas não há argumentos possíveis.
Paulo Carvalho




CECÍLIA HONÓRIO «na mouche!!!»

27 11 2008

Vejam este vídeo da intervenção da deputada do BE, Cecília Honório, no parlamento, perante a Ministra!

A melhor parte começa aos 7 minutos. Vale mesmo a pena ver!





MAIS EMÍDIO RANGEL… MAIS RESPOSTA!

21 11 2008

Sr. Emídio Rangel:

Tal como fiz aquando do seu execrável artigo de 8 de Março, aqui fica a minha resposta a mais um rude golpe da sua mentecapta opinião.   Diz o senhor:

 

rangel

Aqui exerço o meu direito ao contraditório:

Ó Sr. Emídio:

O senhor, para além de escolher muito bem o título das suas babosas crónicas, pois «Coisas de Circo» assenta muito bem no palhaço, hoje acertou também no título deste artigo; apenas errou o sentido!

Arre que é de mais! Mas porque raio hão-de os dignos professores deste país ter de o aturar? Já sei… Porque somos 150000 e sempre conseguimos aquilo que uma só pessoa não conseguiu!

Que pena não aceitar ser governante! Pois… percebo… é melhor aceitar dos governantes, não é?

Já que trabalha 17 horas por dia, trabalhe só 16 e não estrague uma hora diária a urdir ofensas gratuitas! Se olhar para baixo encontrará uma pança calejada de tão coçada, pelas alvíssaras que lhe dão, para vomitar para cima de nós. Como há-de o senhor ter ingratidão aos políticos, como nós temos?

Neste país veêm-se jornalistas transformarem-se em muita coisa, mas confesso que em moço de recados, é inédito!

Não está hoje claro, sr. Emídio, que os professores transformam os seus alunos em gangs do ovo; o que está claro como água é a podridão cerebral que o assola! Tal como na miserável crónica de Março, o senhor faz afirmações tresloucadas que, não podendo provar, atestam o seu avançado estado de decomposição intelectual!

Fala de Alberto João Jardim? Pois nem de propósito! O senhor é o Jardim dos opinantes! Escreve o que lhe apetece, não lhe acontece nada, todos têm medo de si; mas há uma diferença, sr. Emídio: Os professores não têm medo de si e se o senhor continuar a insultar-nos do modo sujo e ordinário como faz, conte sempre que do outro lado está gente que tem os pés onde o senhor tem a cabeça!

Já agora, faça o favor de desinfectar a boca quando fala de Manuel Alegre, o único político livre e com coluna vertebral em Portugal; quando o senhor for alguém na vida, ou no PS, terá metade da dignidade de Manuel Alegre!

Por fim, sr. Emídio, que sorte a deste país ter ficado sem um jornalista traidor e ter ganho um troglodita opinante!

Paulo Carvalho